Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | amores interplanetários, inter-raciais e interculturais

Como o diário de uma qawwi está num mês bastante cor de rosa, decidimos nesta resenha explorar as histórias de romances interculturais e inter-raciais. Ninguém melhor do que a própria qawwi, que é uma ET do planeta Stefanotis, e Will, que é um humano do planeta terra, para falarem de diferenças interculturais e interplanetárias quando se trata de amor, não é verdade? Mas há alguns filmes que também conseguem celebrar esta diversidade com bastante estilo, mostrando o óbvio: somos todos diferentes, mas somos todos iguais. Vamos conferir o nosso top 10?

10. Avatar (2009)

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Aclamado pela crítica, este filme de ficção científica dirigido por James Cameron ocorre no futuro (2154) e é baseado num conflito em Pandora, um planeta que orbita o sistema Alpha Centauri. Neste planeta, os colonizadores humanos e os Na’vi, nativos humanoides, entram em guerra pelos recursos do planeta e a continuação da existência da espécie nativa. No meio disto tudo, nasce o amor entre um humano e uma Na’vi.

Trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=5PSNL1qE6V

9. Thor (2011)

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O romance entre deuses (deusas), semi-deuses e humanos(as) sempre foi amplamente explorado pelo cinema e pela literatura. A mitologia nórdica, por exemplo, inspira alguns filmes do universo Marvel, como Thor. No início desta longa saga, Thor é um deus irresponsável que acaba sendo banido de Asgard, a sua terra natal. Ao tentar recuperar o seu martelo e voltar para casa, conhece a cientista Jane, uma simples humana. Asgard e o planeta Terra estão em dimensões completamente diferentes. Pode o amor entre o deus e a humana sobreviver?

8. Something new – Algo Novo (2006)

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Com dois actores cheios de química, esta belíssima comédia romântica foca-se não apenas num relacionamento inter-racial, como nos valores culturais, sociais e tradicionais de algumas famílias afro-americanas.

Trailer:

7. Guess who – A Família da Noiva (2005)

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Percy Jones, um homem negro e de personalidade forte, fica contrariado ao saber que a sua filha, Theresa, está noiva de um homem branco. Guess Who é um remake de Guess Who is coming for dinner (1967), mas ao contrário da versão original dramática que era uma crítica social à época, Guess Who de 2005 retrata de forma bem humorada a vida de vários casais, numa comédia de encher o coração de gargalhadas.

Trailer:

6. Save the last dance – Ao ritmo do hip-hop (2001)

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A trama relata a história de Sara Johnson, uma jovem que sonha em ser uma bailarina de balé. Ao chegar à Chicago após a morte da mãe, Sara ingressa numa escola frequentada maioritariamente por estudantes negros. Nessa escola, conhecerá Derek Reynolds, pelo qual apaixona-se e quem a ensinará a dançar hip-hop.

Trailer:

5. Bride and Prejudice – Noiva e Preconceito (2005)

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Baseado no livro de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, Bride and Prejudice é uma mistura de Bollywood e Hollywood, que traz a história de Lalita Bakshi, uma jovem indiana que vive em Amritsar, e de Will Darcy, um estrangeiro que Lalita conhece numa festa. Lalita acha o Sr. Darcy muito arrogante por desrespeitar a cultura indiana. Resta saber se essa impressão permanecerá para sempre.

Trailer:

4. My Greek fat wedding – Casamento Grego (2002)

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Toula Portokalos (Nia Vardalos) é grega. Ao ter aulas de informática numa universidade, acaba por apaixonar-se por um professor de inglês, que é completamente o oposto do desejo de seu pai, ou seja, um genro grego.

Trailer:

3. The Little Mermaid – A Pequena Sereia (1989)

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Baseado num dos contos de Hans Christian Andersen e produzido pela Disney, a animação traz a história de Ariel, filha mais nova do Rei Tritão, comandante dos sete mares. Ariel sempre teve curiosidade sobre a vida dos humanos, mas é proibida pelo pai de aproximar-se destes, pois segundo o rei Tritão, os humanos sao bárbaros.

Na actualidade, Ariel talvez não seja exactamente um bom modelo para as jovens, já que em nome de um amor ela vende a própria voz e perde a sua essência. Porém, há muitas razões para assitir-se a esta animação, inclusive a mensagem de que o amor vence as diferenças entre mundos opostos, e a soberba música do filme, que até hoje anima crianças e adultos no mundo inteiro.

Trailer:

2. Pocahontas (1995)

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Clássico querido pelos amantes da Disney, faz um retrato ficcional do encontro histórico de Pocahontas com o inglês John Smith e os colonos em Jamestown que chegaram a partir da Virginia Company.

Trailer:

  1. Bend it like Beckam – Joga como Beckam (2002)

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Com uma maravilhosa trilha sonora (e a estreia de Keira Knightley, hoje grande atriz), este filme é acima de tudo, um caso típico de girl power. A película narra a história de uma família indiana que vive em Londres e tenta educar, de maneira tradicional, a filha que é apaixonada por futebol, revelando um intenso choque de culturas. Quando Jess é forçada a fazer a escolha entre a tradição e o seu amado desporto (e tambem o bonitão treinador inglês), a sua família terá de decidir se permitirá que a filha faça da vida uma corrida atrás de uma bola de futebol.

Trailer:

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões

Cinema | 8 filmes para quem decidiu pôr o anel

O casamento é uma das decisões mais importantes que um ser humano toma ao longo da sua vida. Afinal, trata-se de escolher com quem vai-se partilhar uma vida inteira e essa escolha pode ser a estrada para um sonho ou para um pesadelo. Não é por acaso que a indústria cinematográfica explora profundamente esta matéria, expondo o lado divertido, dramático ou trágico da coisa. Nota-se, porém, uma certa tendência de os filmes deste género possuirem uma característica previsível, com uma mulher perseguindo o sonho de colocar o vestido branco e um homem relutante em subir ao altar.

Este mês, como já devem ter reparado, é particularmente especial, pois casa-se a nossa qawwi. Com um humano. Inspirados por este inesperado evento, decidimos partilhar com vocês, alguns filmes que, dentro do tema, tentam explorar outros aspectos além do simples “casar”, fora das ideias padrão impostas pela sociedade, servindo assim de inspiração para buscar bases sólidas para o amor. Vamos conferir?

8. Até que a sorte nos separe 3: a falência final – 2015

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A comédia até que a sorte nos separe, é uma trilogia brasileira que conta a história de Tino, um homem que ganhou, e tão facilmente perdeu dinheiro. Nesta terceira parte da saga (a falência final), a filha de Tino fica noiva de um jovem de família de classe alta, mas Tino, cheio de orgulho, decide que irá arcar sozinho com os custos da cerimónia de casamento. Visto que não tem dinheiro para tal, ele aceita uma oferta de emprego na agência do seu compadre. Como era de esperar-se, Tino consegue, mais uma vez, perder dinheiro. Só que desta vez, Tino não leva apenas a agência do compadre à falência. Ele “arruina” também o próprio Brasil. Com este desastre e sem confessar que está falido, Tino continua a empreitada de tentar financiar um casamento de luxo para a filha. Uma comédia mediana, mas com um óptimo roteiro à volta de reflexões políticas e familiares.

Trailer:

7. Rachel Getting Married (o casamento de Rachel) – 2008

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O filme conta a história de Kym (Anne Hathaway) que sai de uma clínica de reabilitação e visita a família por ocasião do casamento da sua irmã Rachel. Os conflitos e o passado de Kym e da família acabam sobressaindo durante os preparativos da cerimónia. O filme aborda o valor do perdão e da superação. Por outro lado, retrata ao pormenor, a organização de uma cerimónia simples e invulgar, e a tradição americana do rehearsal dinner (jantar de ensaio). Entretanto, a angústia e os eventos familiares vividos no filme têm uma intensa carga emotiva que acabam inevitavelmente por arrancar-nos algumas lágrimas.

Trailer:

6. When we first met (Quando nos conhecemos) – 2018

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Inconformado com o noivado e casamento de Avery, aquela que ele acredita ser a mulher dos seus sonhos, Noah recebe uma inesperada chance de viajar no tempo e alterar a noite em que a conheceu, tentando assim mudar o destino.

Apesar de a trama estar mais voltada à temática sobre viagens no tempo, a comédia faz-nos pensar sobre as nuances das nossas escolhas, e sobre o que é que, de facto, leva-nos a acreditar que é “aquela pessoa” com quem queremos partilhar uma vida inteira.

5. Monster in Law – Uma sogra de fugir (2005)

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Mais do que um esposo, ou uma esposa perfeita, há que analisar-se a dinâmica das relações entre mães e filhos, sogros, noras e genros. Que Jennifer Lopes não nos deixe dizer o contrário, nesta comédia que retrata tal dinâmica.

Trailer:

4. My Greek fat wedding – Casamento Grego (2002)

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Toula Portokalos (Nia Vardalos) tem 30 anos, é grega, e ao contrário do sonho do seu pai, que é que ela arranje um bom marido grego, ela quer algo mais na vida. É ao ter aulas de informática numa universidade, que acaba por apaixonar-se por um professor de inglês, que é completamente o oposto do desejo de seu pai, ou seja, um não-grego. My Greek fat wedding não é apenas uma linda comédia romântica que explora uma relação intercultural. Ela ensina de forma bem humorada como aceitar diferenças.

Trailer:

3. Guess Who (A família da noiva) – 2005

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A trama principal é de Theresa e Simon, que enfrentam dificuldades pelo facto de Percy Jones, pai de Theresa, não ficar contente em ter um genro branco. Porém, a trama secundária também promete. Afinal, os pais de Theresa estão a preparar-se para celebrar 25 anos de casados. São os votos que Percy não consegue escrever, é Percy que quer minimizar os gastos com a cerimónia… parece familiar?

2. Mamma Mia – 2010

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Este musical com temas dos Abba (num cenário colorido proporcionado numa ilha da Grécia), segue a jovem Sofia e o seu desejo de ter o (desconhecido) pai, ao seu lado, para levá-la ao altar no dia do casamento. Mais do que os preparativos da festa de casamento, a história aflora a descoberta de segredos de família, resgate de amores e relacionamentos do passado, e sobretudo a realização de sonhos.

Trailer:

  1. The Wedding Party (2016)

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Desde os trajes coloridos, as amigas cúmplices da noiva, as tias que cantam com entusiasmo, os amigos malandros do noivo, os familiares penduras sem convite, o buffet que não é suficiente… tudo nesta película parece bastante verosímil no retrato de um casamento numa sociedade africana. Esta produção nigeriana (Nollywood), exibida pela Netflix, vai animar qualquer pessoa, seja ou não de cultura nigeriana / africana. Óptima aposta para quem sentir o coração leve e conhecer outras culturas.

Trailer:

Cinema (Filmes / Séries), Dicas, Opiniões, Uncategorized

Cinema | Always a Witch – Siempre Bruja (Seriado 2019) – Opinião

siempre_bruja_0.jpgImagem via Netflix

Opinião

A magia e a bruxaria são temas aos quais a indústria cinematográfica não se cansa de recorrer. Deve ser por alguma razão. E ora vejamos, numa mistura entre magia e viagens no tempo, não parece sobrar espaço para uma receita falhada.

Assim, o trailer e a sinopse da nova série espanhola despertaram todos os nossos sentidos: uma bruxa de muitos séculos passados, viaja ao futuro nos dias de hoje, para salvar o amor da sua vida e ao mesmo tempo derrotar um perigoso inimigo.

A série desenlaça logo nos primeiros minutos, onde descobrimos que, afinal, Cármen Eguilaz (Angely Gaviria) é uma escrava acusada de bruxaria e de ter enfeitiçado o seu amo, com quem vive um romance proibido, sendo condenada à pena de morte e queimada na fogueira, como acontecia na época da inquisição. O seu amado, não suportando perdê-la, tenta salvá-la, mas acaba morto a tiro. Assim, enquanto arde na fogueira, Cármen consegue viajar ao futuro, para cumprir uma missão que lhe foi dada por um poderoso bruxo, com a promessa de no fim da missão, poder regressar ao momento em que o amado ainda está vivo e salvá-lo.

A opinião crítica latina sobre esta série é surpreendentemente confusa. Enquanto a audiência parece feliz em ver na TV uma poderosa protagonista Afro-Latina num seriado deste género, muitos torcem o nariz ao romance que impulsiona a trama, ou seja, a história de amor entre uma escrava e o seu senhorio. Nós, sinceramente, não vemos o porquê deste “plot” ferir tanto as sensibilidades e ser alvo de uma crítica feroz, quando está dentro de um contexto histórico que, no final das contas, não deixou de existir. O passado não se apaga, mas com ele podemos aprender a não repetir os erros.

Agora, se formos a falar de como comporta-se esta personagem que sai dos anos 1600 e chega ao futuro, aí sim, podemos ter bastante para questionar.

Eis o que achamos que foi executado de forma muito pobre nesta série: histórias que envolvem viagens no tempo, normalmente envolvem certo cepticismo da personagem que se vê num mundo diferente. Mas nesta série, a bruxa Cármen Eguilaz chega ao futuro e já vai marchando para a universidade, sem grandes dificuldades e sem ficar abismada com a modernidade a sua volta, nem com o tratamento igual entre pessoas (mais uma vez, ela vem da época da escravatura). Será que estava a evitar-se um cliché? Talvez, mas os lugares comuns, às vezes têm certa razão de ser, e aqui fizeram alguma falta.

Tirando este ponto que é uma espécie de falling flat para a expectativa dos telespectadores, a série é leve e mantém um bom ritmo, mostrando com sucesso o desenvolvimento de Cármen como figura feminina cheia de força, transformando-se num modelo a seguir. “Nós somos escravas, mas a senhora também é escrava. É escrava do seu marido, da sua religião e da sua sociedade. Se o preço para eu ser livre é casar-me, então não me caso”, é algo mais ou menos assim que lança Cármen Egulilaz, a dada altura, dotada pelo conhecimento dos seus direitos.

Destaque vai também para John-Kyi (Dylan Fuentes) que abrilhanta a série nos momentos em que esta precisa de um ar mais fresco.

A primeira temporada tem apenas 10 episódios, e para entretenimento geral, é uma série em que se pode apostar.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 3 de 5 estrelas

 

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | Bandersnatch – assista, mas com cautela | Opinião

 

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Título: Banrdersnatch

Direcção: David Slade

Elenco Principal: Fionn Whitehead; Will Poulter; Asim Chaundhry; Craig Parkinson; Género: Ficção interativa

Ano: 2018

 

Imagem via Netflix

Sinopse:

No ano de 1984, um jovem problemático começa a questionar a realidade ao seu redor, à medida em que tenta adaptar um livro para vídeo game, e começa a enfrentar questões perturbadoras.

Opinião:

O entusiasmo foi enorme quando a Netflix divulgou o trailer de Bandersnatch em finais de Dezembro de 2018, um filme baseado na série Black Mirror. A película começa com uma breve explicação ao telespectador, de que este terá 10 segundos para tomar decisões ao longo do filme, findo o qual, será feita uma decisão aleatória em seu lugar. Após este estimulante introdutório, seguimos a história de Stefan, um jovem programador que está a tentar adaptar um livro-jogo chamado Bandersnatch, para um vídeo-game. E vamos fazendo escolhas em nome do protagonista.

O percurso do longa é de cerca de 90 minutos, que pode, entretantoo, variar dependendo das decisões que o telespectador toma, com diferentes resultados. Apesar deste enigmático conceito, onde um filme torna-se vídeo-game e vice-versa, sentimos que Bandersntach caí num limbo, sem chegar necessariamente a ser um filme, nem um video game. Uma imprecisão que não retira a inovação da proposta. Aliás, a ideia de misturar os dois elementos e de envolver o telespectador num papel de um ente superior, lidando com temas como destino vs livre arbítrio, é fantástica.

Para quem, contudo, esperava sentir-se, digamos, desafiado (coisa facilmente de acontecer com Black Mirror) pode ficar desapontado, já que esta é uma proposta muito mais suave que o habitual. Por certo, Black Mirror conseguiu distanciar-se do que era previsível.

Recomedamos, entretanto, toda a cauetla nas respostas que você, como telespectador, vai dar durante o filme. Muitas das perguntas que são feitas têm um cunho ético e mesmo que seja para efeitos de mero entretenimento, a Netflix terá acesso as respostas dos telespectadores e ao perfil dos mesmos. Não queremos por descuido, deixar o rastro de um perfil de “psicopata” na base de dados da Netflix, pois não?

Tirando este senão, é uma experiência aceitável, e foi um bom presente da Netflix para os amantes de Black Mirror que encerraram 2018, na grande expectativa do que 2019 trará para esta série.

A nossa pontuação: 3.0 em 5 estrelas.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=XM0xWpBYlNM

Cinema (Filmes / Séries), Outras maravilhas humanas

Vencedor sorteio – DVD

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Quase perdiamo-nos se na Via Láctea, mas felizmente regressamos. Um pouco atrasados, estamos aqui para anunciar o vencedor do sorteio do DVD, alusivo ao dia dos namorados.
O vencedor encontrado aleartoriamente pela caixa automática exclusiva de Stefanotis é Malikezi Wa Tiane! Parabéns Malikezi!

A todos, um abraço do tamanho da terra e continuem ligados ao diário de uma qaawi!

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | 5 séries difíceis de não fazer bing watching

Cinema | 5 séries difíceis de não fazer bing watching

Tudo em excesso faz mal, diz o ditado, mas quem é que não cai na tentação do bing watching (maratona de TV) quando trata-se de séries infalivelmente viciantes? Especialmente num feriado ou fim de semana mais sossegado? Não há pecado (tão grande) nisso. Se você é fã de séries com suspense e “plot twists” inimagináveis, do género que quase leva ao ataque cardíaco, então não pode perder estas séries. Vai ser um episódio atrás do outro, sem remorso.

Confira:

How to get away with murder (BR como defender um assassino)

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Desde 2014 / 43 minutos / Drama legal, mistério

Produtor executivo: Shonda Rhimes

Idioma: inglês

A série revolve a volta de Annalise Keating, uma célebre advogada de direito penal que também dá aulas. Annalise selecciona cinco dos seus melhores alunos para trabalharem com ela no seu escritório e cedo, sem querer, todos eles vêem-se envolvidos numa trama de assassinatos. Uma série com ganchos muito bem conseguidos e bastante imprevisível. De cortar a respiração. Confira o trailer:

 

3 Por cento (BR)

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Desde 2014 / 38-49 minutos / Drama / Thriller / Ficção cientifica

Autor: Pedro Aguilera

Idioma: Português

Ficção científica brasileira, esta série é retratada num mundo pós apocalíptico, onde o planeta terra está devastado. A população encontra-se dividida em dois mundos: os do Continente (do lado de cá), um lugar degradado e sem recursos, e os do Maralato (do lado de lá), praticamente um paraíso, com abundância de recursos. O sonho de todos os habitantes do lado de cá é ir ao lado de lá. Para tal, existe apenas uma chance: aos 20 de idade, participar do “Processo”, que é a selecção dos que vão passar ao lado de lá. E só serão seleccionados apenas 3% da população. Uma série provocante e inteligente, que apesar de lembrar distopias como hunger games e divergentes, consegue ir bem mais além. O trailer fala por si:

 

Sense 8

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2015-2018 / 46 – 151 minutos / Ficção científica, drama

Autores: The Wachowskis; J. Michael Straczynski

Idioma: inglês

Sense 8 apresenta um conceito distinto do habitual. A história revolve a volta de oito desconhecidos, cada um a morar num continente diferente. Estas pessoas, de repente, ao mesmo tempo, tem uma visão violenta de uma mulher a morrer. Depois desta visão, elas descobrem que estão mentalmente e emocionalmente ligadas uma à outra. É o dom dos chamados “sensates”, e é esse mesmo dom que eventualmente os coloca em perigo,  na mira de “whispers”, um perigoso caçador de “sensates”. Se você gosta de conceitos inovadores, conhecer culturas e de temas novos, vai adorar esta série. Confira o trailer:

 

 

Black Mirror

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Desde 2011 / 41-89 minutos / Ficção cientifica, sátira

Produtor executivo: Charlie Brooker

Idioma: inglês

Black mirror é uma série de ficção científica que gira a volta de temas obscuros sobre a sociedade moderna e as consequências imprevistas das novas tecnologias. Trata-se de uma antologia, com episódios autônomos. É uma série que vai levar os seus neurónios ao extremo. De tão intensa e perturbadora, apesar de viciante, o melhor é não fazer longas maratonas desta série, sob pena de ficar com o sono perturbado.

Trailer:

 

La casa de papel (EN Money Heist / PT A casa de papel)

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2017 / 43 minutos / Drama, Suspense, assalto

Autor: Alex Pina

Idioma: Espanhol

Por unanimidade, os tripulantes do diário da qawwi elegeram esta como uma das melhores séries exibidas pela Netflix e quiçá da televisão. Um homem misterioso (o “professor”), planeia durante grande parte da sua vida um assalto na casa de moeda de Espanha. Para executar o plano, recruta oito pessoas que não tem nada a perder. O objectivo do professor é ter a opinião pública a seu favor. E será que você telespectador, vai apoiar a façanha destes ladrões? Simplesmente brilhante.

Trailer:

Imagens via ABC e Netflix

Cinema (Filmes / Séries)

Cinema | When the Bough Breaks – o filme que não consegue quebrar as expectativas| Opinião

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Direcção: Jon Cassar

Elenco Principal: Morris Chestnut, Regina Hall e Jaz Sinclair

Género: Drama

Ano: 2016

Imagens via comingsoon.net

O filme foi produzido pela Unique Productions e distribuído pela Screen Gems, mas pode ser encontrado no leque de propostas da Netflix. Com uma capa e título tão sugestivos, não sabemos por onde começar a opinar sobre a realidade deste decepcionante projecto. When the bough breaks conta a história de Laura (Regina Hall) e John (Morris Chestnut), um casal rico que infelizmente não consegue realizar o sonho de conceber um filho. Recorrendo ao último embrião que lhes resta, conseguem finalmente encontrar, através de uma agência, uma barriga de aluguer para o seu filho: Anna Walsh (Jaz Sinclair) uma jovem simpática, meiga, atraente e cheia de boas intenções.

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Depressa o casal convida a moça para morar com eles durante o período da gestação. Algo que logo a primeira desperta-nos um certo sentido de perigo, pois levar uma estranha para casa (pelo menos nos filmes), equivale a pedir sarilhos. Com efeito, Ana Walsh revela-se não ser tão estável nem tão inocente quanto parecia.

Este filme usa uma fórmula antiga (obsessão e afins) mas nada faz para acrescentar um diferencial que compense os cerca de 107 minutos cheios de treta. Como resultado, temos uma trama aborrecidamente previsível. Todos os “red flags” são praticamente atirados nos primeiros minutos da trama, mas mesmo assim, os protagonistas acabam envolvendo-se naquilo que torna-se o seu pior pesadelo. Para o telespectador, entretanto, o suspense é praticamente inexistente. Para que o roteiro funcione, a história obriga a que os personagens alterem o seu carácter e sejam inconsistentes. John, exemplo, o esposo exemplar, atento e esperto, começa a tomar decisões incrivelmente tolas nas horas mais importantes. Ou seja, os personagens não desenvolvem, nem movem a história. É ao contrário: a história sacrifica os personagens.

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Assim, nem o charme de Morris, a beleza de Sinclair ou o carisma de Hall salvam esta película. Certamente pretendeu-se passar aqui algumas boas lições, que até podem ser óbvias, mas ao usar este tipo de conceito, a indústria cinematográfica devia ter o cuidado de reformular e fazer sobressair os valores que realmente importam, de forma original, sob o risco de fracassar.

Confira o trailer o filme:

A nossa classificação: 2 de 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries)

Última hora: Black Mirror | divulgado trailer de filme interativo na Netflix

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Imagem via Cinepop

Quem aguardava desde Dezembro de 2017 por novidades da série Black Mirror não precisa esperar mais. A Netflix divulgou o trailer da película intitulada Bandersnatch, o qual, segundo consta, será um filme interativo, com uma duração de aproximadamente  cinco horas. Segundo a descrição do canal da Netflix no Youtube “no ano de 1984, um jovem programador começa a questionar a realidade a sua volta, à medida em que adapta um romance fantástico para um vídeo game, e começa a enfrentar um desafio perturbador

Confira o trailer:

Sobre a série:

Black mirror é uma série britânica de ficção científica lançada pela primeira vez no Channel 4 do Reino Unido, em dezembro de 2011. Os direitos da série foram posteriormente comprados pela Netflix em 2015, que produziu a terceira e a quarta temporada.

O episódio de estreia (temporada 1), na sua controvérsia, marcou o humor negro e os temas satíricos que tiram-nos do conforto e criticam a sociedade actual, ponderando sobre as consequências drásticas e imprevistas que podem advir do progresso da tecnologia.

Enquanto a Netflix deixa-nos na promissora espera pelo filme Bandersnatch, que vai ao ar amanhã (28 de Dezembro de 2018), os telespectadores continuarão de certeza a aguardar pela 5ª temporada da série, ainda sem data de estreia.

Mantenha-se ligado ao Diário de uma Qawwi para saber as novidades e para acompanhar opiniões sobre o filme e a série Black Mirror.

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões

Cinema | 5 Filmes para assistir neste natal|

O famoso natal está às portas! Já percebemos que esta época é bastante apreciada pelos humanos, especialmente as crianças que entusiasmam-se com os presentes. Para uns, tal como a nossa qawwi, o natal é um conceito muito estranho. Para os religiosos, é dia de celebração do nascimento de Jesus Cristo e para outros, é apenas mais um dia. Seja como for, estabelecem-se certas rotinas para esta época, incluindo a ceia de natal, o convívio em família ou maratonas de filmes adequados à ocasião. Neste post, seleccionamos 5 filmes para o acompanharem, seja por ser uma tradição que você adoptou ao longo dos anos, ou simplesmente pelo facto de sentir-se entediado e precisar de entretimento para ajudar a passar as horas.

Vamos conferir?

5. A Christmas Prince (Um príncipe de Natal) – 2017

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Imagem via Netflix

Alguns filmes natalícios da Netflix são um bocado (para não dizer muito) estereotipados, mas este tem um toque suave e romântico, próprio para quem busca inspiração no amor, em histórias mais cor de rosas (quase possíveis, se nos lembrarmos do príncipe Harry e de Meghan Markle). Bom para assistir em família. Se quiser, pode fazer a ligação com a sequela do mesmo, lançada em Novembro deste ano. Confira o trailer:

  1. Love actually (O amor acontece) – 2003

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Imagem via The Independent

Não sabemos o que mais gostamos neste filme: Colin Firth a falar português, o charmoso silêncio de Rodrigo Santoro, ou a versão natalícia de “love is all around you”. O certo é que o elenco de luxo e as histórias das personagens que cruzam-se ao longo da trama vão com certeza derreter-lhe o coração. Clássico imortal definitivamente recomendável.

  1. 13 going on 30 (De repente nos 30) – 2004

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E já que a ideia é entrar na onda nostálgica de voltar a sentir-se criança, nada como esta deliciosa comédia com a Jennifer Garner e o Mark Ruffalo. Os dois estão muito queridos neste clássico que não cansa, e que faz-nos repensar nos valores da amizade e do amor, e sobretudo de como é importante dar valor à cada fase da vida. Amantes de boa música dos anos 80 vão adorar a trilha sonora deste filme. “Because its thriller…”

 

 

  1. Christmas Calendar (Calendário de Natal) – 2018

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O filme foi lançado pela Netflix no mês passado, e não tem grandes movimentações, mas os fãs de Kat Graham (Bonnie – Vampire diaires), vão gostar a vê-la ao lado Quincy Brown. Fazem um bonito par, num cenário onde tudo parece perfeito demais para ser credível. Todavia, a película tem cores apelativas, e um enredo próprio para incentivar a nunca desistirmos dos nossos sonhos. A magia acontece, se dermos uma ajuda ao nosso próprio destino.

 

 

  1. The Holiday (O amor não tira férias) – 2006

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Além de ser uma trama super adequada à época, este filme é óptimo para ajudar a dar uma outra perspectiva para aqueles que estão com o coração partido. Que outra forma de começar o ano, senão com esperanças renovadas no amor?

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões

Cinema | Ralph Breaks the Internet – não apenas para as crianças|Opinião

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Título: Ralph Breaks the Internet (BR – Wifi Ralph – quebrando a internet)
Direcção: Rich Moore, Phil Johnston
Elenco Principal:  John C. Reilly; Sarah Silverman; Gal Gadot; Taraj P. Henson
Gênero: Animação
Ano: 2018
Imagens via Walt Dinesy Studios

Sinopse

“Ralph, o mais famoso vilão dos videogames, e Vanellope, sua companheira atrapalhada, iniciam mais uma arriscada aventura. Após a gloriosa vitória no Fliperama Litwak, a dupla viaja para a world wide web, no universo expansivo e desconhecido da internet. Desta vez, a missão é encontrar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope. Para isso, contam com a ajuda dos “cidadãos da Internet” e de Yess, a alma por trás do “Buzzztube”, um famoso website que dita tendências.” In Adorocinema

Opinião

Mal estreou em todos os países, este filme já tornou-se um estrondoso sucesso de bilheteria. Não é para menos. A animação que acompanha a jornada de Ralph, a virar do avesso o seu mundo para poder salvar o jogo de Vanellope, inunda qualquer um de gargalhadas. Audacioso, caloroso e divertido, a sequela de “Wreck it Ralph” (Força Ralph – lançado em 2012), traz uma incrível representação visual da internet e das complexidades existentes nas interacções sociais deste plano tão virtualmente real, que consome grande parte do nosso tempo. À semelhança, o filme prende a nossa atenção do princípio ao fim. A internet é uma ferramenta útil e positiva, mas pode, tão depressa, transformar-nos no nosso próprio inimigo.

É quase impossível não ficarmos absorvidos nas expansivas cores e na riqueza de detalhes produzidos nesta animação. Aliás, são tantos os detalhes, que mais valia serem mostrados num ritmo menos acelerado. A relação de Ralph e de Vanellope, por si só, é um aprendizado de crescimento, sendo um espelho para muitas das relações ao nosso redor. O filme inclui também vários cameos, como por exemplo uma “tropa de elite”, constituída pelas princesas da Disney (Ariel, Tiana, Merida, Pocahontas, Mulan, Aurora, Moana, Branca de Neve e etc).

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No geral, adoramos o conceito, embora nos pareça um bocado complexo para os mais novos (há não ser que sejam internautas e jogadores 24h e que já compreendam as dinâmicas das relações pessoais). Em boa justiça, o filme está classificado como PG, e é uma óptima aposta para uma sessão familiar, nesta época do natal.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 5 em 5 estrelas