Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | 5 séries difíceis de não fazer bing watching

Cinema | 5 séries difíceis de não fazer bing watching

Tudo em excesso faz mal, diz o ditado, mas quem é que não cai na tentação do bing watching (maratona de TV) quando trata-se de séries infalivelmente viciantes? Especialmente num feriado ou fim de semana mais sossegado? Não há pecado (tão grande) nisso. Se você é fã de séries com suspense e “plot twists” inimagináveis, do género que quase leva ao ataque cardíaco, então não pode perder estas séries. Vai ser um episódio atrás do outro, sem remorso.

Confira:

How to get away with murder (BR como defender um assassino)

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Desde 2014 / 43 minutos / Drama legal, mistério

Produtor executivo: Shonda Rhimes

Idioma: inglês

A série revolve a volta de Annalise Keating, uma célebre advogada de direito penal que também dá aulas. Annalise selecciona cinco dos seus melhores alunos para trabalharem com ela no seu escritório e cedo, sem querer, todos eles vêem-se envolvidos numa trama de assassinatos. Uma série com ganchos muito bem conseguidos e bastante imprevisível. De cortar a respiração. Confira o trailer:

 

3 Por cento (BR)

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Desde 2014 / 38-49 minutos / Drama / Thriller / Ficção cientifica

Autor: Pedro Aguilera

Idioma: Português

Ficção científica brasileira, esta série é retratada num mundo pós apocalíptico, onde o planeta terra está devastado. A população encontra-se dividida em dois mundos: os do Continente (do lado de cá), um lugar degradado e sem recursos, e os do Maralato (do lado de lá), praticamente um paraíso, com abundância de recursos. O sonho de todos os habitantes do lado de cá é ir ao lado de lá. Para tal, existe apenas uma chance: aos 20 de idade, participar do “Processo”, que é a selecção dos que vão passar ao lado de lá. E só serão seleccionados apenas 3% da população. Uma série provocante e inteligente, que apesar de lembrar distopias como hunger games e divergentes, consegue ir bem mais além. O trailer fala por si:

 

Sense 8

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2015-2018 / 46 – 151 minutos / Ficção científica, drama

Autores: The Wachowskis; J. Michael Straczynski

Idioma: inglês

Sense 8 apresenta um conceito distinto do habitual. A história revolve a volta de oito desconhecidos, cada um a morar num continente diferente. Estas pessoas, de repente, ao mesmo tempo, tem uma visão violenta de uma mulher a morrer. Depois desta visão, elas descobrem que estão mentalmente e emocionalmente ligadas uma à outra. É o dom dos chamados “sensates”, e é esse mesmo dom que eventualmente os coloca em perigo,  na mira de “whispers”, um perigoso caçador de “sensates”. Se você gosta de conceitos inovadores, conhecer culturas e de temas novos, vai adorar esta série. Confira o trailer:

 

 

Black Mirror

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Desde 2011 / 41-89 minutos / Ficção cientifica, sátira

Produtor executivo: Charlie Brooker

Idioma: inglês

Black mirror é uma série de ficção científica que gira a volta de temas obscuros sobre a sociedade moderna e as consequências imprevistas das novas tecnologias. Trata-se de uma antologia, com episódios autônomos. É uma série que vai levar os seus neurónios ao extremo. De tão intensa e perturbadora, apesar de viciante, o melhor é não fazer longas maratonas desta série, sob pena de ficar com o sono perturbado.

Trailer:

 

La casa de papel (EN Money Heist / PT A casa de papel)

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2017 / 43 minutos / Drama, Suspense, assalto

Autor: Alex Pina

Idioma: Espanhol

Por unanimidade, os tripulantes do diário da qawwi elegeram esta como uma das melhores séries exibidas pela Netflix e quiçá da televisão. Um homem misterioso (o “professor”), planeia durante grande parte da sua vida um assalto na casa de moeda de Espanha. Para executar o plano, recruta oito pessoas que não tem nada a perder. O objectivo do professor é ter a opinião pública a seu favor. E será que você telespectador, vai apoiar a façanha destes ladrões? Simplesmente brilhante.

Trailer:

Imagens via ABC e Netflix

Cinema (Filmes / Séries)

Cinema | When the Bough Breaks – o filme que não consegue quebrar as expectativas| Opinião

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Direcção: Jon Cassar

Elenco Principal: Morris Chestnut, Regina Hall e Jaz Sinclair

Género: Drama

Ano: 2016

Imagens via comingsoon.net

O filme foi produzido pela Unique Productions e distribuído pela Screen Gems, mas pode ser encontrado no leque de propostas da Netflix. Com uma capa e título tão sugestivos, não sabemos por onde começar a opinar sobre a realidade deste decepcionante projecto. When the bough breaks conta a história de Laura (Regina Hall) e John (Morris Chestnut), um casal rico que infelizmente não consegue realizar o sonho de conceber um filho. Recorrendo ao último embrião que lhes resta, conseguem finalmente encontrar, através de uma agência, uma barriga de aluguer para o seu filho: Anna Walsh (Jaz Sinclair) uma jovem simpática, meiga, atraente e cheia de boas intenções.

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Depressa o casal convida a moça para morar com eles durante o período da gestação. Algo que logo a primeira desperta-nos um certo sentido de perigo, pois levar uma estranha para casa (pelo menos nos filmes), equivale a pedir sarilhos. Com efeito, Ana Walsh revela-se não ser tão estável nem tão inocente quanto parecia.

Este filme usa uma fórmula antiga (obsessão e afins) mas nada faz para acrescentar um diferencial que compense os cerca de 107 minutos cheios de treta. Como resultado, temos uma trama aborrecidamente previsível. Todos os “red flags” são praticamente atirados nos primeiros minutos da trama, mas mesmo assim, os protagonistas acabam envolvendo-se naquilo que torna-se o seu pior pesadelo. Para o telespectador, entretanto, o suspense é praticamente inexistente. Para que o roteiro funcione, a história obriga a que os personagens alterem o seu carácter e sejam inconsistentes. John, exemplo, o esposo exemplar, atento e esperto, começa a tomar decisões incrivelmente tolas nas horas mais importantes. Ou seja, os personagens não desenvolvem, nem movem a história. É ao contrário: a história sacrifica os personagens.

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Assim, nem o charme de Morris, a beleza de Sinclair ou o carisma de Hall salvam esta película. Certamente pretendeu-se passar aqui algumas boas lições, que até podem ser óbvias, mas ao usar este tipo de conceito, a indústria cinematográfica devia ter o cuidado de reformular e fazer sobressair os valores que realmente importam, de forma original, sob o risco de fracassar.

Confira o trailer o filme:

A nossa classificação: 2 de 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries)

Última hora: Black Mirror | divulgado trailer de filme interativo na Netflix

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Imagem via Cinepop

Quem aguardava desde Dezembro de 2017 por novidades da série Black Mirror não precisa esperar mais. A Netflix divulgou o trailer da película intitulada Bandersnatch, o qual, segundo consta, será um filme interativo, com uma duração de aproximadamente  cinco horas. Segundo a descrição do canal da Netflix no Youtube “no ano de 1984, um jovem programador começa a questionar a realidade a sua volta, à medida em que adapta um romance fantástico para um vídeo game, e começa a enfrentar um desafio perturbador

Confira o trailer:

Sobre a série:

Black mirror é uma série britânica de ficção científica lançada pela primeira vez no Channel 4 do Reino Unido, em dezembro de 2011. Os direitos da série foram posteriormente comprados pela Netflix em 2015, que produziu a terceira e a quarta temporada.

O episódio de estreia (temporada 1), na sua controvérsia, marcou o humor negro e os temas satíricos que tiram-nos do conforto e criticam a sociedade actual, ponderando sobre as consequências drásticas e imprevistas que podem advir do progresso da tecnologia.

Enquanto a Netflix deixa-nos na promissora espera pelo filme Bandersnatch, que vai ao ar amanhã (28 de Dezembro de 2018), os telespectadores continuarão de certeza a aguardar pela 5ª temporada da série, ainda sem data de estreia.

Mantenha-se ligado ao Diário de uma Qawwi para saber as novidades e para acompanhar opiniões sobre o filme e a série Black Mirror.

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões

Cinema | 5 Filmes para assistir neste natal|

O famoso natal está às portas! Já percebemos que esta época é bastante apreciada pelos humanos, especialmente as crianças que entusiasmam-se com os presentes. Para uns, tal como a nossa qawwi, o natal é um conceito muito estranho. Para os religiosos, é dia de celebração do nascimento de Jesus Cristo e para outros, é apenas mais um dia. Seja como for, estabelecem-se certas rotinas para esta época, incluindo a ceia de natal, o convívio em família ou maratonas de filmes adequados à ocasião. Neste post, seleccionamos 5 filmes para o acompanharem, seja por ser uma tradição que você adoptou ao longo dos anos, ou simplesmente pelo facto de sentir-se entediado e precisar de entretimento para ajudar a passar as horas.

Vamos conferir?

5. A Christmas Prince (Um príncipe de Natal) – 2017

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Imagem via Netflix

Alguns filmes natalícios da Netflix são um bocado (para não dizer muito) estereotipados, mas este tem um toque suave e romântico, próprio para quem busca inspiração no amor, em histórias mais cor de rosas (quase possíveis, se nos lembrarmos do príncipe Harry e de Meghan Markle). Bom para assistir em família. Se quiser, pode fazer a ligação com a sequela do mesmo, lançada em Novembro deste ano. Confira o trailer:

  1. Love actually (O amor acontece) – 2003

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Imagem via The Independent

Não sabemos o que mais gostamos neste filme: Colin Firth a falar português, o charmoso silêncio de Rodrigo Santoro, ou a versão natalícia de “love is all around you”. O certo é que o elenco de luxo e as histórias das personagens que cruzam-se ao longo da trama vão com certeza derreter-lhe o coração. Clássico imortal definitivamente recomendável.

  1. 13 going on 30 (De repente nos 30) – 2004

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E já que a ideia é entrar na onda nostálgica de voltar a sentir-se criança, nada como esta deliciosa comédia com a Jennifer Garner e o Mark Ruffalo. Os dois estão muito queridos neste clássico que não cansa, e que faz-nos repensar nos valores da amizade e do amor, e sobretudo de como é importante dar valor à cada fase da vida. Amantes de boa música dos anos 80 vão adorar a trilha sonora deste filme. “Because its thriller…”

 

 

  1. Christmas Calendar (Calendário de Natal) – 2018

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O filme foi lançado pela Netflix no mês passado, e não tem grandes movimentações, mas os fãs de Kat Graham (Bonnie – Vampire diaires), vão gostar a vê-la ao lado Quincy Brown. Fazem um bonito par, num cenário onde tudo parece perfeito demais para ser credível. Todavia, a película tem cores apelativas, e um enredo próprio para incentivar a nunca desistirmos dos nossos sonhos. A magia acontece, se dermos uma ajuda ao nosso próprio destino.

 

 

  1. The Holiday (O amor não tira férias) – 2006

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Além de ser uma trama super adequada à época, este filme é óptimo para ajudar a dar uma outra perspectiva para aqueles que estão com o coração partido. Que outra forma de começar o ano, senão com esperanças renovadas no amor?

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões

Cinema | Ralph Breaks the Internet – não apenas para as crianças|Opinião

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Título: Ralph Breaks the Internet (BR – Wifi Ralph – quebrando a internet)
Direcção: Rich Moore, Phil Johnston
Elenco Principal:  John C. Reilly; Sarah Silverman; Gal Gadot; Taraj P. Henson
Gênero: Animação
Ano: 2018
Imagens via Walt Dinesy Studios

Sinopse

“Ralph, o mais famoso vilão dos videogames, e Vanellope, sua companheira atrapalhada, iniciam mais uma arriscada aventura. Após a gloriosa vitória no Fliperama Litwak, a dupla viaja para a world wide web, no universo expansivo e desconhecido da internet. Desta vez, a missão é encontrar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope. Para isso, contam com a ajuda dos “cidadãos da Internet” e de Yess, a alma por trás do “Buzzztube”, um famoso website que dita tendências.” In Adorocinema

Opinião

Mal estreou em todos os países, este filme já tornou-se um estrondoso sucesso de bilheteria. Não é para menos. A animação que acompanha a jornada de Ralph, a virar do avesso o seu mundo para poder salvar o jogo de Vanellope, inunda qualquer um de gargalhadas. Audacioso, caloroso e divertido, a sequela de “Wreck it Ralph” (Força Ralph – lançado em 2012), traz uma incrível representação visual da internet e das complexidades existentes nas interacções sociais deste plano tão virtualmente real, que consome grande parte do nosso tempo. À semelhança, o filme prende a nossa atenção do princípio ao fim. A internet é uma ferramenta útil e positiva, mas pode, tão depressa, transformar-nos no nosso próprio inimigo.

É quase impossível não ficarmos absorvidos nas expansivas cores e na riqueza de detalhes produzidos nesta animação. Aliás, são tantos os detalhes, que mais valia serem mostrados num ritmo menos acelerado. A relação de Ralph e de Vanellope, por si só, é um aprendizado de crescimento, sendo um espelho para muitas das relações ao nosso redor. O filme inclui também vários cameos, como por exemplo uma “tropa de elite”, constituída pelas princesas da Disney (Ariel, Tiana, Merida, Pocahontas, Mulan, Aurora, Moana, Branca de Neve e etc).

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No geral, adoramos o conceito, embora nos pareça um bocado complexo para os mais novos (há não ser que sejam internautas e jogadores 24h e que já compreendam as dinâmicas das relações pessoais). Em boa justiça, o filme está classificado como PG, e é uma óptima aposta para uma sessão familiar, nesta época do natal.

Confira o trailer:

A nossa classificação: 5 em 5 estrelas

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

CINEMA | To the Bone (o mínimo para viver ) – Uma realidade incómoda| OPINIÃO

MV5BMTU1MTQ0NDAyNV5BMl5BanBnXkFtZTgwNjQ4MjE4MjI@._V1_UX182_CR0,0,182,268_AL_Título: To the Bone (BR: O mínimo para viver)

Direcção: Martin Noxi

Elenco Principal: Lily Collins, Carrie Preston, Lili Taylor, Keanu Reeves

Género: Drama, Comédia

Ano: 2017

 

Sinopse:

 “Uma jovem (Lily Collins) lida com um problema que afecta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e de ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar a sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.”

Opinião:

Medos, paranoias, distúrbios mentais, muitos já experimentamos ou pelo menos temos noção das implicações que estes estados têm na nossa vida. A película “to the bone”, revela ao pormenor como a anorexia pode transformar-se no mais grave dos distúrbios psicológicos. Ao longo da trama, somos expostos ao absurdo dia-dia de quem sofre com este mal. Apesar de o conflito vivido pelos personagens ser angustiante, a trama tem alguns momentos engraçados. Todavia, algumas cenas são tão incómodas, que a graça acaba por ultrapassar-nos. Há que realçar, entretanto, que é exactamente nesse aspecto, na perplexidade que a estranha realidade causa, onde encontrámos o louvor do filme. A película tem também uma boa fotografia.

 

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Imagem via Netflix

Outra temática abordada na trama é a forma como famílias disfuncionais podem moldar comportamentos, e o impacto das redes sociais nos adolescentes. A actriz que dá vida à Ellen – Lily Collins – causa algum choque ao apresentar-se em pele e osso no ecrã. Ao que consta, na altura perdeu muito peso para entregar-se à personagem, no qual navegou com naturalidade, visto que ela própria, em algum momento, enfrentou um problema parecido. O esforço não passa despercebido aos olhos dos críticos que acharam tanto a transformação como a performance de Lily, excepcional. A agradável surpresa deste filme, é também a participação de Keanu Reeves, na pele do médico terapeuta de Ellen. Uma actuação leve, que mostra a versatilidade do astro que já nos habituou a papéis mais movimentados e densos. No geral o filme é comovente e passa uma forte mensagem, fazendo-nos reflectir sobre este problema que afinal, é bastante preocupante, nuns contextos mais que em outros.

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Imagens via Netflix

A nossa pontuação: 3,5 de 5 estrelas.

Confira o trailer:

 

Cinema (Filmes / Séries)

Cinema |Top 7 filmes para ajudar a curar um coração partido|

Desde os mais experientes até os novatos, no amor todos nós já experimentamos em algum momento, partir o coração. Às vezes somos abandonados, e em outras ocasiões, abandonamos. Ambas situações não são nada divertidas. Uns recorrem à uma cervejinha e aos amigos, tentando dissimular a solidão que acomete nessa hora. Na ala feminina, o abraço das amigas, um bom vinho e a almofada, ou uma festa de pijama para as mais novas, normalmente serve. O bom é que todos superamos. Uns mais rápido que outros. O importante é não esquecer que sarar um coração partido é um processo, e quanto mais ajuda interior e exterior tivermos, melhor.

Se o seu coração neste momento deu uma de curtir um buraco negro, ou se você simplesmente quer sorrir e relaxar um pouco, continue a ler. O diário de uma qawwi seleccionou nesta resenha 7 maravilhosos filmes que vão ajudar a olhar para este drama da vida com outra perpesctiva. Sayonara às mazelas amorosas, agarre a tal cervejinha (ou não) e divirta-se com uma das nossas sugestões.

  1. 500 days of summer (500 dias de Summer) – 2009Screen_Shot_2018-08-08_at_12.51.04_PM

Não se pode falar de um filme para curar o coração partido, sem mencionar o clássico 500 days of summer. Neste filme, um romântico escritor surpreende-se quando a sua namorada termina o namoro repentinamente. Retratando como um rompimento pode nos deixar devastados, especialmente se acreditamos que quem nos deixou era “a tal”, a nossa “alma gémea”, este filme mostra como recuperar e redescobrir as nossas paixões individuais, e que pese embora pareça o fim do mundo, há sempre uma reviravolta e todos os dias são um recomeço. O importante é não deixar de acreditar.

Confira o trailer:

  1. Table 19 (Mesa 19) – 2017

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É chato irmos para uma festa de casamento sozinhos, especialmente se o irmão da noiva é quem acabou de nos dar um pé na bunda para ficar com outra, não é verdade? Mas sabem o quê? Bola para frente, não vamos deixar de viver, nem de nos divertir. Afinal, sempre podemos fazer novos amigos e nunca sabemos o que, de facto, o destino e o futuro nos reserva.

Confira o trailer:

 

  1. Qualquer gato vira lata – 2011

qualquer-gatoDepois de ser desprezada pelo namorado mimado e mulherengo, Tati busca maneiras de reconquistá-lo. Para isso, ela procura Conrado, um professor de biologia que defende uma polêmica tese sobre as conquistas afectivas humanas e as atitudes dos animais.

Apesar de ser uma comédia romântica mediana e previsível, Malvino Salvador e Cleo Pires conseguem arrancar gargalhadas de qualquer gatinho/gatinha pinguço/a perdido nos becos dessa tragédia. Jamais se esqueça, você é um ser maravilhoso e ele (ou ela) está prestes a arrepender-se por o/a ter deixado/a.

Confira o trailer:

 

  1. Hes just not that into you (Ele não está tão a fim de você) – 2009

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Estão a ver quando alguém vem e nos diz “o problema não és tu, sou eu”? ou então “não tenho capacidade de assumir um compromisso agora?” não duvide da palavra, pois esta pessoa não está a brincar.

Esta é uma comédia deliciosa que vai fazer você entender, de uma vez por todas, que de nada serve forçar alguém a nos amar. Quando se ama, ama-se, senão, azar. O melhor está sempre por vir.

Confira o trailer:

  1. The War of the Roses (A Guerra das Rosas) – 1989

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Talvez sejam muitos anos de convivência, talvez você (acha que) ainda o/a ama, talvez haja o medo da sociedade, do que as pessoas vão falar, ou simplesmente tenha medo da solidão, seja como for, se a coisa está mal, não vale a pena insistir. Respire fundo e saia por bem da situação, antes que acabe saindo por mal. Na dúvida, dê uma olhada neste filme.

  1. Sliding Doors (1998)

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“Helen pode pegar o trem ou não. A sua vida será completamente diferente de acordo com o que fizer: se pegar o trem, vai conhecer James e encontrar seu namorado com outra, se não pegar, vai chegar tarde em casa tarde e continuar uma vida de enganos.”

O maravilhoso deste filme, é que nos deixa com uma inspiradora revelação. Nada acontece por acaso. Aquilo que hoje parece mau e nos deixa arrasados, amanhã pode ser uma verdadeira benção.

Trailer:

  1. Man Up (Desencontro Perfeito) – 2015

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Para o nosso top 1, escolhemos man up, pois este filme britânico é uma daquelas comédias românticas algo subestimadas. Com actuações leves e impecáveis, plausibilidade palpável no enredo a que se propõe, o filme deixa-nos com uma sensação de calor no coração, esperança no amor repentino e a ajustar a auto-estima. Antes de reclamarmos o amor de alguém, temos de nos permitir amar-nos a nós mesmos, e que quem tiver de gostar de nós, irá o fazer, com todas as nossas imperfeições. Só assim vale a pena.

Trailer:

 

Esperemos que goste 🙂

Especial Halloween

 

 

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema |Especial Halloween: 5 Filmes para arrepiar os amantes do terror|

Especial Halloween

O Halloween (ou “dia das bruxas”) é uma celebração muito popular nos Estados Unidos da América, que entretanto alastrou-se para vários outros países. Entre as actividades do Halloween, as mais populares pelo mundo são as festas de fantasia, jogos, histórias, comidas com temas assustadores, e claro, maratonas de bons filmes de terror. Pensando nos amantes do Halloween e nos apaixonados por uma boa película de terror, o diário de uma qawwis reuniu nesta lista 5 incríveis filmes que tem tudo para arrepiar dos pés a cabeça nesta enigmática época do Halloween. Confira a lista:

  1. The Conjuring (A Invocação do mal) – 2013

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Sinopse:

“Os investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren trabalham para ajudar a família aterrorizada por uma entidade demoníaca em sua fazenda.”

 

 

 

 

O que há de assustador neste filme: a película é baseada em eventos reais e envolve demónios (haja coragem para enfrentar a trama). Cuidado, não vá depois pensar que os demónios estão debaixo da sua cama.

  1. Sinister (A entidade) – 2012

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 Sinopse:

“Ellison (Ethan Hawke), é um escritor que acaba de se mudar com a família. No sótão da nova casa ele descobre antigos rolos de filme, que trazem pessoas sendo assassinadas misteriosamente. Intrigado com o que eles representam, ele decide investigar os assassinatos, mas não sabia que estava colocando sua própria família em perigo.”

 

 O que há de assustador neste filme: depois deste filme, diremos adeus à “ambição” e passaremos a entender muito melhor o significado do ditado “a curiosidade matou o gato”.

  1. It (A coisa) – 2017

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Sinopse:

“It começa com o assassinato de uma criança, Georgie Denbrough, no bueiro local durante uma tempestade, na pequena cidade de Derry. No verão de 1989, o irmão mais velho de Georgie, Bill Denbrough, e seu grupo de amigos, denominado de clube dos perdedores (Losers Club), por serem crianças fora dos padrões, e que sofrem bullying, começam uma busca pelo assassino, descobrindo que o assassinato foi cometido por uma entidade do mal; Pennywise, uma criatura metamorfa, eventualmente transformada em palhaço, que está se alimentando do medo das crianças. Então Bill e o clube dos perdedores decidem enfrentar a criatura e colocar um fim nos assassinatos das crianças.”

O que há de assustador neste filme: Depois deste filme (baseado no livro de Stephen King) as chances de você adquirir uma fobia por palhaços não são nada remotas. Ademais, a premissa de que a única forma de sobreviver é não ter medo, é exactamente o que assusta.

  1. The Exorcist (O Exorcista) – 1977

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Sinopse:

“Uma actriz vai gradativamente tomando consciência de que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que também é um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.”

O que há de assustador neste filme: incontestável clássico do terror, este filme não perde a majestade quando se trata de arrancar os gritos de susto. Ainda por cima, dizem que após produção, o filme trouxe muitas maldições ao envolvidos. Mais arrepiante que isso, impossível.

  1. The Skeleton Key (A Chave) – 2005

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Sinopse:

“Caroline Ellis, uma enfermeira cansada de presenciar a morte  de tantas pessoas, deixa seu emprego num hospital para ser “babá” de Ben, um homem que sofreu um derrame, marido da rude senhora Violet Deveraux, que no primeiro dia de trabalho entrega a Caroline uma chave capaz de abrir todas as portas de sua enorme e horripilante casa. Com o passar do tempo, além de proibições misteriosas, a jovem ali depara-se também com sombrios segredos que ameaçam sua vida e suas crenças.”

 O que há de assustador neste filme: o desenrolar da trama pode até ser bem mais leve em comparação aos outros filmes aqui listados, mas o final macabro e surpreendente é que levam-no a estar no topo 1. É de fazer cair o último dente.

E você? Já viu algum destes filmes ou conhece outro bem mais assustador? Deixe o seu comentário.

Especial Halloween

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões, Resenhas

Cinema | “NAPPILY EVER AFTER” – Porque é que as mulheres deviam ver este filme| Opinião

 

Título: Nappily Ever After (PT: Agarra-te à vida, não ao cabelo)

Direcção: Haifaa al-Mansour

Elenco Principal: Sanaa Lathan, Ernie Hudson, Lyig Bent, Lynn Whitfield, Ricky Whittle e Camile Guaty

Género: Drama, Comédia Romântica

Ano: 2018

Sinopse:

“Violet Jones é uma mulher bem-sucedida que considera a sua vida perfeita. Um óptimo namorado e uma rotina organizada meticulosamente para conseguir estar sempre impecável. Quando o seu namorado mostra-se não ser quem ela esperava, Violet muda a vida radicalmente, descobrindo que o caminho em que se encontrava não era o ideal”

Opinião:

A Netflix continua a apostar em comédias românticas que tendem a mirar-se no seu público. A história de Violet, uma mulher de sucesso, que desde cedo alisa o cabelo para ter a aparência ideal e desejável pela sociedade, não é uma realidade estranha. Como muitas pessoas, Violet tem tudo para ser feliz, mas falha esse desiderato por uma simples razão: é a felicidade dos outros, e não a sua, que ela persegue. Ela percebe isso quando raspa o cabelo, numa intensa cena que faz rir e chorar ao mesmo tempo. O filme é baseado no romance de Trisha R. Thomas, e aposta em Sanaa Lathan para emprestar o lado leve e vulnerável de Violet. A trama tem uma e outra reviravolta comovente, mas de forma geral acaba sendo um lugar comum.

Apesar disso, é um filme bastante oportuno para o seu público alvo, especialmente para as mulheres que gostam do cabelo natural, seja ele crespo, liso, ou de qualquer outro feitio. Afinal de contas, vivemos numa sociedade que incentiva-nos a ser tudo, menos nós mesmas. Somos codificadas a acreditar que certo tipo de cabelo, de roupa, de corpo e até de comportamento, são melhores que outros, e acabamos por nos esquecer que tudo isso não passa de mero fabrico da sociedade. Aliás, para cumprir agendas impostas por essa mesma sociedade, afundamos as nossas necessidades e prioridades e acabamos por nos perder no abismo. A verdade é que não existe beleza física possível, sem brilharmos por dentro. Não é errado gostar-se de extensões, ou de cabelos lisos, até porque tudo o que nos torna belas é desejável. Errado é fazerem-nos acreditar que o cabelo natural é feio. O filme desmistifica essas possíveis inverdades e revela de forma gratificante, a protagonista a assumir o seu verdadeiro eu, depois de muito rebuscar a sua alma.

Confira o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=3xh9XFxo2Hg

Imagens via Netflix.

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A nossa pontuação: 4 em 5 estrelas.

(por VF – da tripulação)

Cinema (Filmes / Séries), Resenhas

Cinema| – “SET IT UP ” para uma tarde aborrecida de Domingo |Opinião

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Título: Set it Up (BR: Plano Imperfeito

Direcção: Claire Scanlon

Elenco Principal: Zoey Deutch, Glen Powell, Taye Diggs e Lucy Liu

Género: Comédia Romântica

Enredo:

Desesperados por um pouco de sossego, dois assistentes criam um plano para fazer com que os seus dois chefes apaixonem-se.

Opinião:

Bom, depois das habituais atribulações da semana e da jornada laboral, às vezes o queremos num Domingo é tranquilidade, um filme leve para assistir e até quem sabe pipocas caseiras a acompanhar, não é verdade? Foi nessa senda que num fim de semana espreitei o trailer de “Set it Up” na Netflix. Cheirava a mais uma comédia romântica mediana cheia de clichés. Afinal, o trailer não era tão esclarecedor assim. Apesar dos seus contornos previsíveis, o plano diabólico de Charlie e Harper para que os seus horríveis chefes apaixonassem-se é hilariante e rende boas gargalhadas. Neste ambiente, de forma muito subtil, o filme remete também à outros temas, como independência, empoderamento e redescoberta tanto a nível profissional como pessoal, mostrando-nos que nunca é tarde para recomeçar. Quanto as actuações, para além de Lucy Liu, uma boa actriz, não conhecia os outros actores, mas a jovem que dá vida à Harper parece natural no seu papel, o que torna a personagem dela das mais engraçadas. O roteiro falha ao não desenvolver como merecia a relação dos dois chefes e os outros temas de fundo. A dada altura, é feita referência ao filme “the Parent Trap” (PT: Pai para mim, mãe para ti/BR: Operação cupido), que acaba inspirando todo o conceito de Set it Up. Enquanto considero the Parent Trap um clássico, acho que Set it Up não possui nenhuma robustez que o assegure tornar-se um filme inesquecível na memória dos telespectadores. Algum problema? Bom, eu não vejo mal em, de vez em quando, passarmos umas horinhas descontraídas, com um filme sem muita (ou nenhuma) profundidade para aquecer os neurônios. Este é o tipo de filme para quem procura isso. Ligeiro e engraçado, bom para uma tarde aborrecida de Domingo.

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Imagem via Netflix

Confira o trailer:

A nossa pontuação: 3,8 em 5 estrelas

(Por VF – da tripulação)