Lançamentos!, Livros, Resenhas

Lançamentos e novidades: novas vozes femininas na escrita moçambicana

Olá amigos planetários,

Hoje vamos partilhar novidades em torno de alguns novos livros e vozes jovens femininas que surgem no panorama da escrita moçambicana. Algumas das obras que iremos mencionar, poderão ser adiquiridas no dia 28 de Setembro de 2019, na exposição de venda de livros, obras escritas estritamente por escritoras moçambicanas, na FEIMA. Para além das novas autoras, a feira terá obras de outros nomes como Emmy Xyx, Rinkel, Melita Matsinhe e Hirondina Joshua.

Esta accão enquadra-se no projecto Mulher e Letras que tem como objectivo promover e enaltecer o trabalho da mulher ligada à actividade literária como parte integrante do universo moçambicano de letras.

Boas novidades ou boas novidades?

Vamos conferir:

  1. Teresa Taimo – O Regresso do descontente (prosa)

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Teresa Taimo publicou a sua primeira obra literária “o regresso do descontente” em Maputo, no passado dia 17 de Setembro, numa cerimónia militar. Abaixo segue uma apresentação da obra, cortesia da autora:

“O regresso do descontente é uma obra de caris multicultural, que tem como pano de fundo a área militar, e retrata a vida de dois jovens de regiões, culturas e posições sociais diversas de Moçambique. Eles veem-se na contingência de partilhar hábitos, costumes e crenças de ambos, influenciando-se entre si e conciliando o seu modo de vida no ambiente em que se inserem. Nesta convivência, encontra-se, por um lado, Pedro Costa, filho de Ministro, jovem mimado e abastado, que nasceu e cresceu na cidade capital e nunca teve contacto directo com a cultura dos seus ancestrais. Por outro, Murimane Mavile, descendente de camponeses, de origem bastante humilde, cujo o passado se resumiu ao trabalho em prol dos seus ascendentes. Conhecedor da tradição do seu povo como ninguém, acumulou experiências que o tornam ancião em corpo jovem.

Os dois jovens destacam-se como protagonistas desta estória que cruza classes sociais e revela claramente as consequências que podem adir da estabilidade financeira ou da sua carência nesta faixa etária. As tradições conjugadas, os tabus e mitos da vida militar que o tempo não conseguiu apagar, fazem entre as linhas sagradas deste romance que em muito nos irá identificar.”

2. Sadya Bulha – Um pé de amarílis (prosa)

Sadya Bulha vai lançar a sua primeira obra, intitulada “um pé de amarílis” no decurso da semana de 24 de Setembro de 2019, em Chimoio. O livro em breve andará pelas livrarias, então, fique atento.

3. Karina Jamal – Meu chefe, meu pecado (prosa)

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Karina Kamal tem duas obras publicadas: uma em poesia (bipolaridade do amor) e outra em prosa (meu chefe, meu pecado). A última foi lançada este ano (2019).

4. Cláudia Chatonda Elija – A almadia de remos negros (poesia)

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Cláudia Chatonda Elija é natural do Songo (Tete) e identifica-se com Florbela Espanca. Estreia-se na poesia com “A almadia de remos negros”, livro que sai com a chancela da Chiado Editores, lançado há cerca de três meses (Junho de 2019).

Leia e compre aqui

Alguém aqui curioso para ler algumas das obras acima? Vai ter resenha aqui a bordo? Sim, muitas 😊

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema| The I-land – o grande desastre da Netflix |Opinião

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Fonte Imagem: Nit

Ano: 2019

Premisa

“The I-Land” conta a saga de dez pessoas que acordam numa ilha deserta e perigosa, sem memória de quem são ou de como lá chegaram. Cedo, elas percebem que terão de enfrentar alguns desafios físicos e psicológicos para sobreviverem.

Opinião

Logo nos primeiro minutos da série, é impossível não fazer uma analogia directa com a célebre “Lost”, pese embora nós da tripulação nem sequer tenhamos assistido a esta. Apenas conhecemos o seu conceito. A construção gráfica e a escolha da sonoplastia lembra, de igual forma “3%”, outra produção da Netflix, com o senão de “The I-Land” estar muito abaixo desta . O conceito puxa também um bocado por “black mirror” (mas desprovida do talento desta).

Sem mais delongas, “The I-Land” é pouco original e simplesmente desastrosa. Ela gira entre o enfadonho e o ilógico. Algumas sequências são tão absurdas que acabam arrancando algumas gargalhadas, embora não haja graça nenhuma. Quando um personagem que acorda sem memórias, numa ilha deserta, decide ignorar estas circunstâncias assustadoras e prefere ficar relaxado a apanhar banhos de sol na praia, revelam-se claros indícios de haver um sério problema na caracterização dos personagens. E o que dizer do personagem que vai para o mar, mesmo tendo visto um colega ser morto por um tubarão nesse mesmo mar?

Não é assim de surpreender, que os personagens ao longo da trama não evoluam, não parem de revelar sistematicamente as suas inconsistências, e até mesmo desinteresse em estarem aptos a dinâmica que a narrativa exige. Perante escolhas que podem determinar a vida ou a morte, os personagens fazem decisões simplesmente arbitrárias, sem qualquer raciocínio. As relações e a dinâmica entre os personagens é extremamente artificial, sem nada de orgânico.

É como se aos criadores da série, faltasse total atenção aos detalhes da narrativa, deixando passar estas terríveis falhas.

Ao longo da trama acompanhamos com alguma profundidade a história da protagonista Chase (Natalie Martinez), KC (Kate Bosworth) e Cooper (Ronald Peete), mas os restantes sete, não parecem suficientemente importantes para serem desenvolvidos. Há única coisa que sabemos acerca de todos eles, é que carregam alguma culpa, razão pela qual, encontram-se na ilha. Talvez resida aqui, algum mérito da série, a discussão filosófica que pretende trazer, sobre o que é moralmente condenável, e se o comportamento criminal do homem é inerente à sua natureza, ou às circunstâncias e o ambiente em que se encontra. Debate pertinente, mas cuja relevância acaba por perder-se pela pobre execução, e a narrativa tão mal escrita.

Apesar de ser uma série limitada, com apenas (felizmente) 7 episódios, não se recomenda.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 1.5 de 5 estrelas

 

 

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema | Resgate – um covite à reflexão social |Opinião

 

resgate posterTítulo: Resgate

Direcção: Mickey Fonseca, Pipas Forjaz

Elenco: Gil Esmael, Arlete Bombe, Rachide Abdul, Laquino Fonseca e Tomás Bié

Género: acção; drama

Ano: 2019

Sinopse

 

“Resgate centra-se na história de Bruno, que quer mudar de vida depois de ter passado quatro anos na prisão e conhecer finalmente a filha bebé que partilha com Mia. Tenta encontrar, primeiro sem sucesso, um trabalho como mecânico, a profissão em que se especializou. A tia, irmã da sua recém-falecida mãe, arranja-lhe um emprego numa garagem. Mas este novo plano de vida cai por terra quando, sem aviso, o banco ameaça despejá-lo da casa da mãe se não pagar o empréstimo, por ele desconhecido, que ela contraiu antes de morrer. E é aí que vai ter de voltar ao mundo do crime” In O Público

Opinião

Resgate é um filme independente moçambicano, produzido pela Mahla Filmes. Estreou no dia 18 de Julho em Moçambique e foi este mês (Agosto) exibido nos cinemas de Portugal. Pese embora a estreia tenha sido há pouco, a produção do mesmo iniciou já há alguns anos. Ainda lembramo-nos perfeitamente da campanha de crowdfunding lançada há 3 anos, para apoiar o filme. A mesma despertou a atenção e o interesse dos moçambicanos, perante a ânsia que há por mais produções cinematográficas no país. Por esta e outras razões, nós da tripulação do diário de uma qawwi ficamos muito contentes quando o filme finalmente estreou.

Diferentemente de algumas propostas recentemente apresentadas, Resgate não pretende brincar ou testar a paciência do público alvo. Numa mistura de acção e drama, a película é efectivamente bem conseguida, tanto nos aspectos visuais, como no apelo que faz à reflexão social. Há uma extensa carga dramática durante todo o longa, onde problemas acentuadamente conhecidos na socieade moçambicana, como o desemprego, o aceso à habitação, e a discriminação são explorados.

O filme é de certa forma polémico perturbante. Aborda o mundo do crime e da violência, usando como pano de fundo a triste realidade dos raptos que em determinada altura assolaram o país. A arte gráfica da capa é de louvar. Os diálogos e a narrativa são bons, embora em alguns momentos subestimem o telespectador, criando e desvelando informação que no fim, acaba por tornar-se inútil na construção da trama. Há um trabalho requintado nas cenas de luta, no som, e na trilha sonora. Alguns aspectos técnicos poderiam ser refinados, como os efeitos de “fade out”, os quais poderiam perfeitamente ser dispensados. A interpretação dos actores é soberba. O actor que dá corpo ao protagonista Bruno, usa a linguagem corporal de forma eficiente, capaz de transmitir, muitas vezes calado e só pelo olhar, o espectro de emoções conflituosas que carrega o seu personagem.

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Gil Esmael em Resgate (Bruno) – imagem: Blog Mbenga

Em conclusão, trata-se de um filme nacional moçambicano bem escrito e dirigido, o qual deveria incentivar o investimento no cinema, servindo como exemplo para outros projectos. Confira o trailer:

A nossa pontuação: 4 em 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema | 3 por cento – temporada 3 – Opinião

Opinião

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Imagem via Netflix

Quem acompanhou as temporadas anteriores de 3% por cento, irá facilmente compreender os motivos de muitos considerarem esta série como a versão brasileira de hunger games. De facto, num universo tão distópico quanto o da referida produção americana, 3º por cento apresentou-se forte e estabeleceu um alto padrão de qualidade, capaz de satisfazer tanto o público alvo, como o menos comum

A 3ª temporada mantém os temas do início. Apesar da ligeira desaceleração e da ausência de algumas personagens chaves, há desenvolvimento de novas narrativas, com uma dinâmica fresca, colmatando estas ausências. Nesta nova fase, Michelle (Bianca Comparato), criou a concha, um sistema alternativo ao do Mar Alto e ao do Continente. O sistema tinha tudo para dar certo, até começar a descarrilar, por causa da natureza humana.

A discussão sobre valores morais, a miséria e a divisão de mundos continua premente. Porém, nesta temporada, onde os personagens são assaz voláteis, somos capazes de ver, de forma interessante, até que ponto a fome é capaz de transformar as personalidades, aflorando o nosso lado mais negro. Se isto é um ponto positivo, deve admitir-se também que houve algum exagero, pois alguns personagens acabam passando a impressão de ter excessiva ambiguidade. Rafael (Rodolfo Valente) e Marco (Rafael Lozano) cresceram bastante nesta fase. Já Joana (Vaneza Oliveira), continua consistente ao que já nos habituou.

Apesar do acréscimo no orçamento para este ano, julgamos que a nível estético os cenários poderiam estar melhor. Já a música seguiu original.

Esta temporada, por certo, mostra um amadurecimento da produção e abre espaço para a continuação da exploração destes temas que tendem a mostrar-se cada vez mais relevantes no mundo actual.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema |La casa de papel – temporada 3 -Opinião

Opinião

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Imagem via Netflix

Finalmente foi lançada (a 19 de Julho) na Netflix, a nova temporada de La casa de Papel (Money Heist) tão aguardada pelos fãs. Esta sequela não entra de forma tão arrebatadora como as predecessoras, mas depressa amadurece nos episódios seguintes, arrancando o fôlego do telespectador.

A nova temporada centra-se na saga desta corajosa e adorada gangue, que tenta  resgatar Rio, cativo pela Polícia. Para tal, embarcam num novo plano de assalto, liderado pelo Professor (Álvaro Morte).

 A nova temporada também abre as portas para novas personagens, que incrementam a dinâmica do grupo. É feito um incrível trabalho com os flashbacks. Aliás, esta técnica, que permite que a história não siga necessariamente uma sequência, foi sempre bem conseguida nesta produção. A boa notícia é que, por esta via, Berlim (Pedro Alonso) está mais vivo do que nunca.

A trama não difere muito da que foi apresentada antes, com a ferrenha batalha entre a polícia e os ladrões no foco, coadjuavada pelo drama que nasce dos relacionamentos entre os personagens.

O assalto e as motivações, fazem desta a mais cínica e audaciosa das séries. Causa impressão a forma como são retratadas as autoridades, para que o roteiro funcione e haja empatia com relação aos anti-heróis (caso para pensar que a nova inspectora, Alicia Sierra (Najwa Nimri), fria e destemida, ainda vai dar o que falar).

Destaque vai para Nairobi (Agatha Jimenez), que ganhou mais força nesta nova fase e continua com uma sólida interpretação. Denver (Jaime Lorente), o mais emotivo de todos, também segue a brilhar. Temas como empoderamento e o género seguem evidentes nesta nova temporada.

Se você gostou das temporadas anteriores, vai apreciar esta continuação, pese embora possa ficar com uma certa sensação de angústia, visto que, muito ao seu estilo, na história desta gangue, tudo pode dar errado. Nada que um bom desfecho não resolva, aquando da 4ª temporada, ainda sem data prevista para o lançamento.

Confira o trailer:

A nossa pontuação: 4 de 5 estrelas.

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | Aladdin – o tapete mágico para uma saudosa viagem | Opinião

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Imagem: Pipocasclub

Título: Aladdin

Direcção: Guy Ritchie

Elenco Principal: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Nasim Pedrad

Género: Fantasia; Romance; Live-action; Musical

Ano: 2019

Sinopse

Um jovem humilde descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode conceder-lhe 3 desejos. Agora, o rapaz quer conquistar a jovem por quem apaixonou-se, desconhecendo o facto de que a mesma é a princesa do reino. Com a ajuda do gênio, ele tenta passar-se pelo Príncipe Ali, para conquistar o amor de Jasmine e a confiança do sultão.

 Opinião

Deste lado somos da geração que até hoje guarda na memória cada diálogo e canção deste que é um dos clássicos mais bonitos da Disney. Não é assim de surpreender, que estivéssemos muito curiosos com relação a esta live-action, quando não para conferir as impressões inicias, para matar as saudades desta animação. E é isto que o filme proporciona: uma agradável viagem pelo tempo, no tapete mágico das lendas árabes. Todavia, embora tente manter-se fiel ao clássico, com as devidas (e necessárias) adaptações, o filme acaba por perder parte do glamour e do brilho da animação original. O que terá acontecido com os elefantes, os camelos, os mamíferos raros e toda a pompa que acompanha a grande entrada do príncipe Ali? E o ambiente idílico, com direito a passagem por magníficas garças e pelas pirâmides de Gizé, na canção “a whole new word”? Pode ter sido deficiência dos efeitos CGI ou meramente, alguma falta de esmero nesses detalhes?

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Olhando para os personagens, ficamos, honestamente, deveras desiludidos com a escolha para Jasmine. Nada contra Naomi Scott, que provou ser uma excelente actriz, à altura desta nova personagem, ávida por direitos iguais e empoderamento. Excepto, entretanto, que em nada ela parece a Jasmine da animação. Marwan Kenzari, tão pouco esteve à altura do carismático Jafar. Na verdade, Kenzari está extremamente fraco, demasiado sério, e nada vilanesco. Mas também, convenhamos, seria difícil conseguir trazer na plenitude a elegância do clássico vilão. Fora estes senões, há aspectos dignos de apreciação.

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Imagem: portalapmais

A interpretação de Will Smith é das mais originais e rende à película diversas cenas engraçadas e inesperadas, fazendo justiça à personagem da animação, vivida em voz pelo saudoso Robin Williams.

Por outro lado, apesar de não ter a mesma energia do Aladdin original, Mena Massoud transmite sensibilidade e charmes únicos, fazendo deste ladrão generoso um personagem muito querido. Mena revela-se assim, uma escolha bastante apropriada. É fácil temo-lo como o Aladdin da vida real.

As canções do filme estão soberbas, com destaque para novos hits, incluindo “Speechless”, que tem uma belíssima interpretação de Naomi Scott. Em resumo, é um bom filme, que apesar de ficar algo aquém da animação, vai entreter e encantar os amantes de Aladdin.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Resenhas

7 passos para superar o fim do relacionamento através da música

O fim ou a perda de qualquer relacionamento humano (amizade, namoro, rompimento familiar) é doloroso. Especialmente quando a pessoa com quem rompemos é importante para nós. Por isso os psicólogos equiparam à uma perda física. É dito, inclusive, que os 5 estágios da perda (negação, negociação, ira, depressão e aceitação) também aplicam-se a um rompimento.

Há quem atravessa esses estágios de uma vez. Há quem o faça aos poucos. Há quem não segue a sequência, e há os mais fortes, que dispensam algumas ou todas essas etapas.

Onde entra a música aqui?

Bom, canções não servem somente para entreter. Elas têm um impacto mais profundo no nosso consciente. Assim é, que na psicologia desenvolveu-se a corrente da musicoterapia.

A resenha de hoje traz temas musicais, que podem servir de terapia no processo do rompimento, caso o seu coração esteja a atravessar uma fase mais cinzenta. Vamos a isso?

Fase 1 – Em buscas de respostas

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A fase mais melancólica e dramática. Não importa se você é homem ou mulher, se foi obrigado(a) a terminar, ou se foi você o largado(a). Nessa altura, é normal buscar-se respostas.  Questionar o porquê do fim. Afinal, a repentina ausência daquela pessoa, dói. Aproveite para escutar as músicas nesta secção. Sinta-se à vontade para gemer na almofada, pois não há vergonha nenhuma nisso. Faz parte do processo.

Where did we go wrong – Toni Braxton e Babyface

Onde é que falhamos? Será que é tudo culpa minha?”

Ilegal – Shakira

Desde que foste embora, ando a roer as unhas. E a fazer-me as mesmas perguntas, de novo e de novo

Fase 2 – Negação

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Imagem: Shutterstock / Antonio Guillem

Claro, tem aqueles momentos em que simplesmente nos recusamos a aceitar que acabou. E agimos como verdadeiros tolos. É normal. E há quem está pior que nós. Escute:

Impossível acreditar que perdi você – Toni Platão

Não, eu não consigo acreditar no que aconteceu. É um sonho meu, nada se acabou. É impossível, não consigo viver sem você. Volte, venha ver, tudo em mim mudou

Fase 3 – Negociação

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E então, caímos na asneira de implorar e tentar negociar. Dizemos que vamos melhorar os nossos defeitos, que vamos abandonar certos hábitos (ao estilo super dramático de Leonardo). Não faça nada disso. O amor não se mendiga. Ninguém muda nem dá nada, se não quiser fazê-lo por iniciativa própria. Portanto, Se for negociar, inspire-se na música abaixo, só e somente se achar que de facto vale a pena lutar por esse amor.

If you leave me now – Chicago

Se me deixares agora, levarás grande parte de mim. Por favor, não vás. Quero que fiques. Um amor como o nosso é difícil de encontrar

Fase 4 – Recaída

A certa altura, um dos dois vai ficar tentado a voltar atrás. Nem que seja apenas para relembrar os velhos tempos. Nesse momento, entra-se numa espécie de limbo. Afinal de contas, a relação terminou, mas vocês continuam a ver-se. Lembre-se apenas de uma coisa: você não nasceu para ser joguete. Grandes são as chances de as coisas continuarem onde estão, ou seja, no término. Para o seu próprio bem, evite as recaídas. Vá mas é sair com amigos, curta aquele futebol, aquele cineminha e quando sentir-se prestes a cair em tentação, dance ao som destas canções:

Dance you off – Benjamim Ingrosso

Quero apenas dançar até esquecer-te. Quero sentir este momento com qualquer outra pessoa, menos tu. E vou conseguir

Call me when you’re sober – Evanescence

Não chores para mim, se me amasses, estarias aqui comigo. Se me queres, vem encontrar-me. Decide-te

Fase 5 – Ira

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O fim de um relacionamento, principalmente se repentino e “injusto”, pode deixar-nos irados. Por tudo o que sofremos, temos todo o direito de nos sentirmos zangados. Liberte a fúria, e grite ao som destas músicas:

Love yourself – Justin Bibier

Tenho estado tão concentrado no trabalho que nem me apercebi do que estava a acontecer. A verdade é que durmo melhor sozinho

Irreplaceable – Beyoncé

Não vou derramar uma lágrima por ti. Nem perder uma sequer noite. Porque na verdade o que impora é que substituir-te é muito fácil

Never ever – Taylor Swift

Nós nunca, nunca, jamais, voltaremos a estar juntos

Enquanto eu brindo cê chora – Bruno e Marrone

Enquanto eu brindo ‘cê chora. Porquê não levanta da mesa tem táxi lá fora? Você se achava perfeita, insubstituível. Te ver desse jeito chorando era tão previsível

Fase 6 – Aceitação

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Source: Image Source/Dan Bannister / Getty

Depois do momento da ira, começamos a aceitar a realidade. Acabou. É normal sentir saudades. Ainda assim, somos capazes de compreender que a dor aos poucos passará. Há que ter paciência e ser gentis connosco mesmos.

 Better in time – Leona Lewis

Com o tempo, vai melhorar

Sleeping with a broke heart – Alicia Keys

Esta noite vou encontrar uma forma de seguir sem ti

Fase 7 – caminho da esperança e rumo ao futuro

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Imagem: Pinterest – in Breath Travel

E então, chega a fase em que você volta a sentir-se forte, de bem com a vida, cheio(a) de esperança. Celebre a vitória do coração sarado ao som destas músicas:

Survivor – Destiny Child

“Sou uma sobrevivente, não vou desistir, continuarei a sobreviver”

I’m still standing – Elton John

“Continuo em pé. Bem melhor que antes”

I’m still breating – Toni Braxton

“Achaste que o meu mundo ia acabar, no momento em que saíste por aquela porta? Não, não eu. Ainda estou a respirar”

A canção campeã…

Afinal de contas, o mais importante, antes de tudo e de qualquer coisa, é sabermos ser felizes, perfeitamente sós. Procede?

Perfeclty lonely – John Mayer

Nada por fazer. Ninguém senão eu próprio. E é tudo o que eu preciso. Estou perfeitamente só. E é desse jeito que quero estar

Outras dicas:

Quando estiver triste por causa de um rompimento, tente fazer coisas que o animem. Não remoa o assunto. Foque-se em si, viaje bastante, esteja com amigos(as), divirta-se, e sobretudo, ame-se muito. Não se agarre ao passado, nem se deixe levar pelo pensamento de que você fez algo de errado. Se terminou, talvez, simplesmente, não fosse para ser.