Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema| The I-land – o grande desastre da Netflix |Opinião

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Fonte Imagem: Nit

Ano: 2019

Premisa

“The I-Land” conta a saga de dez pessoas que acordam numa ilha deserta e perigosa, sem memória de quem são ou de como lá chegaram. Cedo, elas percebem que terão de enfrentar alguns desafios físicos e psicológicos para sobreviverem.

Opinião

Logo nos primeiro minutos da série, é impossível não fazer uma analogia directa com a célebre “Lost”, pese embora nós da tripulação nem sequer tenhamos assistido a esta. Apenas conhecemos o seu conceito. A construção gráfica e a escolha da sonoplastia lembra, de igual forma “3%”, outra produção da Netflix, com o senão de “The I-Land” estar muito abaixo desta . O conceito puxa também um bocado por “black mirror” (mas desprovida do talento desta).

Sem mais delongas, “The I-Land” é pouco original e simplesmente desastrosa. Ela gira entre o enfadonho e o ilógico. Algumas sequências são tão absurdas que acabam arrancando algumas gargalhadas, embora não haja graça nenhuma. Quando um personagem que acorda sem memórias, numa ilha deserta, decide ignorar estas circunstâncias assustadoras e prefere ficar relaxado a apanhar banhos de sol na praia, revelam-se claros indícios de haver um sério problema na caracterização dos personagens. E o que dizer do personagem que vai para o mar, mesmo tendo visto um colega ser morto por um tubarão nesse mesmo mar?

Não é assim de surpreender, que os personagens ao longo da trama não evoluam, não parem de revelar sistematicamente as suas inconsistências, e até mesmo desinteresse em estarem aptos a dinâmica que a narrativa exige. Perante escolhas que podem determinar a vida ou a morte, os personagens fazem decisões simplesmente arbitrárias, sem qualquer raciocínio. As relações e a dinâmica entre os personagens é extremamente artificial, sem nada de orgânico.

É como se aos criadores da série, faltasse total atenção aos detalhes da narrativa, deixando passar estas terríveis falhas.

Ao longo da trama acompanhamos com alguma profundidade a história da protagonista Chase (Natalie Martinez), KC (Kate Bosworth) e Cooper (Ronald Peete), mas os restantes sete, não parecem suficientemente importantes para serem desenvolvidos. Há única coisa que sabemos acerca de todos eles, é que carregam alguma culpa, razão pela qual, encontram-se na ilha. Talvez resida aqui, algum mérito da série, a discussão filosófica que pretende trazer, sobre o que é moralmente condenável, e se o comportamento criminal do homem é inerente à sua natureza, ou às circunstâncias e o ambiente em que se encontra. Debate pertinente, mas cuja relevância acaba por perder-se pela pobre execução, e a narrativa tão mal escrita.

Apesar de ser uma série limitada, com apenas (felizmente) 7 episódios, não se recomenda.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 1.5 de 5 estrelas

 

 

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema | Resgate – um covite à reflexão social |Opinião

 

resgate posterTítulo: Resgate

Direcção: Mickey Fonseca, Pipas Forjaz

Elenco: Gil Esmael, Arlete Bombe, Rachide Abdul, Laquino Fonseca e Tomás Bié

Género: acção; drama

Ano: 2019

Sinopse

 

“Resgate centra-se na história de Bruno, que quer mudar de vida depois de ter passado quatro anos na prisão e conhecer finalmente a filha bebé que partilha com Mia. Tenta encontrar, primeiro sem sucesso, um trabalho como mecânico, a profissão em que se especializou. A tia, irmã da sua recém-falecida mãe, arranja-lhe um emprego numa garagem. Mas este novo plano de vida cai por terra quando, sem aviso, o banco ameaça despejá-lo da casa da mãe se não pagar o empréstimo, por ele desconhecido, que ela contraiu antes de morrer. E é aí que vai ter de voltar ao mundo do crime” In O Público

Opinião

Resgate é um filme independente moçambicano, produzido pela Mahla Filmes. Estreou no dia 18 de Julho em Moçambique e foi este mês (Agosto) exibido nos cinemas de Portugal. Pese embora a estreia tenha sido há pouco, a produção do mesmo iniciou já há alguns anos. Ainda lembramo-nos perfeitamente da campanha de crowdfunding lançada há 3 anos, para apoiar o filme. A mesma despertou a atenção e o interesse dos moçambicanos, perante a ânsia que há por mais produções cinematográficas no país. Por esta e outras razões, nós da tripulação do diário de uma qawwi ficamos muito contentes quando o filme finalmente estreou.

Diferentemente de algumas propostas recentemente apresentadas, Resgate não pretende brincar ou testar a paciência do público alvo. Numa mistura de acção e drama, a película é efectivamente bem conseguida, tanto nos aspectos visuais, como no apelo que faz à reflexão social. Há uma extensa carga dramática durante todo o longa, onde problemas acentuadamente conhecidos na socieade moçambicana, como o desemprego, o aceso à habitação, e a discriminação são explorados.

O filme é de certa forma polémico perturbante. Aborda o mundo do crime e da violência, usando como pano de fundo a triste realidade dos raptos que em determinada altura assolaram o país. A arte gráfica da capa é de louvar. Os diálogos e a narrativa são bons, embora em alguns momentos subestimem o telespectador, criando e desvelando informação que no fim, acaba por tornar-se inútil na construção da trama. Há um trabalho requintado nas cenas de luta, no som, e na trilha sonora. Alguns aspectos técnicos poderiam ser refinados, como os efeitos de “fade out”, os quais poderiam perfeitamente ser dispensados. A interpretação dos actores é soberba. O actor que dá corpo ao protagonista Bruno, usa a linguagem corporal de forma eficiente, capaz de transmitir, muitas vezes calado e só pelo olhar, o espectro de emoções conflituosas que carrega o seu personagem.

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Gil Esmael em Resgate (Bruno) – imagem: Blog Mbenga

Em conclusão, trata-se de um filme nacional moçambicano bem escrito e dirigido, o qual deveria incentivar o investimento no cinema, servindo como exemplo para outros projectos. Confira o trailer:

A nossa pontuação: 4 em 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema | 3 por cento – temporada 3 – Opinião

Opinião

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Imagem via Netflix

Quem acompanhou as temporadas anteriores de 3% por cento, irá facilmente compreender os motivos de muitos considerarem esta série como a versão brasileira de hunger games. De facto, num universo tão distópico quanto o da referida produção americana, 3º por cento apresentou-se forte e estabeleceu um alto padrão de qualidade, capaz de satisfazer tanto o público alvo, como o menos comum

A 3ª temporada mantém os temas do início. Apesar da ligeira desaceleração e da ausência de algumas personagens chaves, há desenvolvimento de novas narrativas, com uma dinâmica fresca, colmatando estas ausências. Nesta nova fase, Michelle (Bianca Comparato), criou a concha, um sistema alternativo ao do Mar Alto e ao do Continente. O sistema tinha tudo para dar certo, até começar a descarrilar, por causa da natureza humana.

A discussão sobre valores morais, a miséria e a divisão de mundos continua premente. Porém, nesta temporada, onde os personagens são assaz voláteis, somos capazes de ver, de forma interessante, até que ponto a fome é capaz de transformar as personalidades, aflorando o nosso lado mais negro. Se isto é um ponto positivo, deve admitir-se também que houve algum exagero, pois alguns personagens acabam passando a impressão de ter excessiva ambiguidade. Rafael (Rodolfo Valente) e Marco (Rafael Lozano) cresceram bastante nesta fase. Já Joana (Vaneza Oliveira), continua consistente ao que já nos habituou.

Apesar do acréscimo no orçamento para este ano, julgamos que a nível estético os cenários poderiam estar melhor. Já a música seguiu original.

Esta temporada, por certo, mostra um amadurecimento da produção e abre espaço para a continuação da exploração destes temas que tendem a mostrar-se cada vez mais relevantes no mundo actual.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema |La casa de papel – temporada 3 -Opinião

Opinião

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Imagem via Netflix

Finalmente foi lançada (a 19 de Julho) na Netflix, a nova temporada de La casa de Papel (Money Heist) tão aguardada pelos fãs. Esta sequela não entra de forma tão arrebatadora como as predecessoras, mas depressa amadurece nos episódios seguintes, arrancando o fôlego do telespectador.

A nova temporada centra-se na saga desta corajosa e adorada gangue, que tenta  resgatar Rio, cativo pela Polícia. Para tal, embarcam num novo plano de assalto, liderado pelo Professor (Álvaro Morte).

 A nova temporada também abre as portas para novas personagens, que incrementam a dinâmica do grupo. É feito um incrível trabalho com os flashbacks. Aliás, esta técnica, que permite que a história não siga necessariamente uma sequência, foi sempre bem conseguida nesta produção. A boa notícia é que, por esta via, Berlim (Pedro Alonso) está mais vivo do que nunca.

A trama não difere muito da que foi apresentada antes, com a ferrenha batalha entre a polícia e os ladrões no foco, coadjuavada pelo drama que nasce dos relacionamentos entre os personagens.

O assalto e as motivações, fazem desta a mais cínica e audaciosa das séries. Causa impressão a forma como são retratadas as autoridades, para que o roteiro funcione e haja empatia com relação aos anti-heróis (caso para pensar que a nova inspectora, Alicia Sierra (Najwa Nimri), fria e destemida, ainda vai dar o que falar).

Destaque vai para Nairobi (Agatha Jimenez), que ganhou mais força nesta nova fase e continua com uma sólida interpretação. Denver (Jaime Lorente), o mais emotivo de todos, também segue a brilhar. Temas como empoderamento e o género seguem evidentes nesta nova temporada.

Se você gostou das temporadas anteriores, vai apreciar esta continuação, pese embora possa ficar com uma certa sensação de angústia, visto que, muito ao seu estilo, na história desta gangue, tudo pode dar errado. Nada que um bom desfecho não resolva, aquando da 4ª temporada, ainda sem data prevista para o lançamento.

Confira o trailer:

A nossa pontuação: 4 de 5 estrelas.

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | Aladdin – o tapete mágico para uma saudosa viagem | Opinião

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Imagem: Pipocasclub

Título: Aladdin

Direcção: Guy Ritchie

Elenco Principal: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Nasim Pedrad

Género: Fantasia; Romance; Live-action; Musical

Ano: 2019

Sinopse

Um jovem humilde descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode conceder-lhe 3 desejos. Agora, o rapaz quer conquistar a jovem por quem apaixonou-se, desconhecendo o facto de que a mesma é a princesa do reino. Com a ajuda do gênio, ele tenta passar-se pelo Príncipe Ali, para conquistar o amor de Jasmine e a confiança do sultão.

 Opinião

Deste lado somos da geração que até hoje guarda na memória cada diálogo e canção deste que é um dos clássicos mais bonitos da Disney. Não é assim de surpreender, que estivéssemos muito curiosos com relação a esta live-action, quando não para conferir as impressões inicias, para matar as saudades desta animação. E é isto que o filme proporciona: uma agradável viagem pelo tempo, no tapete mágico das lendas árabes. Todavia, embora tente manter-se fiel ao clássico, com as devidas (e necessárias) adaptações, o filme acaba por perder parte do glamour e do brilho da animação original. O que terá acontecido com os elefantes, os camelos, os mamíferos raros e toda a pompa que acompanha a grande entrada do príncipe Ali? E o ambiente idílico, com direito a passagem por magníficas garças e pelas pirâmides de Gizé, na canção “a whole new word”? Pode ter sido deficiência dos efeitos CGI ou meramente, alguma falta de esmero nesses detalhes?

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Olhando para os personagens, ficamos, honestamente, deveras desiludidos com a escolha para Jasmine. Nada contra Naomi Scott, que provou ser uma excelente actriz, à altura desta nova personagem, ávida por direitos iguais e empoderamento. Excepto, entretanto, que em nada ela parece a Jasmine da animação. Marwan Kenzari, tão pouco esteve à altura do carismático Jafar. Na verdade, Kenzari está extremamente fraco, demasiado sério, e nada vilanesco. Mas também, convenhamos, seria difícil conseguir trazer na plenitude a elegância do clássico vilão. Fora estes senões, há aspectos dignos de apreciação.

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Imagem: portalapmais

A interpretação de Will Smith é das mais originais e rende à película diversas cenas engraçadas e inesperadas, fazendo justiça à personagem da animação, vivida em voz pelo saudoso Robin Williams.

Por outro lado, apesar de não ter a mesma energia do Aladdin original, Mena Massoud transmite sensibilidade e charmes únicos, fazendo deste ladrão generoso um personagem muito querido. Mena revela-se assim, uma escolha bastante apropriada. É fácil temo-lo como o Aladdin da vida real.

As canções do filme estão soberbas, com destaque para novos hits, incluindo “Speechless”, que tem uma belíssima interpretação de Naomi Scott. Em resumo, é um bom filme, que apesar de ficar algo aquém da animação, vai entreter e encantar os amantes de Aladdin.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Lançamentos!, Opiniões, Resenhas

Cinema|Avengers – Endgame (o inexplicável e inevitável) |Opinião

Título: Avengers: Endgame

Direcção:Joe Russo, Anthony Russo

Elenco Principal: todos os avengers

Género: Acção, aventura, fantasia, fantasia científica

Ano: 2019

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Imagem: BGR

Sinopse:

Nos eventos de Avengers – Infinity War, Thanos conseguiu deixar o universo em ruínas. Agora, os Vingadores remanescentes, irão juntar-se e aliar forças para desfazer as acções de Thanos e restaurar a ordem no universo, de uma vez por todas.

Opinião:

(SEM SPOILERS)

Estreou ontem Quinta-Feira (25.04.2019).

Os directores da película apelaram aos fãs que evitassem spoilers. Embora tenhamos muitos comentários e questionamentos, estes ficarão por ser feitos, em respeito aos que ainda não viram o filme. Portanto, a nossa opinião será breve e sem spoilers.

A projecção do filme no cinema rendeu inúmeras palmas da audiência. Muito mais do que às vezes acontece num show ao vivo. Tal por si só, compensou a experiência. Afinal, é um encerrar, gigante e épico, de mais de 6 anos de história dos avengers, numa jornada verdadeiramente única. A trama começa leve, mas desenrola como tempestade, revelando gradualmente plot twists (alguns há muito aguardados) e um elenco cheio de surpresas. A trilha sonora está lá. Talvez seja boa, mas acaba sendo engolida pelas cenas que roubam completamente a atenção do telespectador.

É bem possível, entretanto, que o filme deixe os seguidores divididos. Será que este inevitável desfecho, faz justiça à saga inteira e ao desenvolvimento dos personagens que foram cuidadosamente construídos ao longo dos anos? Se por um lado era necessário, e tal desfecho foi executado de forma arrebatante, não achamos coerência nenhuma nas teorias mal justificadas que foram apresentadas como suporte para o grande “endgame”. E mesmo assim… foi inevitável: aplaudimos a película durante a noite inteira.

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Imagem: Marvelstudio; Digitalspy

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Confira o trailer:

(por VF – da tripulação)

Cinema (Filmes / Séries), Lançamentos!, Opiniões, Resenhas

Cinema | Nakufeva (Lizha James e Bang) | Opinião

“Nakufeva”, uma curta metragem produzida em Moçambique, conta a história de Jacob (Bang) e Lizha (Lizha James), um casal humilde e trabalhador, que vive numa zona periférica de Maputo. Lizha é a fiel e boa esposa, de português errado, cobiçada por outro homem, mais rico que o esposo Jacob. Este outro homem acaba ganhando em Jacob um inimigo. Paralelamente, o humilde casal, tira um prémio no totoloto e enriquece da noite para o dia. O dinheiro traz uma drástica mudança na vida do casal, inclusive na personalidade de ambos. Jacob deixa de ser um esposo presente, torna-se malcriado com a família, e torna-se amante da esposa do inimigo. Lizha, por outro lado, adquire outro tipo de indumentária, tornando-se elegante, mas continua com o português errado e mais ingénua do que nunca. Por forma a tentar salvar o seu lar, Lizha procura a ajuda de um pastor de igreja (este, tão duvidoso quanto o português da outra).

O filme tem uma premissa bastante básica, numa mistura de drama e sátira, sobre valores familiares, a prepotência do machismo, vingança e algumas crenças, facilmente espelháveis na sociedade actual. Propositadamente ou não, a película está mais para o género “musical”, do que qualquer outro, pese embora Lizha James seja a única intérprete das canções que compõem a trilha. O género, certamente, ficaria melhor servido se os personagens secundários coadjuvassem as canções e diálogos, como exige um bom musical. É verdade que as cancões e a cantora brilham bastante em cena, sendo um trunfo para o filme, embora acabem sobrepondo-se ao enredo. No que se refere à encenação da protagonista, o mérito é reduzido. A comunicação de Lizha simplesmente não funciona e a desliga por completo da personagem. Já Bang, parece bem mais natural e confortável no papel de Jacob. As cenas de luta exigiam claramente uma técnica mais aprimorada. As terríveis falhas tentaram ser trabalhadas pelo som. Vale o que vale.

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O filme peca também, por não ter continuidade e por ter um início confuso (não entendemos a “participação especial” do personagem interpretado por Gilberto Mendes, nem a sua função). Destaque vai para o actor que dá vida ao pastor, que emprestou uma certa dose de originalidade ao filme.

Refira-se ainda, que foi uma verdadeira saga conseguir assistir à película. Actualmente em exibição nos cinemas Lusomundo, a película foi encaixada entre as sessões de outros filmes. Ou seja, se um telespectador comprasse o bilhete para ver “shazam” por exemplo, teria primeiro, necessariamente, de assistir a curta metragem. Por razões óbvias, isto não funcionou. Como resultado, ao chegar ao cinema, não havia previsão exacta para a exibição desta curta metragem. Há que se ter em conta, que seja qual for a natureza ou propósito da obra, houve a promessa de divulgação da mesma ao público. Assim, o filme não tem de estar no meio da sessão de outro, tampouco deve ficar escondido / com a apresentação à merce do acaso. É preciso um horário próprio para a sua exibição, ainda que livre.

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A nossa pontuação: 2,9 de 5 estrelas.

Confira aqui o trailer: