Outras maravilhas humanas

Vencedor do Prémio Chakwera é o Moçambicano Ortega Teixeira

Foi anunciado numa cerimónia que decorreu no Malawi no dia 4 de Novembro do corrente ano, o vencedor do Prémio Chakwera para Discurso Público. O Prémio Chakwera para Discurso Público é um concurso anual e na sua primeira edição, convidava cidadãos dos 16 Estados Membros da SADC a apresentarem áudios gravados, articulando as suas ideias inovadoras para reforçar a unidade Pan-Africana.

Segundo a nota partilhada pela Casa do Estado do Malawi, Sua Excelência o Dr. Lazarus McCarthy Chackwera, Presidente da República do Malawi, entregou na tarde do dia 4 de Novembro, o prémio inaugural, ao seu primeiro vencedor,  o moçambicano João Ortega Teixeira Amone.

O Presidente instituiu este prémio, que vem acompanhado de um valor monetário de 4.000 USD, em 2021, durante o seu mandato como presidente da SADC, para incentivar a visão dos jovens africanos, sobre as suas aspirações para o Continente. O valor monetário do prémio para este ano foi patrocinado pelo Banco NBS e a Simso Malawi, cujos líderes estiveram presentes na cerimónia para testemunhar a entrega do prémio. Também esteve presente o embaixador adjunto de Moçambique,  o Sr. José Zita.

O discurso de Ortega Teixeira, vencedor do prémio, que foi submetido em Português, abordou a necessidade dos africanos trabalharem e manterem-se unidos como um só no palco do mundo, por forma a protegerem os recursos africanos, contra exploração e abusos. O Presidente congratulou Ortega Teixeira pela coragem clara e paixão na sua entrega e incentivou todos os cidadãos africanos a continuarem a usar a sua voz para partilharem a verdade para empoderar, porque a palavra é poder.

O Diário de Uma Qawwi participou no concurso como um dos membros do Júri, e toma esta oportunidade para parabenizar o vencedor do prémio, bem como a Presidência da República do Malawi por esta iniciativa.

Sobre João Ortega Teixeira Amone: nasceu a 02/03/1982, distrito de Nhamatanda, província de Sofala, mas vive em Chimoio desde bebê. Foi professor primário e secundário no pós-laboral, de 2001 a 2010, nos distritos de Machaze e Chimoio, leccionando História e Língua portuguesa. É Jornalista, trabalha na RM desde Maio 2010. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Jornalismo. Começou a escrever crónicas em 2006 na Rádio Comunitária Gesom, arte que o levou à RM. Desde Maio de 2020 é Assessor de Imprensa da Governadora de Manica. Foi vencedor da V edição do Grande prémio nacional  SNJ/Vodacom na categoria “Areosa Pena” para a melhor crónica em 2012. Foi vencedor do prémio qualidade na RM para a melhor crónica em 2014. A RM centralmente indicou a quarta-feira para a transmissão das crónicas que o autor apelidou “coisas da nossa terra” por resultarem do trabalho de campo, em busca de algo inédito nas comunidades.

Imagens: cortesia da State House Malawi

Outras maravilhas humanas

Submissões e publicações

Caro(a)s Leitore(a)s, Caro(a)s Escritore(a)s,

Temos a honra de anunciar o novo formato do Diário de Uma Qawwi (DDQ).

Para além de contarmos com novos parceiros, finalmente abrimos as portas para a recepção e publicação de textos. A nossa janela de submissões corre de 1 de Novembro a 28 de Fevereiro.

Durante esta janela iremos também seleccionar textos para o Volume 2 da antologia Espíritos Quânticos.

Estamos todos ansiosos para receber dos nossos autores e autoras, e para partilhar com os nossos leitores e leitoras, o melhor da literatura fantástica!

Confira os detalhes AQUI

Diário de Uma Qawwi

31 de Outubro de 2022

Outras maravilhas humanas, Resenhas

A Bright Flashlight Ahead: the New Narratives Programme (EN/PT)

By Virgília Ferrão, 30 August 2022

The ties between Africa and the United Kingdom are well known. Today, the two maintain cooperation strategies that redefine different narratives in various spheres: art, culture, and education. Indeed, the relevance of international relations and the role each individual plays in these relations are unquestionable.

What may be questionable, however, is how the complex singularities and contexts of each people are interpreted in the course of intercultural dialogues. As the popular saying goes, truth is in the eye of the beholder. In this case, what is truth? Are the African stories known in the UK those with which Africans related to? Are the narratives representative of the UK known in African countries?

These questions are thought-provokingly reflected in the British Council’s research, conducted through M&C Saatchi World Services for a five-year programme called New Narratives. The initiative aims to help update African and UK narratives, stimulating dialogue and promoting more beneficial collaborations between young people across both places.

In this opinion piece, I intend to assess to what extent the research from the British Council is effective for a “new narratives” programme. Particular focus goes to what has been designated as “Narrative Touchpoints”, which refer to the interaction of sources and the conditions that shape common narratives. Four have been identified:these are direct, bridging, mediated, and iconic touchpoints.

Direct touchpoints refer to experiences where young people come in contact with people from the other place. Bridging touchpoints, on the other hand,are platforms that involve people from both places. Examples include the English Football Premier League, with many leading players from African countries.Mediated narrative touchpoints, for its part, include actors, TV, advertising, and news media representations of one or the other. Some portrayals are positive in how they communicate another place, but other representations present a more trivial image.

Iconic narrative touchpoints are interesting in that they refer to individuals, places, and buildings that are identified with either the UK or countries of Africa. Examples include the British royal family and William Shakespeare (UK), as well as images of Nelson Mandela or Kilimanjaro (Africa).

British Council’s research indicates that the dominant narrative, from the perspective of young Africans, is that the UK embodies a diverse range of positive values, being seen as a world leader, academically or economically. At the same time, there is concern about racism and elitism.  From the perspective of young people from the UK, however, the African continent, as a whole, is imagined according to two extremes: idealized for the romantic view on landscape and wildlife, or demonized for corruption and poverty. Nuance is heavier on the African side of the imaginative pool, and more lacking from the British end of the view. Surely, more nuance would be expected in engaging a continent of well over fifty countries spread across three time zones and eight distinct geographical regions, indicating a problem.

The research highlights not only the above-mentioned narrative touchpoints but also narratives that young people from African countries and the UK would like the other to have access to, as well as what aspects of the narratives should be amplified and/or avoided. Interestingly, on the one hand, it is concluded that latent colonial and neo-colonial tropes, cultural appropriation, and the expression of fragility are to be avoided. On the other, influential voices and African diversity are aspects to be magnified. If this were to happen, in my view, there would be a positive impact on the dialogues between people and the development of nations, especially in African countries.

Still on the subject of diversity, inclusion and pluralism, I am of the opinion that new African voices need to be amplified and heard, particularly those we might consider the ‘minority’, for example Lusophones. Despite the language barrier, Lusophone African countries play a major role… role in art, culture, and education, shaping these relations. These countries are often left behind on some interactions that enhance the ties of African countries and UK. As such, translation initiatives from both, so that English audiences from UK and Africa can have access to Lusophone African creations and vice-versa is crucial. On that regard, Mozambique is one of the countries that has been providing great contributions. One example is the work by publisher Trinta Zero Nove, recognized through the Award for Literary Translation Initiative at the London Book Fair of 2021 and the PEN Translates Award (awarded to Sandra Tamele and Jethro Soutar), in 2022, for the translation to English of the book “Tchanaze, a donzela de Sena”, by Carlos Paradona. Initiatives for inclusion may also include foster opportunities for cultural and learning exchange.

Another aspect that can be attained from the methodology employed by the M&C Saatchi-produced research regards fundamental tools for real change in the current narratives. First, interaction and listening to individual voices, especially those of young people. While the role of government and institutions to steer the flywheel is essential in order to achieve desired outcomes, attention must be paid to people, as individuals, and their choices. Likewise, recognizing the multiple and complex realities of each country seems crucial. Understanding, for example, the good, bad, and, above all, the real features about each place – without falling into kneejerk pessimistic or unsupported optimistic theories – is fundamental to the effective implementation of a New Narratives programme. 

By highlighting the touchpoints that shape common narratives, the research makes the importance of dismantling stereotypes obvious. No birds of a feather. Stereotypical habits allow us to strike blows that jeopardize individual, as well as intrinsic inter-institutional relationships. Better opportunities can be achieved if people better understand the myriad cultural characteristics of theirs and other places. Young Africans and young people from the UK may feel that environments or places are against them, when in reality, it is just a matter of clashing views. By stressing this particularity, this long overdue programme shades a new light and view on how this relationship can be successfully built.

Speaking of opportunities, it cannot be ignored that an understanding of the narratives that construct African countries and the UK will lead to greater social inclusion. Such a concept relies on the pro-activity of states in addressing inequalities, however, it is also a complex concept because it encompasses many different realities. The research is a first, foundational step to facilitating understanding of the said differences.

As an author from a Lusophony African country, I am happy to see this research and programme, with the potential to foster dialogue and cooperation between my diverse continent and the UK. In this context, the big lessons to be retained are: rather than the complex realities about individual peoples and places being feared, they should serve for better engagement between peoples; It is time to say goodbye to stereotypes and prejudices. Strictly speaking, it is time for us to rediscover the truth through the eyes of those who are in countries of Africa and the UK.

To access the full report of the research click HERE or visit the link https://www.britishcouncil.org/society/new-narratives/insights/research

Uma brilhante lanterna à vista: o programa Novas Narrativas

Por Virgília Ferrão, 30 de Agosto de 2022

Os laços entre África e Reino Unido são sobejamente conhecidos. Actualmente, o continente e o país mantêm estratégias de cooperação que redefinem diferentes narrativas em várias esferas: arte, cultura e educação. De facto, a relevância das relações internacionais e o papel que cada indivíduo desempenha nessas mesmas relações é inquestionável.

O que pode ser questionável, contudo, é como as complexas singularidades e os contextos de cada povo são interpretados no decurso de diálogos interculturais. Como diz o ditado popular, a verdade está nos olhos de quem a vê. Neste caso, o que é a verdade? As histórias africanas conhecidas no Reino Unido são aquelas com as quais os africanos se identificam? Será que as narrativas representativas do Reino Unido são conhecidas nos países africanos?

Estas questões são reflectidas, de forma instigante, na pesquisa da British Council, por intermédio da M&S Saatchi World Services, para um programa de cinco anos, designado “Novas Narrativas”. A iniciativa visa contribuir para actualizar as narrativas africanas e do Reino Unido, estimulando o diálogo e promovendo colaborações mais benéficas entre os jovens dos dois lugares.

Nesta resenha, pretendo avaliar até que ponto a pesquisa da British Council é eficaz para o programa “Novas Narrativas”. O enfoque particular vai ao que foi designado “os pontos de contacto da narrativa”, que se referem à interacção das fontes e às condições que moldam as narrativas comuns. Foram identificados quatro pontos de contacto da narrativa: 1) directo, 2) ponte, 3) mediático e 4) icónico.

Os pontos de contacto directo referem-se a experiências em que os jovens entram em contacto com pessoas de outros lugares. Já as pontes, por outro lado, são plataformas que envolvem pessoas de ambos os lugares. Exemplos de pontes incluem a Liga de Futebol Inglesa, com muitos jogadores dos países africanos. Os pontos de contacto mediáticos, por sua vez, incluem actores, televisão ou publicidade e representações na midia de um ou outro. Algumas representações são positivas na forma como comunicam o outro o lugar, mas outras apresentam uma imagem mais trivial.

Os pontos de contacto icónicos são interessantes dado que referem-se a indivíduos, lugares ou edifícios que são identificados, quer com o Reino Unido, quer com a África. Exemplos incluem a família real britânica e William Shakespeare (Reino Unido), assim como Nelson Mandela ou o Kilimanjaro (África).

A pesquisa da British Council indica que a narrativa dominante, pela perspectiva dos jovens africanos, é que o Reino Unido encarna uma gama diversificada de valores positivos, sendo visto como líder mundial, em termos académicos ou económicos. Ao mesmo tempo, existe uma preocupação com o racismo e o elitismo.  Na perspectiva dos jovens do Reino Unido, entretanto, o continente africano, como todo, é imaginado de acordo com dois extremos: idealizado pelas visões românticas da natureza e da vida selvagem, ou demonizado pela corrupção e pobreza. As nuances é são mais pesadas do lado africano no campo da imaginação, e mais ausentes do ponto de vista do lado britânico. Certamente, esperava-se muito mais detalhes no envolvimento de um continente com mais de cinquenta países espalhados por três fusos horários e oito regiões geográficas distintas, o que indica um problema.

A pesquisa vai além ao destacar não só os pontos de contacto narrativos mas também as narrativas que os jovens de países africanos e do Reino Unido gostariam que o outro tivesse acesso, bem como que aspectos das narrativas deveriam ser amplificados e/ou evitados. Curiosamente, por um lado, conclui-se que as tropas coloniais latentes e neo-coloniais, a apropriação cultural e a expressão da fragilidade são para ser evitados. Por outro, as vozes influentes e a diversidade africana são aspectos por ampliar. Se isso acontecesse, haveria um impacto positivo nos diálogos entre os povos e no desenvolvimento das nações, especialmente nos países africanos.

Ainda sobre o tema da diversidade, inclusão e pluralismo, sou de opinião que as novas vozes africanas precisam de ser amplificadas e ouvidas, particularmente aquelas que poderíamos considerar a “minoria”, por exemplo, dos países lusófonos. Apesar da barreira linguística, os países da África lusófona desempenham um papel importante, na arte, cultura e educação, moldando estas relações. Estes países são frequentemente deixados para trás em algumas interacções que reforçam os laços dos países africanos e do Reino Unido. Como tal, as iniciativas de tradução de ambos, para que o público inglês do Reino Unido e de África possa ter acesso às criações africanas lusófonas e vice-versa, é crucial. A este respeito, Moçambique é um dos países que tem dado grandes contribuições. Um exemplo, é o trabalho da editora Trinta Zero Nove, reconhecida através do Prémio Excelência em Iniciativa de Tradução Literária na Feira do Livro de Londres em 2021, e do Prémio PEN Translates Award (atribuído à Sandra Tamele e a Jethro Soutar), em 2022, pela tradução para o inglês da obra “Tchanaze, a donzela de Sena”, de Carlos Paradona. As iniciativas de inclusão poderiam também incluir a promoção de oportunidades de intercâmbio cultural e de aprendizagem.

Outro aspecto que pode ser percebido a partir da metodologia empregada pela pesquisa da British Council é referente a ferramentas fundamentais para uma mudança real nas narrativas actuais. Primeiro, a interacção e a escuta de vozes individuais, especialmente dos jovens. Embora seja essencial o papel do Governo e das instituições para orientar o volante, de modo a atingir-se os resultados desejados, deve ser dada atenção às pessoas, como indivíduos, e às suas escolhas. Da mesma forma, o reconhecimento das realidades múltiplas e complexas sobre cada país parece crucial. Compreender, por exemplo, as características boas, más e, sobretudo, as reais sobre cada lugar – sem cair em precipitadas teorias pessimistas ou optimistas sem suporte – é fundamental para a implementação eficaz do programa “Novas Narrativas”.  

Ao destacar os pontos que moldam as narrativas comuns, a pesquisa torna óbvia a importância do desmantelamento de estereótipos óbvios. Não se é farinha do mesmo saco. Os hábitos estereotipados permitem-nos golpes que põem em risco as rotinas diárias individuais e as relações mais intrínsecas interinstitucionais. Melhores oportunidades podem ser alcançadas se as pessoas compreenderem melhor as características culturais dos locais onde se inserem. Os jovens africanos e os jovens do Reino Unido podem sentir que os ambientes ou os lugares estão contra eles, quando, na realidade, é apenas uma questão de mistura de génios e de visões do mundo. O destacamento desta particularidade é um excelente diferencial para o sucesso do programa.

Por falar em oportunidades, não se pode ignorar que uma compreensão das narrativas que constroem os países africanos e o Reino Unido conduzirá a uma inclusão social. Este conceito assenta na pró-actividade dos Estados na abordagem das desigualdades, no entanto, é também um conceito complexo porque engloba muitas realidades diferentes. A investigação facilita a compreensão das diferenças.

Como jovem autora de um país africano lusófono, estou feliz por ver esta pesquisa e este programa com potencial para fomentar o diálogo e a cooperação entre o meu continente e o Reino Unido. Neste contexto, as grandes lições a serem retidas são: ao invés de as realidades complexas sobre cada um dos povos e lugares serem temidas, devem servir para um melhor engajamento entre os povos; as vozes que podem moldar as novas narrativas devem ser ampliadas e as suas ideias podem contribuir para diferentes políticas em ambos lugares. É tempo de dizer adeus aos estereótipos e aos preconceitos. Em bom rigor, é tempo de redescobrirmos a verdade pelos olhos de quem está nos países de África e do Reino Unido.

Para conhecer o relatório da pesquisa na íntegra, clique AQUI ou visite o link https://www.britishcouncil.org/society/new-narratives/insights/research

Lançamentos!, Outras maravilhas humanas


Quem não se lembra da história [ou estória] dos “Tatá papá tatá mamã”, da “xipoko xa ma mecha” (fantasma de mechas), do fantasma que apanhava boleia, das serpentes voadoras de Goba, dos Anapaches, dos mitos dos maridos/esposas da noite, do estrangeiro que seduzia mulheres novas e avarentas, para depois infectá-las de doenças medonhas, ou ainda da “Maria bheri ubhozi” (“Maria de uma mamã”)? O imaginário social vive de lendas urbanas e mitos rurais, que, de tempos em tempos, surgem e desaparecem, desempenhando, como advogam alguns especialistas, um papel importante nas sociedades.

Moçambique e as suas diversas regiões não ficam de fora. Quando o assunto é debatido, várias histórias são contadas, muitas delas pequenas, breves, de carácter fantástico ou sensacionalista, divulgada de forma oral. Serão elas verdadeiras, baseadas em factos reais? Ou constituem, somente, parte do folclore (tradicional e moderno)?

A Gala-Gala Edições pretende lançar uma antologia baseada nas lendas urbanas (e mitos rurais) de Moçambique, fazendo uma homenagem ao imaginário popular e/ou folclore moderno do país. A chamada é extensiva, também, para escritos de terror (sobrenatural ou não, psicológico, suspense e outros subgéneros) que tenham Moçambique como cenário. Serão escolhidos 13 contos, em referência ao número 13, obviamente amaldiçoado, segundo a crença popular.

Os textos deverão ser enviados entre os dias 25 de Julho e 25 de Setembro. Cada autor poderá enviar apenas um conto, com um limite de 15 páginas (veja o regulamento). O livro contará com a curadoria dos escritores Lucílio Manjate e Pedro Pereira Lopes.

Esta iniciativa conta com o apoio da Casa do Professor, da plataforma Mbenga – artes e reflexões, do Diário de uma Qawwi, do sarau Palavras são Palavras e do Clube de Leitura de Quelimane.

Para mais detalhes veja o cartaz da chamada e o regulamento.


1 Participação

1.1 A chamada destina-se a escritores moçambicanos. Os participantes devem ser maiores de 18 anos e residentes em Moçambique. Podem participar escritores com e sem obra publicada.

1.2 A inscrição é gratuita e nenhum valor será cobrado aos inscritos em nenhuma fase do projecto.

2 Orientações

2.1 Só publicados contos inéditos. Aos autores seleccionados será exigido um termo de responsabilidade e autoria.

2.2 Os textos deverão ser encaminhados para o e-mail galagalalivros@gmail.com, com a seguinte epígrafe no assunto: LENDAS URBANAS E CONTOS DE TERROR. No mesmo documento, a seguir ao texto, deverá ser apresentada uma breve nota biográfica, de até 8 linhas.

2.2.1 Os textos deverão ser enviados em formato Word (não aceitaremos PDF), espaçamento 1,5 entre linhas; fonte Times New Roman (12); O conto precisa ter o título e o nome do autor  (nome que irá aparecer no livro) no início do documento; O conto deve ter um máximo de 15 laudas.

2.2.2 Para os diálogos, deverá ser utilizado o símbolo de travessão.

2.2.3 Inscrições e textos que não obedecerem o formato serão automaticamente desclassificados.

2.3 Cada autor poderá inscrever só 01 (um) conto.
2.4 Não serão aceitos contos que incitem, glorifiquem, defendam ou demonstrem de forma positiva: estupros, uso de drogas, racismo, LGBTfobia e preconceitos no geral.

3 Publicação

3.1 A antologia terá até 13 (treze) contos participantes. Dentre os quais, aqueles escritos pelos autores seleccionados através desta chamada, podendo haver a participação de autores convidados pela Gala-Gala Edições.

3.2. A selecção final dos textos inscritos será da responsabilidade dos escritores e contistas Lucílio Manjate e Pedro Pereira Lopes.

4 Direitos autorais

4.1 Todos os autores receberão dois exemplares do livro impresso podendo, também, adquiri-lo com desconto de 30%.

5 Disposições finais

5.1 Nos limitamos a não justificar o motivo da não selecção do conto.

5.1.1 O(a) participante se responsabiliza por responder isoladamente em caso de plágio e afins.

Outras maravilhas humanas


O Prémio Chakwera para Discurso Público é um concurso anual que convida cidadãos dos 16 Estados Membros da SADC para apresentarem áudios gravados, articulando as suas ideias inovadoras para reforçar a unidade Pan-Africana.

O concurso em estreia irá decorrer de Julho a Agosto de 2022 e para este ano os termos e condições de participação são os seguintes:


1.     Cada submissão deverá ser feita em formato de discurso gravado em áudio, com a duração máxima de 5 minutos, o qual o candidato efectuou perante uma audiência ao vivo de não menos de 10 pessoas.

2.      Cada submissão deverá incluir o texto do discurso gravado.

3.      Cada submissão deverá alinhar-se com o tema “Integração Regional”.

4.      Cada submissão deverá ser efectuada em Inglês ou Francês ou Swahili ou Português.

5.      Cada submissão deverá ser original e inédita.

6.      Cada submissão deverá  ser feita por um único candidato, uma vez que cada candidato será autorizado a submeter apenas uma candidatura.


1.      Podem participar todos os cidadãos da SADC, residentes na região da SADC ou na diáspora.

2.      Cada candidato deverá indicar o país da SADC do qual é cidadão e apresentar uma cópia do Documento de Identificação (B.I) como prova do mesmo.


1.      O vencedor do Prémio Chakwera para Discurso Público receberá um prémio monetário no valor de $4,000.

2.      O vencedor do Prémio será apurado através de uma combinação de pontos acumulados por votação pública, pontos acumulados por um painel de jurados especializados, e pontos acumulados por Sua Excelência o Presidente Chakwera.


1.      Submissões: 1 a 30 de Junho de 2022 (prorrogado até 22 de Julho de 2022)

2.      Cerimónia de Entrega do Prémio: Agosto de 2022, durante a cimeira dos Chefes dos Estados da SADC


Envie a sua submissão para: submissions@chakweraprize.com

Material a enviar.

1.      Um áudio do seu discurso gravado em formato MP3.

2.      Um guião do seu discurso em Times New Roman, tamanho de letra 12 e espaçamento duplo.

3.      Uma fotografia do candidato (a) com a audiência, no momento da realização do discurso.

Outras maravilhas humanas

Oitentanoventa: entrevista com Mbate Pedro

Foi ao ar no dia 26 de Janeiro de 2022, a quarta (e primeira deste ano – 2022) sessão OITENTANOVENTA.

Nesta sessão, Venâncio Calisto conversou com Mbate Pedro.

Mbate Pedro nasceu em Maputo, Moçambique. É autor de vários livros de poemas, com destaque para Minarete de Medos e Outros Poemas (Índico, 2009), Debaixo do Silêncio que Arde (Índico, 2015), Vácuos (Cavalo do Mar, 2017) e Os Crimes Montanhosos (em co-autoria com António Cabrita, Cavalo do Mar, 2018). Com Debaixo do Silêncio que Arde foi agraciado com o Prémio BCI 2016 (para o melhor livro do ano publicado em Moçambique) e com uma menção honrosa do Prémio Glória de Sant’Anna 2015 (Portugal). Vácuos foi finalista do Oceanos 2018, Prémio Literário para os Autores dos Países de Língua Portuguesa. Mbate tem os seus textos (poemas e ensaios) dispersos em várias revistas literárias e jornais e tem colaboração em diversas antologias. Seus trabalhos estão traduzidos para inglês e italiano. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO).

Sobre o entrevistador:

Venâncio Calisto nasceu em Maputo. É actor e encenador. Escreveu e dirigiu uma dúzia de peças; tendo-se já apresentado no Brasil e em Portugal. É fundador e director das companhias Katchoro e (In)versos. Publicou “O alguidar que chora ou a história das pedras que falam” (Humus, 2021). Participou nas antologias: Contos e crónicas para ler em casa – Volume I (Literatas, 2020) e Idai – marcas em verso e prosa (Gala Gala Edições, 2020). É membro do Movimento literário Kuphaluxa desde 2013 e colaborador permanente da Revista LITERATAS.Colaborou como jornalista cultural no Semanário Savana.Actualmente vive em Portugal, onde frequenta o Mestrado em Teatro, especialização em Teatro e Comunidade na Escola Superior de Teatro e Cinema, IPL. É formado em Teatro pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane. Em 2018 foi distinguido com o prémio de Artes e Cultura da Mozal, na categoria de Teatro.


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Oitentanoventa: entrevista com Luís Carlos Patraquim

Foi ao ar no dia 8 de Dezembro de 2021, a terceira sessão OITENTANOVENTA.

Nesta sessão, Hirondina Joshua e Léo Cote conversaram com Luís Carlos Patraquim.

Luís Carlos Patraquim, jornalista e poeta de créditos firmados, nasceu em Maputo em 1953. Foi co-fundador da Agência de Informação de Moçambique (AIM) e do Instituto Nacional de Cinema (INC) onde exerceu desde 1977 a 1986 a função de roteirista, argumentista, e redactor do jornal cinematográfico “Kuxa Kanema”. Fundou e coordenou a “Gazeta de Arte e Letras” da revista Tempo, em 1984. Da sua vasta obra, assinalam-se , por exemplo, os seguintes projectos: Monção (1980), A Inadiável Viagem (1985), Vinte e tal Novas Formulações e uma Elegia Carnívora (1992), Lidemburgo Blues (1997), O Osso Côncavo e outros poemas (2005) e O deus restante (2017), este último vencedor do Prémio Oceanos (2018). Foi ainda distinguido com o Prémio Nacional de Poesia, Moçambique, em 1995. Patraquim vive em Portugal desde 1986.

Sobre os entrevistadores:

Hirondina Joshua é poeta moçambicana. Faz parte da nova geração de autores moçambicanos, com poemas traduzidos em Italiano. É redactora da revista InComunidade (Portugal) e curadora do projecto literário no Mbenga Artes & Reflexões. Publicou OS ÂNGULOS DA CASA (2016), COMO UM LEVITA À SOMBRA DOS ALTARES (2021) e A ESTRANHEZA FORA DA PÁGINA (Co-autoria com Ana Mafalda Leite, 2021). Foi distinguida com a Menção Honrosa do Premio Mondiale di Poesia Nósside (Itália, 2014). Hirondina Joshua é formada em Direito pela Universidade Eduardo Mondlane.

Léo Sidónio de Jesus Cote nasceu em Maputo. Frequentou o curso de Linguística e Literatura na Universidade Eduardo Mondlane. Foi professor do ensino primário e secundário. Atualmente exerce a profissão de revisor linguístico. Publicou EVA (2021), obra distinguida com a menção honrosa do Prémio INCM/Eugénio Lisboa 2020, EROTICUS: ONZE POEMAS E UMA QUADRA SOB MEDIDA (2020), CARTO POEMAS DE SOL A SAL (2012) e POESIA TOTAL (2013), esta última resultado do prémio literário 10 de novembro do Concelho Municipal da Cidade de Maputo, o qual venceu em 2012.

ACOMPANHE a conversa Aqui

Outras maravilhas humanas

Chamada para Publicação de Antologia em Ficção Especulativa

Espíritos Quânticos: Uma Jornada por Histórias de África em Ficção Especulativa

Capa promocional: Arte de Collin Anderson; Design da BROKEN – Agência Criativa


Por ocasião do terceiro ano de existência do Diário de uma Qawwi, que se assinala este ano, abrimos este edital para a recepção de textos que poderão constar na antologia em epígrafe.

O Diário de uma Qawwi pretende apoiar o desenvolvimento de novos tipos de produção literária africana, com particular enfâse à ficção especulativa. Embora o género “fantástico” tenha uma longa tradição na narrativa oral e escrita africana, até algum tempo atrás o nosso continente era pouco associado a outros tipos de literatura, incluindo a que aqui trazemos em alusão. Havia certa percepção de que os extraterrestres, os países futurísticos, as sociedades utópicas e afins, pertenciam ao mundo ocidental. A verdade é que, a riqueza e a diversidade das nossas tradições, aliadas ao espelho da humanidade e do universo como um todo, nos trazem leituras únicas sobre a vida e sobre o ser humano. África é o berço da humanidade. O futuro, a magia, também começam aqui.

Notamos assim, que as narrativas que configuram a ficção especulativa, têm estado a ganhar cada vez maior relevância em África actualmente.

Por esta razão, pretendemos com a ajuda de todos os escritores africanos que aceitem apoiar esta iniciativa, proporcionar ao leitor a exploração das múltiplas histórias do continente, através de novos satélites, quer seja do imaginário relativo a África futurística, quer seja por viagens em discos voadores, peneiras mágicas, realidades alternativas, sociedades utópicas, sociedades distópicas, universos múltiplos, na companhia de magos, cientistas, ancestrais, fantasmas ou outras entidades, em textos inspirados nas nossas culturas, cruzando com novos códigos e imaginários, assim como com novos processos narrativos. Pretendemos, em suma, arrebatar os leitores, com histórias explosivas, mostrando aquilo que pode ser produzido por autores africanos, através da língua portuguesa.

“Espíritos Quânticos: Uma Jornada por Histórias de África em Ficção Especulativa” vai assim juntar histórias (contos/crónicas/outros) de diversos autores africanos, com ou sem livros publicados, em formato de antologia a ser publicada pelo Diário de uma Qawwi, que será comercializado em Moçambique e em Portugal (formato físico), e pelo Amazon (formato digital), assim como mensalmente no blog em referência e, por fim, em Audiolivro. Para o efeito, preve-se que haja uma remuneração simbólica para os autores a entrarem na antologia.

Envie o seu texto até o dia 20 de Setembro do corrente ano. Os textos devem ser enviados para o email diariodeumaqawwi@gmail.com. Para mais detalhes sobre esta publicação, consulte o regulamento abaixo.

Regulamento da Antologia

Espíritos Quânticos: Uma jornada por histórias de África em ficção especulativa

  1. Quem pode submeter?

Qualquer escritor(a) africano(a), com ou sem obras publicadas, maiores de 18 anos ou emancipados, desde que sejam escritos (ou traduzidos) em língua portuguesa e que obedeçam a temática da antologia.

2. O que se busca para esta antologia?

2.1 Textos em prosa, com conteúdo de ficção especulativa.

2.2 Textos de qualquer gênero ou subgenero literário, desde que contenham elementos de ficção especulativa. Assim sendo, O escritor é livre de criar e misturar um (1) ou tantos quantos géneros/temas lhe aprouver, desde que mantenha o critério aqui solicitado. Por exemplo, se for a escrever um conto ou uma crónica do quotidiano, uma história de suspense, uma trama romântica, de terror, ou qualquer outro, certifique-se de que ela não contenha aspectos meramente mundanos e sim um elemento especulativo. Os géneros e sub-géneros de ficção especulativa podem incluir, não se limitando a:

  • Fantasia;
  • Ficção científica;
  • Terror sobrenatural;
  • Sobrenatural;
  • História alternativa;
  • Afrofuturismo;
  • Utopias e distopias;
  • Cyberpunk;
  • Black-tech; e
  • Outros

3. Quais os critérios de avaliação?

3.1 Serão aceites pela equipa do Diário de uma Qawwi, todos os textos submetidos, desde que cumpram, no mínimo, os seguintes requisitos:

a) Submissão dentro da janela do tempo especificada;

b) Cumprimento dos critérios de formatação e limite de páginas;

c) Cumprimento da temática solicitada; e

d) Qualidade literária;

3.2 Temos uma quota reservada para este livro (capacidade para incluir entre 12 a 15 textos). Caso se verifique que as submissões, que reúnem os requisitos acima descritos, excedem a quota reservada para a antologia, esta chamada tomará o carácter de concurso, e os textos serão levados a uma comissão de análise, composta por três (3) personalidades de reconhecido valor e idoneidade ligadas à literatura, para passarem a fazer a selecção do conjunto de textos, em parceria com a equipa do Diário de Uma Qawwi.

4. Que formato os textos devem adoptar?

Os textos devem ser submetidos em formato word, com o máximo de 2.000 (duas mil) palavras e 6 (seis) páginas, em A4, Times New Roman 12, espaço 1.5.

5. Aceita-se submissões múltiplas?

Sim. Pois, cada autor pode enviar um (1) ou mais textos, desde que no seu conjunto, os textos não excedam 2.000 (duas mil) palavras e 6 páginas, conforme descrito no artigo acima.

6. Aceita-se submissões/publicações simultâneas?

6.1 Não. Os textos submetidos à antologia devem ser inéditos, e não podem ser (ou ter sido) submetidos ou publicados por outras editoras. Caso seja seleccionado, o autor concede desde já o direito de exclusividade de publicação pelo Diário de uma Qawwi, pelo período de um ano, a contar da data da publicação da antologia.

6.2 A regra acima não se aplica às excepções que por ventura venham a ser consentidas pelo Diário de Uma Qawwi, para textos fora do âmbito deste edital, que possam ser incluídos na antologia.

7. Há espaço para submissões ou traduções em co-autoria?

7.1 Aceitamos textos submetidos em co-autoria, desde que um dos participantes seja um autor ou autora africana (o).

7.2 Em caso de submissões em co-autoria, a simbólica remuneração pela participação e quaisquer direitos autorais previstos para 1 (um) autor, serão repartidos por igual entre os co-autores.

7.3 A regra do artigo 7.2 aplica-se às submissões do tradutor ou tradutora do texto de um autor ou autora africano(a) em língua portuguesa, em parceria com o referido autor ou autora.

7.4. Não serão permitidas submissões de textos traduzidos para a língua portuguesa, sem o consentimento e participação do autor ou autora do referido texto.

8. Qual a tiragem dos exemplares e o PVP?

Pretende-se efectuar uma tiragem inicial de quinhentos (500) exemplares. O PVP será determinado em data a anunciar.

9. E em relação aos direitos autorais?

9.1. No que se refere ao livro físico e o audiolivro não está previsto o pagamento de direitos autorais.

9.2 Para o livro digital a ser comercializado no Amazon, o Diário de uma Qawwi reserva-se o direito de oferecer, ou não, a cada autor seleccionado, o pagamento dos direitos autorais aquando do contrato/declaração a ser assinado após a divulgação dos resultados deste edital.

10. O que mais oferece esta antologia aos autores?

10.1 Com a devida observância à regra da cláusula 7, todos os autores participantes receberão uma simbólica contribuição pela participação. O cálculo desta obedecerá os seguintes critérios:

a) O autor receberá o valor de 0.60 MT (sessenta cêntimos em Meticais) por cada palavra do seu texto, até ao máximo de 2.000 (duas mil) palavras.

b) Excepcionalmente, e na eventualidade de se verificar um volume de textos correspondente à metade ou abaixo da metade da quota reservada para o livro, o autor receberá o valor de 1,00 MT (um metical), por cada palavra do seu texto, até ao máximo de 2.000 (duas mil) palavras.

c) O pagamento será efectuado logo após o anúncio dos resultados, assim que a formalização da publicação tiver sido feita, usando-se conta bancária/mpesa/conta móvel (Moçambique) ou paypall (fora de Moçambique). Do valor em causa, serão deduzidos quaisquer comissões de transferência.

10.2 Cada autor receberá ainda, um (1) exemplar grátis da antologia.

10.3 Os exemplares grátis referidos no ponto 10.2, deverão ser levantados nos locais em Moçambique, a serem indicados aquando do lançamento da antologia, previsto para o primeiro semestre de 2022. O Diário de uma Qawwi poderá organizar o envio dos referidos exemplares para fora de Maputo ou de Moçambique, caso o autor assim o solicite, mediante o pagamento da respectiva tarifa de correio.

10.4 Caso o autor pretenda adquirir exemplares adicionais, poderá fazê-lo ao PVP.

11. Como e quando fazer a submissão?

11.1 Todos os textos deverão ser enviados a partir do dia 20 (vinte) de Julho até ao dia 20 (vinte) de Setembro de 2021, para o email diariodeumaqawwi@gmail.com.

11.2 Cada texto deverá conter um cabeçalho com o título, nome ou pseudónimo do autor, e o número total de palavras (wordcount).

11.3 O autor deverá ainda enviar um documento separado contendo o nome completo, a nacionalidade, morada, email, contacto telefónico, uma breve sinopse (2 a 3 linhas no máximo) do texto submetido e uma biografia resumida do autor (até 120 palavras).

12. Qual é o prazo de análise e de divulgação dos resultados?

12.1 Os originais submetidos serão analisados a partir da data do encerramento das submissões.

12.2 Ao submeter o seu texto, o autor receberá um email acusando a recepção. Este email servirá de comprovativo da submissão. Após a análise de todas as submissões, que será conduzida pela equipa ou pela comissão do Diário de uma Qawwi, iremos divulgar os textos seleccionados, no blog do Diário de uma Qawwi, até ao dia 30 de Outubro de 2021 (inscreva-se no blog ou siga-nos nas redes sociais para manter-se actualizado).

13. Como e onde será publicada a obra?

A antologia terá o seguinte formato de publicação e distribuição:

– Livro Físico – a ser distribuído e comercializado em Moçambique e em Portugal;

– Livro Digital – a ser publicado no Amazon;

– Publicação mensal de cada texto, no blog Diário de uma Qawwi; e

– Audiolivro.

14. Disposição diversa?

14.1 O Diário de uma Qawwi reserva-se o direito de:

a) Estender o prazo de submissões ou o prazo de divulgação dos resultados, caso assim se justifique, por um período nunca superior a 30 dias.

b) Desqualificar os textos submetidos, caso não reúnam os critérios de avaliação estabelecidos.

c) Proceder à revisão linguística dos textos para efeitos de publicação.

d) Não se responsabilizar por cópias, plágios ou violação de direitos autorais cometidos pelos autores seleccionados.

e) Publicar uma nova tiragem caso esgote a primeira edição.

14.2 Todos os textos submetidos fora do prazo e todos os textos não seleccionados, serão automaticamente descartados do acervo.

14.3 Ao submeter o texto, o autor aceita automaticamente os termos e condições deste regulamento, bem como a proceder a assinatura de um eventual contrato de edição com o Diário de uma Qawwi, para a publicação da antologia.

14.4 Caso tenha quaisquer dúvidas com relação às regras deste regulamento, entre em contacto através do email diariodeumaqawwi@gmail.com.

Maputo, aos 15 de Julho de 2021,

Os organizadores da Antologia

Visite-nos e siga-nos em:



Lançamentos!, Outras maravilhas humanas

Chamada para a Antologia “CRÓNICAS DE YASUKE: O Primeiro Samurai Negro”

17 de Junho de 2021

Está aberto, desde 24 de maio de 2021 e segue até o dia 19 de julho de 2021, o edital para a Antologia “Crónicas De Yasuke: O Primeiro Samurai Negro”. A colectânea é uma iniciativa cultural da Editora KULERA e visa analisar e selecionar textos que farão parte de um livro de contos e crónicas inspirados em Yasuke, o primeiro e único samurai negro de origem moçambicana, a ser lançado em formato físico e digital (e-book) no início do primeiro semestre de 2022.

De acordo com Emílio Cossa, organizador da obra, a ser concretizado, o projecto irá “Dar a conhecer ao público a sua existência e categorizá-lo como um dos primeiros heróis moçambicanos. Irá, igualmente, promover a cultura do gênero literário Ficção Histórica, ou seja, história criada no passado, que incorpora características verdadeiras do período, incluindo personagens ou eventos ficcionais, um género literário com muito potencial mas um muito pouco explorado no corpus literário moçambicano”.

Yasuke era um guerreiro que alcançou o posto de samurai sob o domínio de Oda Nobunaga – um poderoso senhor feudal japonês do século 16 que ficou conhecido como o primeiro dos três unificadores do Japão. De acordo com a Histoire Ecclesiastique Des Isles Et Royaumes Du Japon, escrito por François Solier da Sociedade de Jesus em 1627, Yasuke era um muçulmano nascido em Moçambique.

A nível global, Yasuke já foi pretexto para livros, filmes, videojogos, revistas de banda desenhada e outras manifestações artísticas. Destas, amais recente e provavelmente a mais mediatizada, é a série de animação “Yasuke”, lancada pela Netflix em Maio de 2021. Nesta, o lendário guerreiro é retratado como um barqueiro responsável por proteger uma menina com poderes especiais.

Moçambique, ainda que de forma tímida, não ficou alheio a estas acções. Com efeito, Yasuke serviu como inspiração criativa no lançamento da 5ª Geração da Mitsubishi L200, sendo referenciado como “Samurai Africano”, tendo sido lançado em novembro de 2016 um modelo exclusivo com o nome L200 YASUKE em sua homenagem. Nas artes plásticas, Matine João, jovem conceituado artista moçambicano, pintou em aguarela sobre papel gravuras sobre a vida de Yasuke, tendo estas sido doadas ao acervo do Museu de História Natural de Maputo com o apoio do Grupo João Ferreira dos Santos num série de acções que promovem o resgate do Samurai Africano. Na música, em 6 de setembro de 2020, o rapper Jay Arghh, membro do colectivo New Joint, lançou o álbum musical intitulado “Yasuke EP”, composto por oito (8) faixas do género Hip Hop/RnB, visivelmente inspirado em Yasuke, cuja ilustração aprece na capa do trabalho discográfico.

No que à literatura diz respeito, segundo a imprensa moçambicana, Yasuke serviu de inspiração para um livro que estava a ser desenvolvido pelo escritor moçambicano Calane da Silva, falecido em 29 de janeiro de 2021, sem que a referida obra tenha sido lançada.

O regulamentopara a Antologia “CRÓNICAS DE YASUKE: O Primeiro Samurai Negro” encontra-se disponível na Internet e pode ser consultado nas redes sociais e do site da Editora Kulera, em www.editorakulera.com.

Outras maravilhas humanas

Maravilhas humanas | Birth of a New Age, canção de Jeangu Macrooy

Fonte Imagem: Wiwibloggs

Na categoria de maravilhas humanas, trazemos hoje nesta pequena resenha, a cancão “birth of a new age” do cantor Jeangu Macrooy, tema que concorreu recentemente no concurso de música Eurovisão 2021, representando a Holanda. O cantor surinamese Jeangu Macrooy, residente na Holanda, cantou esta música em inglês e na sua língua materna. Veja abaixo, uma parte da letra:

Your rhythm is rebellion / o teu ritmo é rebelião

They spat on your crown and they poisoned your ground / Eles cuspiram na tua coroa e envenenaram o teu solo

They burned your heroes at the stake / Eles queimaram os teus heróis na fogueira

But your voice will echo all their names / Mas a tua voz ecoará todos os seus nomes

They buried your gods, they imprisoned your thoughts / Eles enterraram os teus deuses, eles aprisionaram os teus pensamentos

They tried to drain you of your faith / Eles tentaram drenar a tua fé

But you are the rage that melts the chains / Mas tu és a raiva que derrete as correntes

This ain’t the end, no / Este não é o fim, não

It’s the birth of a new age / É o nascimento de uma nova era

Yu no man broko, broko mi (mi na afu sensi)

Ora, a frase “Yu no man broko mi, mi na afu sensi“ é baseada num antigo dizer surinamese que significa “sou apenas meio cêntimo, mas ninguém pode quebrar-me”. O meio cêntimo era na altura a moeda mais pequena. E este dizer significa: “podes pensar que sou pequeno e inferior, mas não posso ser destruído”.

Este belíssimo tema parece trazer diversos significados. Por um lado é dito que reflecte questões políticas e sociais, em resposta ao movimento “Black Lives Matter”, mas a nosso ver, reflecte também sobre o que aconteceu a muitos povos negros e africanos, e em última análise, de forma geral, inspira o empoderamento do ser humano.

Confira a canção no link abaixo:

Human wonderworks | Birth of a New Age, song by Jeangu Macrooy

In the category of human wonderworks, today we bring in this short review, the song “birth of a new age” by the musician Jeangu Macrooy, a theme that recently competed in the Eurovision music contest, representing the Netherlands. The Surinamese singer Jeangu Macrooy, who lives in the Netherlands, sings this song in English and in his mother language. Below, is an excerpt of the lyrics:

Your rhythm is rebellion

They spat on your crown and they poisoned your ground

They burned your heroes at the stake 

But your voice will echo all their names

They buried your gods, they imprisoned your thoughts

They tried to drain you of your faith

But you are the rage that melts the chains

This ain’t the end, no

It’s the birth of a new age

Yu no man broko, broko mi (mi na afu sensi)

Well, the phrase “Yu no man broko mi, mi na afu sensi” is based on an old Surinamese saying which means “I am only half a cent, but no one can break me”. The half cent was the smallest coin at the time. And this saying means: “you may think that I am small and inferior, but I cannot be destroyed”.

This beautiful song seems to bring several meanings. On one hand, it has been said that same addresses political and social issues, in response to the “Black Lives Matter” movement, but in our view, it also reflects on what happened to many black and African peoples, and, ultimately, in general, it inspires human’s empowerment.

Check out the song on the below link: