Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema | Resgate – um covite à reflexão social |Opinião

 

resgate posterTítulo: Resgate

Direcção: Mickey Fonseca, Pipas Forjaz

Elenco: Gil Esmael, Arlete Bombe, Rachide Abdul, Laquino Fonseca e Tomás Bié

Género: acção; drama

Ano: 2019

Sinopse

 

“Resgate centra-se na história de Bruno, que quer mudar de vida depois de ter passado quatro anos na prisão e conhecer finalmente a filha bebé que partilha com Mia. Tenta encontrar, primeiro sem sucesso, um trabalho como mecânico, a profissão em que se especializou. A tia, irmã da sua recém-falecida mãe, arranja-lhe um emprego numa garagem. Mas este novo plano de vida cai por terra quando, sem aviso, o banco ameaça despejá-lo da casa da mãe se não pagar o empréstimo, por ele desconhecido, que ela contraiu antes de morrer. E é aí que vai ter de voltar ao mundo do crime” In O Público

Opinião

Resgate é um filme independente moçambicano, produzido pela Mahla Filmes. Estreou no dia 18 de Julho em Moçambique e foi este mês (Agosto) exibido nos cinemas de Portugal. Pese embora a estreia tenha sido há pouco, a produção do mesmo iniciou já há alguns anos. Ainda lembramo-nos perfeitamente da campanha de crowdfunding lançada há 3 anos, para apoiar o filme. A mesma despertou a atenção e o interesse dos moçambicanos, perante a ânsia que há por mais produções cinematográficas no país. Por esta e outras razões, nós da tripulação do diário de uma qawwi ficamos muito contentes quando o filme finalmente estreou.

Diferentemente de algumas propostas recentemente apresentadas, Resgate não pretende brincar ou testar a paciência do público alvo. Numa mistura de acção e drama, a película é efectivamente bem conseguida, tanto nos aspectos visuais, como no apelo que faz à reflexão social. Há uma extensa carga dramática durante todo o longa, onde problemas acentuadamente conhecidos na socieade moçambicana, como o desemprego, o aceso à habitação, e a discriminação são explorados.

O filme é de certa forma polémico perturbante. Aborda o mundo do crime e da violência, usando como pano de fundo a triste realidade dos raptos que em determinada altura assolaram o país. A arte gráfica da capa é de louvar. Os diálogos e a narrativa são bons, embora em alguns momentos subestimem o telespectador, criando e desvelando informação que no fim, acaba por tornar-se inútil na construção da trama. Há um trabalho requintado nas cenas de luta, no som, e na trilha sonora. Alguns aspectos técnicos poderiam ser refinados, como os efeitos de “fade out”, os quais poderiam perfeitamente ser dispensados. A interpretação dos actores é soberba. O actor que dá corpo ao protagonista Bruno, usa a linguagem corporal de forma eficiente, capaz de transmitir, muitas vezes calado e só pelo olhar, o espectro de emoções conflituosas que carrega o seu personagem.

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Gil Esmael em Resgate (Bruno) – imagem: Blog Mbenga

Em conclusão, trata-se de um filme nacional moçambicano bem escrito e dirigido, o qual deveria incentivar o investimento no cinema, servindo como exemplo para outros projectos. Confira o trailer:

A nossa pontuação: 4 em 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema | 3 por cento – temporada 3 – Opinião

Opinião

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Imagem via Netflix

Quem acompanhou as temporadas anteriores de 3% por cento, irá facilmente compreender os motivos de muitos considerarem esta série como a versão brasileira de hunger games. De facto, num universo tão distópico quanto o da referida produção americana, 3º por cento apresentou-se forte e estabeleceu um alto padrão de qualidade, capaz de satisfazer tanto o público alvo, como o menos comum

A 3ª temporada mantém os temas do início. Apesar da ligeira desaceleração e da ausência de algumas personagens chaves, há desenvolvimento de novas narrativas, com uma dinâmica fresca, colmatando estas ausências. Nesta nova fase, Michelle (Bianca Comparato), criou a concha, um sistema alternativo ao do Mar Alto e ao do Continente. O sistema tinha tudo para dar certo, até começar a descarrilar, por causa da natureza humana.

A discussão sobre valores morais, a miséria e a divisão de mundos continua premente. Porém, nesta temporada, onde os personagens são assaz voláteis, somos capazes de ver, de forma interessante, até que ponto a fome é capaz de transformar as personalidades, aflorando o nosso lado mais negro. Se isto é um ponto positivo, deve admitir-se também que houve algum exagero, pois alguns personagens acabam passando a impressão de ter excessiva ambiguidade. Rafael (Rodolfo Valente) e Marco (Rafael Lozano) cresceram bastante nesta fase. Já Joana (Vaneza Oliveira), continua consistente ao que já nos habituou.

Apesar do acréscimo no orçamento para este ano, julgamos que a nível estético os cenários poderiam estar melhor. Já a música seguiu original.

Esta temporada, por certo, mostra um amadurecimento da produção e abre espaço para a continuação da exploração destes temas que tendem a mostrar-se cada vez mais relevantes no mundo actual.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema |La casa de papel – temporada 3 -Opinião

Opinião

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Imagem via Netflix

Finalmente foi lançada (a 19 de Julho) na Netflix, a nova temporada de La casa de Papel (Money Heist) tão aguardada pelos fãs. Esta sequela não entra de forma tão arrebatadora como as predecessoras, mas depressa amadurece nos episódios seguintes, arrancando o fôlego do telespectador.

A nova temporada centra-se na saga desta corajosa e adorada gangue, que tenta  resgatar Rio, cativo pela Polícia. Para tal, embarcam num novo plano de assalto, liderado pelo Professor (Álvaro Morte).

 A nova temporada também abre as portas para novas personagens, que incrementam a dinâmica do grupo. É feito um incrível trabalho com os flashbacks. Aliás, esta técnica, que permite que a história não siga necessariamente uma sequência, foi sempre bem conseguida nesta produção. A boa notícia é que, por esta via, Berlim (Pedro Alonso) está mais vivo do que nunca.

A trama não difere muito da que foi apresentada antes, com a ferrenha batalha entre a polícia e os ladrões no foco, coadjuavada pelo drama que nasce dos relacionamentos entre os personagens.

O assalto e as motivações, fazem desta a mais cínica e audaciosa das séries. Causa impressão a forma como são retratadas as autoridades, para que o roteiro funcione e haja empatia com relação aos anti-heróis (caso para pensar que a nova inspectora, Alicia Sierra (Najwa Nimri), fria e destemida, ainda vai dar o que falar).

Destaque vai para Nairobi (Agatha Jimenez), que ganhou mais força nesta nova fase e continua com uma sólida interpretação. Denver (Jaime Lorente), o mais emotivo de todos, também segue a brilhar. Temas como empoderamento e o género seguem evidentes nesta nova temporada.

Se você gostou das temporadas anteriores, vai apreciar esta continuação, pese embora possa ficar com uma certa sensação de angústia, visto que, muito ao seu estilo, na história desta gangue, tudo pode dar errado. Nada que um bom desfecho não resolva, aquando da 4ª temporada, ainda sem data prevista para o lançamento.

Confira o trailer:

A nossa pontuação: 4 de 5 estrelas.

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | Aladdin – o tapete mágico para uma saudosa viagem | Opinião

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Imagem: Pipocasclub

Título: Aladdin

Direcção: Guy Ritchie

Elenco Principal: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Nasim Pedrad

Género: Fantasia; Romance; Live-action; Musical

Ano: 2019

Sinopse

Um jovem humilde descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode conceder-lhe 3 desejos. Agora, o rapaz quer conquistar a jovem por quem apaixonou-se, desconhecendo o facto de que a mesma é a princesa do reino. Com a ajuda do gênio, ele tenta passar-se pelo Príncipe Ali, para conquistar o amor de Jasmine e a confiança do sultão.

 Opinião

Deste lado somos da geração que até hoje guarda na memória cada diálogo e canção deste que é um dos clássicos mais bonitos da Disney. Não é assim de surpreender, que estivéssemos muito curiosos com relação a esta live-action, quando não para conferir as impressões inicias, para matar as saudades desta animação. E é isto que o filme proporciona: uma agradável viagem pelo tempo, no tapete mágico das lendas árabes. Todavia, embora tente manter-se fiel ao clássico, com as devidas (e necessárias) adaptações, o filme acaba por perder parte do glamour e do brilho da animação original. O que terá acontecido com os elefantes, os camelos, os mamíferos raros e toda a pompa que acompanha a grande entrada do príncipe Ali? E o ambiente idílico, com direito a passagem por magníficas garças e pelas pirâmides de Gizé, na canção “a whole new word”? Pode ter sido deficiência dos efeitos CGI ou meramente, alguma falta de esmero nesses detalhes?

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Olhando para os personagens, ficamos, honestamente, deveras desiludidos com a escolha para Jasmine. Nada contra Naomi Scott, que provou ser uma excelente actriz, à altura desta nova personagem, ávida por direitos iguais e empoderamento. Excepto, entretanto, que em nada ela parece a Jasmine da animação. Marwan Kenzari, tão pouco esteve à altura do carismático Jafar. Na verdade, Kenzari está extremamente fraco, demasiado sério, e nada vilanesco. Mas também, convenhamos, seria difícil conseguir trazer na plenitude a elegância do clássico vilão. Fora estes senões, há aspectos dignos de apreciação.

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Imagem: portalapmais

A interpretação de Will Smith é das mais originais e rende à película diversas cenas engraçadas e inesperadas, fazendo justiça à personagem da animação, vivida em voz pelo saudoso Robin Williams.

Por outro lado, apesar de não ter a mesma energia do Aladdin original, Mena Massoud transmite sensibilidade e charmes únicos, fazendo deste ladrão generoso um personagem muito querido. Mena revela-se assim, uma escolha bastante apropriada. É fácil temo-lo como o Aladdin da vida real.

As canções do filme estão soberbas, com destaque para novos hits, incluindo “Speechless”, que tem uma belíssima interpretação de Naomi Scott. Em resumo, é um bom filme, que apesar de ficar algo aquém da animação, vai entreter e encantar os amantes de Aladdin.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Lançamentos!, Opiniões, Resenhas

Cinema|Avengers – Endgame (o inexplicável e inevitável) |Opinião

Título: Avengers: Endgame

Direcção:Joe Russo, Anthony Russo

Elenco Principal: todos os avengers

Género: Acção, aventura, fantasia, fantasia científica

Ano: 2019

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Imagem: BGR

Sinopse:

Nos eventos de Avengers – Infinity War, Thanos conseguiu deixar o universo em ruínas. Agora, os Vingadores remanescentes, irão juntar-se e aliar forças para desfazer as acções de Thanos e restaurar a ordem no universo, de uma vez por todas.

Opinião:

(SEM SPOILERS)

Estreou ontem Quinta-Feira (25.04.2019).

Os directores da película apelaram aos fãs que evitassem spoilers. Embora tenhamos muitos comentários e questionamentos, estes ficarão por ser feitos, em respeito aos que ainda não viram o filme. Portanto, a nossa opinião será breve e sem spoilers.

A projecção do filme no cinema rendeu inúmeras palmas da audiência. Muito mais do que às vezes acontece num show ao vivo. Tal por si só, compensou a experiência. Afinal, é um encerrar, gigante e épico, de mais de 6 anos de história dos avengers, numa jornada verdadeiramente única. A trama começa leve, mas desenrola como tempestade, revelando gradualmente plot twists (alguns há muito aguardados) e um elenco cheio de surpresas. A trilha sonora está lá. Talvez seja boa, mas acaba sendo engolida pelas cenas que roubam completamente a atenção do telespectador.

É bem possível, entretanto, que o filme deixe os seguidores divididos. Será que este inevitável desfecho, faz justiça à saga inteira e ao desenvolvimento dos personagens que foram cuidadosamente construídos ao longo dos anos? Se por um lado era necessário, e tal desfecho foi executado de forma arrebatante, não achamos coerência nenhuma nas teorias mal justificadas que foram apresentadas como suporte para o grande “endgame”. E mesmo assim… foi inevitável: aplaudimos a película durante a noite inteira.

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Imagem: Marvelstudio; Digitalspy

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Confira o trailer:

(por VF – da tripulação)

Cinema (Filmes / Séries), Lançamentos!

Lançamentos 2019 – os 10 filmes mais esperados do ano!

 

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Nunca erramos nos prognósticos. Quer dizer, não muito. Por isso, na resenha desta semana, vamos falar de alguns filmes que seguramente são ansiosamente aguardados pelos fãs na lista de estreias de 2019. A lista é vasta, mas por hoje apostaremos em apenas 10. Vamos conferir?

10. Us

Director: Jordan Peele

Elenco: Lupita Nyong’o, Elizabeth Moss, Winston Duke, Tim Heidecker, Shahadi

Wright Joseph, Yahya Abdul-Mateen II

Os filmes com a participação de Lupita Nyong’o tendem a ser aclamados pela crítica. Este não foge à regra. Já com uma certificação de 100% no Rotten Tomatoes, a trama conta a história de um casal que leva os filhos de férias para uma casa de praia, e, de repente, vê a tranquilidade transformar-se em terror quando chega um grupo de estranhos maléficos, fisicamente idênticos a eles.

Estreia nos cinemas: 22 de Março de 2019

9. John Wick 3 – Parabellum

Director: Chad Stahelski

Elenco: Keanu Reeves, Halle Berry, Ian McShane, Laurence Fishburne, Anjelica Huston

Os bons regressam sempre. É o caso de John Wick. Ainda em fuga depois do ocorrido em Santino D’Antonio, John Wick luta para sair de Nova York, com ajuda de uma hitwoman (Halle Berry) que ainda confia nele.

Estreia nos cinemas: 17 de Maio de 2019

8. Men in Black International

Director: F. Gary Gray

Elenco: Tessa Thompson, Chris Hemsworth, Liam Neeson

E por falar nos bons, apesar de Will Smith e Tommy Lee Jones não estarem presentes nesta película, voltaremos a mergulhar no universo de Men in Black, só que desta vez bastante expandido, e com a participação de Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já contracenaram antes em Thor.

Estreia nos cinemas: 14 de Junho de 2019

7. Turma da Mónica – Laços

Director: Daniel Rezende

Elenco: Bianca Villar, Cássio Pardini, Charles Miranda, Cao Quintas, Karen Castanho

Quem nunca vibrou com a turma da Mónica? Na verdade, o universo mágico de Mónica, Cebolinha, Cascão e Magali, encanta crianças e adultos até hoje. Se pelo mundo ainda abundam revistas em quadrinhos e animação, é a primeira vez que eles encarnam actores reais. Na história, Cebolinha desenvolve um plano infalível para resgatar o seu cãozinho desaparecido, mas para isso vai precisar da ajuda dos seus fiéis amigos.

Estreia nos cinemas: 27 de Junho de 2019

6. It – Parte 2

Director: Andy Muschietti

Elenco: Jessica Chastain, James McAvoy, Bill Hader, Bill Skarsgård

27 anos depois (dentro da história), Pennywise o palhaço perverso, agora mais cruel que nunca, volta para infernizar o clube dos perdedores (desta feita tornados heróis adultos). Este é um dos filmes que não demorou nada a ganhar uma sequela.

Estreia nos cinemas: 6 de Setembro de 2019

5. Downtown Abbey

Director: Michael Engler
Elenco: Hugh Bonneville, Michelle Dockery, Maggie Smith, Elizabeth McGovern

Os fãs da série Downtown Abbey certamente vão apreciar esta película que é uma espécie de continuação.

Estreia nos cinemas: 20 de Setembro de 2019

4. Frozen 2

Director: Chris Buck, Jennifer Lee

Elenco: Kristen Bell, Idina Menzel, Josh Gad

Outro filme que vai ganhar uma continuação é o estrondoso sucesso “Frozen”. Nesta segunda parte, Ela, Anna, Kristoff e Olaf vão envolver-se numa nova aventura para descobrir a verdade sobre um antigo mistério relacionado ao seu reino.

Estreia nos cinemas: 22 de Novembro de 2019

3. Lion King

Director: Jon Favreau
Elenco: Donald Glover, Beyoncé Knowles, Seth Rogen, Chiwetel Ejiofor, James Earl Jones, Alfre Woodard

Se o “ciclo da vida” não tem fim, também não tem fim a nossa paixão por este clássico imortal. Quem já teve a oportunidade de espreitar algumas cenas, diz que devemos  preparar-nos para ficar de queixo caído com esta adaptação e as vozes arrebatadoras que traz.

Estreia nos cinemas: 19 de Julho de 2019

2. Aladin

Director: Guy Ritchie
Elenco: Will Smith, Naomi Scott, Nasim Pedrad, Mena Massoud

Os fãs podem ter ficado desgostosos com a aparência azul de Will Smith, que interpreta o génio da lâmpada, mas tal não diminuiu as expectativas a volta deste outro clássico da Disney transformado em live-action. Estão todos ansiosos para saber como será a interpretação de Smith e para ouvir os grandes temas que ambientam as “noites árabes” de Aladin.

Estreia nos cinemas: 24 de Maio de 2019

  1. Avengers: Endgame

Director: Joe Russo, Anthony Russo

Elenco: todos os avengers

Neste decisivo “endgame”, os fãs finalmente vão saber: depois dos eventos da guerra infinita, qual avanger regressará, e quem foi exterminado de vez por Thanos? Quem continuará nas futuras franquias? O filme estreia já no final deste mês (Abril).

Estreia nos cinemas: 26 de Abril de 2019

 

 

 

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | amores interplanetários, inter-raciais e interculturais

Como o diário de uma qawwi está num mês bastante cor de rosa, decidimos nesta resenha explorar as histórias de romances interculturais e inter-raciais. Ninguém melhor do que a própria qawwi, que é uma ET do planeta Stefanotis, e Will, que é um humano do planeta terra, para falarem de diferenças interculturais e interplanetárias quando se trata de amor, não é verdade? Mas há alguns filmes que também conseguem celebrar esta diversidade com bastante estilo, mostrando o óbvio: somos todos diferentes, mas somos todos iguais. Vamos conferir o nosso top 10?

10. Avatar (2009)

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Aclamado pela crítica, este filme de ficção científica dirigido por James Cameron ocorre no futuro (2154) e é baseado num conflito em Pandora, um planeta que orbita o sistema Alpha Centauri. Neste planeta, os colonizadores humanos e os Na’vi, nativos humanoides, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa. No meio disto tudo, nasce o amor entre um humano e uma Na’vi.

Trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=5PSNL1qE6V

9. Thor (2011)

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O romance entre deuses (deusas), semi-deuses e humanos(as) sempre foi amplamente explorado pelo cinema e pela literatura. A mitologia nórdica, por exemplo, inspira alguns filmes do universo Marvel, como Thor. No início desta longa saga, Thor é um deus irresponsável que acaba sendo banido de Asgard, a sua terra natal. Ao tentar recuperar o seu martelo e voltar para casa, conhece a cientista Jane, uma simples humana. Asgard e o planeta Terra estão em dimensões completamente diferentes. Pode o amor entre o deus e a humana sobreviver?

8. Something new – Algo Novo (2006)

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Com dois actores cheios de química, esta belíssima comédia romântica foca-se não apenas num relacionamento inter-racial, como nos valores culturais, sociais e tradicionais de algumas famílias afro-americanas.

Trailer:

7. Guess who – A Família da Noiva (2005)

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Percy Jones, um homem negro e de personalidade forte, fica contrariado ao saber que a sua filha, Theresa, está noiva de um homem branco. Guess Who é um remake de Guess Who is coming for dinner (1967), mas ao contrário da versão original dramática que era uma crítica social à época, Guess Who de 2005 retrata de forma bem humorada a vida de vários casais, numa comédia de encher o coração de gargalhadas.

Trailer:

6. Save the last dance – Ao ritmo do hip-hop (2001)

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A trama relata a história de Sara Johnson, uma jovem que sonha em ser uma bailarina de balé. Ao chegar à Chicago após a morte da mãe, Sara ingressa numa escola frequentada maioritariamente por estudantes negros. Nessa escola, conhecerá Derek Reynolds, pelo qual apaixona-se e quem a ensinará a dançar hip-hop.

Trailer:

5. Bride and Prejudice – Noiva e Preconceito (2005)

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Baseado no livro de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, Bride and Prejudice é uma mistura de Bollywood e Hollywood, que traz a história de Lalita Bakshi, uma jovem indiana que vive em Amritsar, e de Will Darcy, um estrangeiro que Lalita conhece numa festa. Lalita acha o Sr. Darcy muito arrogante por desrespeitar a cultura indiana. Resta saber se essa impressão permanecerá para sempre.

Trailer:

4. My Greek fat wedding – Casamento Grego (2002)

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Toula Portokalos (Nia Vardalos) é grega. Ao ter aulas de informática numa universidade, acaba por apaixonar-se por um professor de inglês, que é completamente o oposto do desejo de seu pai, ou seja, um genro grego.

Trailer:

3. The Little Mermaid – A Pequena Sereia (1989)

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Baseado num dos contos de Hans Christian Andersen e produzido pela Disney, a animação traz a história de Ariel, filha mais nova do Rei Tritão, comandante dos sete mares. Ariel sempre teve curiosidade sobre a vida dos humanos, mas é proibida pelo pai de aproximar-se destes, pois segundo o rei Tritão, os humanos sao bárbaros.

Na actualidade, Ariel talvez não seja exactamente um bom modelo para as jovens, já que em nome de um amor ela vende a própria voz e perde a sua essência. Porém, há muitas razões para assitir-se a esta animação, inclusive a mensagem de que o amor vence as diferenças entre mundos opostos, e a soberba música do filme, que até hoje anima crianças e adultos no mundo inteiro.

Trailer:

2. Pocahontas (1995)

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Clássico querido pelos amantes da Disney, faz um retrato ficcional do encontro histórico de Pocahontas com o inglês John Smith e os colonos em Jamestown que chegaram a partir da Virginia Company.

Trailer:

  1. Bend it like Beckam – Joga como Beckam (2002)

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Com uma maravilhosa trilha sonora (e a estreia de Keira Knightley, hoje grande atriz), este filme é acima de tudo, um caso típico de girl power. A película narra a história de uma família indiana que vive em Londres e tenta educar, de maneira tradicional, a filha que é apaixonada por futebol, revelando um intenso choque de culturas. Quando Jess é forçada a fazer a escolha entre a tradição e o seu amado desporto (e tambem o bonitão treinador inglês), a sua família terá de decidir se permitirá que a filha faça da vida uma corrida atrás de uma bola de futebol.

Trailer: