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#29 | artigos que não podem faltar em casa (e no coração) de um ser humano – casos de emergência

 

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Imagem: rutagourment

Sonolenta, deambulo pelas vastas esquinas do centro comercial. Porque é que estas tais “lojas” tem de ser tão grandes? Por outro lado, tivesse eu dormido na cama, teria evitado as dores nas costas. Todavia, adormeci no sofá da sala, a ver na tv as notícias sobre ciclones tropicais. Por conta disso, a primeira coisa que fiz ao acordar na manhã seguinte, antes de ir ao cartório, foi verificar os armários, e compilar uma lista de compras. Neste planeta, tudo é possível, especialmente nos últimos dias, em que as mudanças climáticas fazem valer a sua definição. Desastres naturais são imprevisíveis e inevitáveis. Em caso de emergência, um pouco de preparação e alerta, pode significar a linha ténue entre a vida e a morte.

Começo a recolher da prateleira os itens da minha lista. O primeiro é a água. Os humanos julgam que este bem está disponível a todo o tempo. Por causa da minha missão, posso garantir com toda a segurança, que não é o caso. Até porque pode ocorrer de ficarmos sem sistema de abastecimento, ou simplesmente impedidos de sair de casa. Regra de ouro: ter boas reservas de água potável. 4 litros por pessoa, por dia, deve ser suficiente.

Item número dois: medicamentos. Apesar de recorrer a eles só em última instância, é sempre bom ter um kit com pelo menos paracetamol. E no meu caso, já que agora qualquer ferimento precisa de cuidados (ja não cicratizo automaticamente), um kit de primeiros socorros também ajuda.

O terceiro item são velas. Corrente eléctrica pode falhar. Manter um conjunto de velas e um pacote de fósforos pode salvar do escuro durante esses períodos incertos.

Quarto item: comida não perecível. A cruz vermelha recomenda ter sempre comida para pelo menos duas semanas em caso de nos encontrarmos retidos em casa ou à espera de evacuação. Não é necessário que se acumule somente enlatados de feijão. Podemos ter comida não perecível que na verdade vamos gostar de comer, numa situação destas.

Por último, vou atrás de pilhas. Desde que estejamos bem preparados, telemóveis e computadores (essas ferramentas que tornaram-se um só com os humanos), podem continuar a funcionar, mesmo se a electricidade for abaixo. É sempre bom manter power banks carregados, baterias carregáveis e pilhas para os paraelhos que funcionam a essa base. Assim mantemos contacto com os mais próximos em caso de emergência.

– Linan?

As pilhas quase caem no chão. Não creio nos meus olhos.

– Fatinha…!

Recebo dois ardentes beijos no rosto. O calor deixa-me embaraçada. O que faço com esta vontade de abraçar Fatinha? À medida que o tempo sarou-me, senti a sua falta. Da sua amizade. Enquanto em conflito comigo mesma, não fui capaz de perceber que havia sido algo injusta com ela. Ensaio dentro de mim as desculpas. Mas limito-me a comentar:

– Há muito que não te via, Fatinha.

– Mudei de cidade. Linan, sinto-me tão culpada por tudo o que aconteceu…

– Fatinha…

– Deixa-me falar, por favor. Nunca tivemos oportunidade.

– E nem é preciso…

– Para mim é – interrompe com firmeza – Fiquei para morrer quando tu e Will terminaram. Estávamos arrasados pelo teu desaparecimento e talvez tenha sido esse desespero que acabou levando-nos a cometer aquele deslize. Porque foi só isso, um deslize. Algo passageiro, numa noite de bebedeira e de lágrimas. Depressa nos apercebemos que tinha sido um erro. Will é um homem especial, e não vai amar outra que não tu. E sinceramente, nunca perdoei-me por ter perdido a tua amizade.

As palavras entalam-se na língua. Dou por mim envolvida pela lembrança da visita ao cartório naquela manhã. Tinha sido com o propósito de assinar os papéis do divórcio. Não foi uma experiência agradável. A sala quente guardara uma gelada agonia. Uma tensão parecida a do ambiente que espera um caçador abater a presa. É um processo doloroso por natureza. Pouco humano. Will e eu assináramos a certidão, sem trocarmos muitas palavras. No fim, ele foi-se embora. Nem sequer lembro-me de ter visto o seu rosto. Parte de mim ficou derrubada ao saber que “oficialmente”, passáramos a ser nada um para o outro. Mas assim era. A reciclagem humana. O varrer e o despejo dos cacos.

– Não guardo ressentimentos Fatinha, e honestamente, peço desculpas se tratei-te mal. Na verdade o Will e e eu acabamos de assinar o divórcio.

– Oh não. Linan…

– Va la Fatinha – os meus lábios curvam-se num leve sorriso e então abraço-a. – não te sintas mal. Compreendo. Passa lá por casa um dia destes.

– Passo sim – concorda Fatinha

É incrível como tudo passa. Quem diria. Neste momento, nada do que tinha acontecido importava. Eram apenas marcas e recordações, como a foz que desaguou no mar.

Confiro os itens no cesto. Está completo. E dentro de mim, como a ponta de uma vela, acende-se uma estrela, clareando o sentimento renovado de tranquilidade e reconciliação. Coisas indispensáveis para o coração de um ser humano.

Resenhas

7 passos para superar o fim do relacionamento através da música

O fim ou a perda de qualquer relacionamento humano (amizade, namoro, rompimento familiar) é doloroso. Especialmente quando a pessoa com quem rompemos é importante para nós. Por isso os psicólogos equiparam à uma perda física. É dito, inclusive, que os 5 estágios da perda (negação, negociação, ira, depressão e aceitação) também aplicam-se a um rompimento.

Há quem atravessa esses estágios de uma vez. Há quem o faça aos poucos. Há quem não segue a sequência, e há os mais fortes, que dispensam algumas ou todas essas etapas.

Onde entra a música aqui?

Bom, canções não servem somente para entreter. Elas têm um impacto mais profundo no nosso consciente. Assim é, que na psicologia desenvolveu-se a corrente da musicoterapia.

A resenha de hoje traz temas musicais, que podem servir de terapia no processo do rompimento, caso o seu coração esteja a atravessar uma fase mais cinzenta. Vamos a isso?

Fase 1 – Em buscas de respostas

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A fase mais melancólica e dramática. Não importa se você é homem ou mulher, se foi obrigado(a) a terminar, ou se foi você o largado(a). Nessa altura, é normal buscar-se respostas.  Questionar o porquê do fim. Afinal, a repentina ausência daquela pessoa, dói. Aproveite para escutar as músicas nesta secção. Sinta-se à vontade para gemer na almofada, pois não há vergonha nenhuma nisso. Faz parte do processo.

Where did we go wrong – Toni Braxton e Babyface

Onde é que falhamos? Será que é tudo culpa minha?”

Ilegal – Shakira

Desde que foste embora, ando a roer as unhas. E a fazer-me as mesmas perguntas, de novo e de novo

Fase 2 – Negação

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Imagem: Shutterstock / Antonio Guillem

Claro, tem aqueles momentos em que simplesmente nos recusamos a aceitar que acabou. E agimos como verdadeiros tolos. É normal. E há quem está pior que nós. Escute:

Impossível acreditar que perdi você – Toni Platão

Não, eu não consigo acreditar no que aconteceu. É um sonho meu, nada se acabou. É impossível, não consigo viver sem você. Volte, venha ver, tudo em mim mudou

Fase 3 – Negociação

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E então, caímos na asneira de implorar e tentar negociar. Dizemos que vamos melhorar os nossos defeitos, que vamos abandonar certos hábitos (ao estilo super dramático de Leonardo). Não faça nada disso. O amor não se mendiga. Ninguém muda nem dá nada, se não quiser fazê-lo por iniciativa própria. Portanto, Se for negociar, inspire-se na música abaixo, só e somente se achar que de facto vale a pena lutar por esse amor.

If you leave me now – Chicago

Se me deixares agora, levarás grande parte de mim. Por favor, não vás. Quero que fiques. Um amor como o nosso é difícil de encontrar

Fase 4 – Recaída

A certa altura, um dos dois vai ficar tentado a voltar atrás. Nem que seja apenas para relembrar os velhos tempos. Nesse momento, entra-se numa espécie de limbo. Afinal de contas, a relação terminou, mas vocês continuam a ver-se. Lembre-se apenas de uma coisa: você não nasceu para ser joguete. Grandes são as chances de as coisas continuarem onde estão, ou seja, no término. Para o seu próprio bem, evite as recaídas. Vá mas é sair com amigos, curta aquele futebol, aquele cineminha e quando sentir-se prestes a cair em tentação, dance ao som destas canções:

Dance you off – Benjamim Ingrosso

Quero apenas dançar até esquecer-te. Quero sentir este momento com qualquer outra pessoa, menos tu. E vou conseguir

Call me when you’re sober – Evanescence

Não chores para mim, se me amasses, estarias aqui comigo. Se me queres, vem encontrar-me. Decide-te

Fase 5 – Ira

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O fim de um relacionamento, principalmente se repentino e “injusto”, pode deixar-nos irados. Por tudo o que sofremos, temos todo o direito de nos sentirmos zangados. Liberte a fúria, e grite ao som destas músicas:

Love yourself – Justin Bibier

Tenho estado tão concentrado no trabalho que nem me apercebi do que estava a acontecer. A verdade é que durmo melhor sozinho

Irreplaceable – Beyoncé

Não vou derramar uma lágrima por ti. Nem perder uma sequer noite. Porque na verdade o que impora é que substituir-te é muito fácil

Never ever – Taylor Swift

Nós nunca, nunca, jamais, voltaremos a estar juntos

Enquanto eu brindo cê chora – Bruno e Marrone

Enquanto eu brindo ‘cê chora. Porquê não levanta da mesa tem táxi lá fora? Você se achava perfeita, insubstituível. Te ver desse jeito chorando era tão previsível

Fase 6 – Aceitação

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Source: Image Source/Dan Bannister / Getty

Depois do momento da ira, começamos a aceitar a realidade. Acabou. É normal sentir saudades. Ainda assim, somos capazes de compreender que a dor aos poucos passará. Há que ter paciência e ser gentis connosco mesmos.

 Better in time – Leona Lewis

Com o tempo, vai melhorar

Sleeping with a broke heart – Alicia Keys

Esta noite vou encontrar uma forma de seguir sem ti

Fase 7 – caminho da esperança e rumo ao futuro

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Imagem: Pinterest – in Breath Travel

E então, chega a fase em que você volta a sentir-se forte, de bem com a vida, cheio(a) de esperança. Celebre a vitória do coração sarado ao som destas músicas:

Survivor – Destiny Child

“Sou uma sobrevivente, não vou desistir, continuarei a sobreviver”

I’m still standing – Elton John

“Continuo em pé. Bem melhor que antes”

I’m still breating – Toni Braxton

“Achaste que o meu mundo ia acabar, no momento em que saíste por aquela porta? Não, não eu. Ainda estou a respirar”

A canção campeã…

Afinal de contas, o mais importante, antes de tudo e de qualquer coisa, é sabermos ser felizes, perfeitamente sós. Procede?

Perfeclty lonely – John Mayer

Nada por fazer. Ninguém senão eu próprio. E é tudo o que eu preciso. Estou perfeitamente só. E é desse jeito que quero estar

Outras dicas:

Quando estiver triste por causa de um rompimento, tente fazer coisas que o animem. Não remoa o assunto. Foque-se em si, viaje bastante, esteja com amigos(as), divirta-se, e sobretudo, ame-se muito. Não se agarre ao passado, nem se deixe levar pelo pensamento de que você fez algo de errado. Se terminou, talvez, simplesmente, não fosse para ser.

Desabafo de uma qawwi

#27| Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia da sua vida

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Imagem: The International Educator

Nos últimos meses, encarar a vida como humana parece-me uma tarefa mais aceitável. Às vezes ando pelas ruas, absorta nos meus pensamentos, ardendo na tal melancolia, esse manto que se agarra a quem caminha só. Outras vezes, caminho mais atenta. À procura de sinais escondidos da missão que falhei. Quem sabe haja algo no semáforo fechado, na mulher de mão estendida, ou no andaime suspenso.

Há momentos em que busco tão-somente um rosto amigo. Nessas alturas, sou capaz de ver Will. No rosto do vendedor de jornais da esquina, por exemplo. Ou no simpático vizinho que dispensa alguns segundos das suas manhãs para cantar-me os bons dias. À medida que o tempo passa, eu aprecio esta memória viva dentro de mim. Aceito-a.

Todavia, há outros aspectos da vida humana que são praticamente insuportáveis. Não poder teletransportar-me é angustiante. Não tolero andar de carro, por isso a bicicleta acaba sendo um meio termo. Custa-me habituar-me as estranhezas do corpo humano. Quantas vezes acordo a meio da noite, com impetuoso calor? Que dizer então quando acomete-me uma terrível dor de cabeça? Ah, a dor de cabeça. Essa espanstosa novidade.

Em momentos de ansiedade, deixo-me sentar ao luar, entre as árvores do quintal. É assim que resolvo os meus conflitos. A olhar para estrelas, sem pressa. Permitindo-me lembrar que além delas, há muito mais. Um dia, quem sabe, eu volte ao meu planeta. É essa esperança que me consola.

A dor de cabeça começa a ceder. O stress por causa do deadline desaparece. A situação, subitamente, parece-me ridícula. Eu, Linan, stressada por causa de trabalho? Solta-se de mim uma morna gargalhada.

Algo que causou-me admiração logo que cá cheguei, foi o tempo reduzido dos humanos. 70 entre 80 anos. Essa é a média geral de vida. E mesmo assim, esta espécie passa a maior parte do tempo a trabalhar. Eu até compreendo. O sistema não permite que seja diferente. E ter um trabalho, chega a ser uma grande dávida. O que eu não compreendo, entretanto, é como tantos humanos deixam que o trabalho os frustre, sugue a vitalidade. Onde está benefício nisto? Como é que milhares de pessoas conseguem estar ao serviço de empresas e de empregadores que não valorizavam o seu esforço, nem o seu tempo? Como é que conseguem trabalhar em algo que abominam? É aterrador. E sabem porquê? Porque hoje, como humana, não tenho outra opção senão trabalhar. No princípio, achei que não fosse capaz. Mas aos poucos, a solução desvelou-se. Lenta e infalível.

Eu falo muitas línguas. Mais de quinze. Assimilei-as como quem bebe água, quando ainda era qawwi. O que eu não sabia, é que isso podia converter-se em dinheiro. Foi uma boa surpresa descobrir que ensinar outros humanos, é um trabalho comum neste planeta!

Comecei por trabalhar com crianças. Estar com elas era quase como regressar a Stefanotis. E não demorou muito para depressa começarem a surgir vários pedidos distintos. Queriam que ensinasse adultos. Que trabalhasse com umas tais “instituições”. Passei a oscilar entre “intérprete”, tradutora” e “educadora”. É engraçado como no planeta terra podemos ser várias coisas ao mesmo tempo. Isso fascina-me. O novo trabalho obriga-me a viajar com frequência. Quer dizer, andar pelo mundo e conhecer pessoas, experimentando a terra com olhos de humana, não é de todo uma obrigação. Quando muito, um acto de diversão.

“Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia da sua vida”. Disse Confúcio, um pensador e filósofo. Colei esta frase na parede do meu escritório em casa. É a prova da sabedoria humana.

O mais importante não é o dinheiro que estou a ganhar. As utilidades para ele não são tantas. A forma como o trabalho está a transformar-me sim, é fabulosa. Diminui os vácuos dentro mim, transformando-os em luminosos jardins. Em suma, o trabalho faz-me sentir, pela primeira vez, curiosidade, e até uma pontinha de alegria em ser humana.

– Oh mãe, tenho mesmo de ir? – pergunta uma voz firme e meiga. Érica surge na varanda. Coloca a pomposa mochila às costas, lança-me um olhar desgostoso – raramente estou contigo… um fim de semana é muito pouco!

Levanto-me da grama e ajeito a gola do casaco da minha filha.

– Por mim ficavas aqui o ano todo meu amor, só que o teu pai vai chatear-se se eu não for deixar-te. E se no próximo feriado formos passear? Podíamos ir acampar na praia, como fizemos na páscoa, o que achas?

Érica agita-se com os olhos saltitantes de excitação.

– O pai também vai?

– Só nós duas, meu amor.

Indignada, e como forma de protesto, ela saca os headphones cor de rosa do bolso e os mete nos ouvidos.

– Tu e o papá são uns chatos…

Acompanho a minha filha até a casa do pai. De táxi, a rota demora cerca de 15 minutos.

No portão da vivenda, Will está com uma mulher. Ela despede-se dele de forma bastante afectuosa, antes de enfiar-se num vistoso mercedes.

O meu coração bate mais depressa. Faz tanto tempo que não vejo aquele homem. Deixou a barba crescer. Parece mais velho. Tal como eu, ele também tem um trabalho. Sempre teve, pese embora eu só agora compreenda esse fenómeno na sua plenitude.

– Entra, Linan.

Mal reconheço a sua voz. Há alguns meses eu disse que queria o divórcio. Longe de imaginar que com isso, abriria as portas para a chegada de um estranho. Como quando uma árvore caí. A raiz, quem sabe, reaaproveite-se. Mas ela, jamais será a mesma.

– Senhorita Érica, depressa a lavar as mãos para vir jantar, faça o favor…

– Sim paizinho, mas não te esqueças que não tenho mais seis anos, faça o favor você também! – reclama Érica correndo pelas escadas, as botas de couro ressoando pelo soalho.

– Anda cá uma reclamona… – comenta Will, debruçando-se sobre a mesa onde estão espalhadas várias folhas gigantescas, réguas e esquadrões. Will procura algo. Se calhar o lápis encaixado na sua orelha.

– Will…

– Sim? – ele ergue a cabeça. Nos seus olhos já não há o brilho que a qawwi em mim conheceu um dia. Neles, somente uma interrogação – ah… a papelada. O advogado prometeu que até para semana finalizamos tudo, não te preocupes, estamos quase.

– Não era isso – respondo constrangida. – O lápis… – faço um gesto indicando a orelha.

Will encontra o lápis. A gargalhada que deixa escapar, floresce como uma primavera, e deixa-me mais à vontade para concluir:

– És um pai exemplar Will. Estás a fazer um bom trabalho com a Érica, ela é uma menina incrível. É isso que queria dizer.

Ele parece confuso.

– Estamos os dois, certo?

Respiro, anuo e levanto a mão.

– Bom Will, até outro dia.

Ele parece um pouco apreensivo quando pergunta-me se quero ficar para jantar.

– Se não tiveres outro compromisso, já que – ele parece cada vez mais incerto – sei perfeitamente que tens estado ocupada mas… – acaba por travar – bom, o que estou a tentar dizer é que és bem-vinda a ficar. A jantar connosco.

Observo-o de novo. Sinto-me tão insegura. Que vontade de ficar. Mas sei que não posso. Tampouco sou capaz de entender se ele de facto o quer. Os seus olhos castanhos costumavam ser a janela da sua alma. Todavia, eles carregam agora a densidade da matéria. São os olhos da diplomacia.

– Gostaria de ficar, Will, mas acho que não posso, tenho um prazo para fechar esta noite.

– Imaginei. Mas fico feliz por saber que estás a gostar do teu trabalho. Da tua nova vida.

O meu peito quebra-se em duas partes. Metade fica naquela sala, batendo acelerado. A outra metade segue comigo, controlado. Sim, o gostar de viver às vezes não é mais senão do que saber ser-se humano por si próprio. Saber que o amor pode distanciar, mas que a vida seguirá.

Desabafo de uma qawwi, Dicas

#18| Imploramos: jamais toque estas músicas no dia do seu casamento

A música é das melhores criações do ser humano. Ela revela os vários sentimentos que trazemos dentro de nós. O meu noivo Will disse-me que num casamento, as músicas tocadas, especialmente as para os momentos mais solenes, definem o tom do próprio casamento. Por essa razão, eu e ele estamos a escolher com rigor os temas que vão ambientar a nossa cerimónia. Segundo o meu noivo, existem músicas que são bastante inapropriadas para este tipo de evento, mas que por serem tão populares (e de facto muito boas) ou por terem um caris (aparentemente) romântico, acabam por entrar no repertório e até são dançadas, sem nos apercebermos de que na verdade trazem uma mensagem oposta daquilo que sentimos ou que gostaríamos de partilhar. Nesta lista, Will e eu seleccionámos algumas músicas que não queremos, de jeito nenhum, no dia do nosso casamento. E partilhamos para que você também implore ao seu DJ para jamais tocar na sua cerimónia.

  1. O grande amor da minha vida – Vavá

Não deixe-se levar pelo título desta música. Você não vai querer dar a entender que está a casar-se mas que o grande amor da sua vida é outra pessoa. Portanto, mate o DJ se ele colocar esta música durante a cerimónia.

  1. When I was your Man – Bruno Mars

Por muito bonita e romântica que seja esta balada, a mensagem é simplesmente lamentável para um casamento.

  1. Suspicious Mind – Elvis Presley

Will e eu adoramos esta música, mas para um casamento a mensagem é inapropriada. Se decidimos casar, com certeza que não estamos presos numa armadilha, nem desconfiados um do outro.

  1. Gold Digger – Kenny Waste

Por acaso o(a) seu(sua) amado(a) é um(a) gold digger? Cremos que não, então, por amor do Deus, não toquemos esta música.

  1. To all the girls I loved before – Julio Iglesias e Willie Nelson

Clássico apelativo, mas totalmente fora do contexto. O dia é dedicado ao amor da sua vida, e não aos amores do seu passado.

  1. A outra – Matias Damásio

De facto, muito popular. Mas dá para um casamento? Escute e tire as suas próprias conclusões.

  1. Its over – Rod Stewart

Apesar de metade desta balada dedicar-se a descrever aquilo que foi um casamento bonito, a música fala de um divórcio sangrento. Risque do repertório

7 – Take a picture of this – Don Henley

A música (tradução) diz algo mais ou menos assim: “no dia do nosso casamento, todos os nossos amigos regressaram para dar os parabéns. Criamos a nossa família, fomos tão felizes. Mas agora essas crianças cresceram e seguiram em frente. Isto é uma mala. Já não há razão para ficar. Passaste toda a tua vida a olhar para fotos do passado. Aqui está mais uma para o álbum. Tira uma foto disto. Eu a ir embora. Tira uma foto disto. Eu a partir.”

  1. Send my love – Adele

Adele é das melhores artistas do planeta, mas sinceramente, é melhor evitar fomentar recadinhos de ex companheiros(as) no casamento. O mesmo aplica-se a outras músicas da Adele, como “somenone like you” e “hello”. Inconvenientes e constrangedoras, no mínimo.

  1. Everybreath you take – the Police

Começamos a entrar em território cada vez mais perigoso. Este maravilhoso clássico dos the Police, a primeira vista parece ser uma declaração de amor, mas não é. Trata-se de alguém com comportamento doentio, de “stalker” (perseguidor). Você não é um “stalker” na vida do(a) seu(sua) amado(a), pois não?

  1. Love Hurts – Nazareth

O amor não dói, nem é espinhoso para quem está a casar. Ou é?

  1. Highway to Hell – ACDC

Dá muita vontade de cantar e seguir o coro deste tema. De preferência usando uns óculos escuros, como nos filmes. 5 será que o altar é uma auto estrada para o inferno? Cremos que não.

  1. End of the Road – Boys II Men

Quantas pessoas já não abriram a sala ao som desta bonita balada? Entretanto, esta música fala de um casal que chegou ao fim da linha no seu relacionamento. Exactamente o oposto do que está a acontecer neste dia tão especial. Nao aposte neste tema para o seu casamento.

  1. You’re beautiful – James Blunt

Esta popular canção já foi muitas vezes escolhida para cortejar a entrada dos noivos na cerimónia. Não é para menos, pois é bastante romântica e de facto, teria tudo para ser perfeita para esta ocasião. Entretanto, o tema narra a história de um homem que lamenta o facto de o seu amor estar longe do seu alcance, ao lado de outro homem. E se prestarem atenção, o final (I will never be with you) não é nada feliz.

Desabafo de uma qawwi

#13| Finanças em tempos de crise: como prosperar – sem tornar-se um vírus perigoso para o sistema

Como é que alguns humanos conseguem prosperar e gerir as suas contas, enquanto outros afundam em dívidas? É nisto que estou a pensar enquanto coloco dois garrafões de água no carrinho, e vou ao encontro de Will e Erica no caixa do supermercado.

Neste planeta tudo tem um preço. Inclusive a água. E os humanos chamaram esta invenção de “laissez-faire”. Um mercado, onde as coisas só funcionam à base de troca. Para quem vem de um planeta onde toda e qualquer criatura tem acesso aos recursos, sem restrições, compreender essa tal “economia” é traumatizante.

Seja como for, por mais absurdo que seja, a verdade é que neste planeta, a sobrevivência depende desse factor: o dinheiro. Para lidar com isto, uma parte dos humanos recebe um “salário”, e o que é um salário? Uma espécie de prémio atribuído pelo sistema, mediante 30 dias de “trabalho” consecutivo prestado à outrem. Outros, entretanto, fazem o rendimento acontecer por conta própria. Há também os que agem de forma muito bizarra, mais ou menos como vírus. Estes são uma ameaça, pois podem corromper o sistema.

Corrupção

Viver neste planeta é isto. É saber lidar com a gestão de uma casa, de uma família, e de um salário para sobreviver. Normalmente eu não utilizo os meus poderes de qawwi para burlar o sistema e arranjar dinheiro. Isso só faria de mim mais um vírus.

Mas então, será que no meio deste caos, existe alguma forma de gerir correctamente as finanças e ter um equilíbrio? Estou inclinada a dizer que sim. Ora vejamos:

  1. Trabalhar no que se gosta

Na minha perspectiva de qawwi (que pode estar errada), quem realmente gosta do que faz, está mais propenso a ter êxito e consequentemente, a gerar melhor uma renda. Certo?

  1. Gastar menos do que ganha

Aqui a lógica parece simples. Utilizar somente os recursos de que se dispõem. Mas a realidade neste planeta não é essa. Muitos humanos têm a tendência de gastar além do que a sua conta permite, contraindo assim dívidas. O primeiro passo para o equilibro é eliminar este hábito.

  1. Controlar e moderar os hábitos

No meu planeta eu não precisava de alimentar-me, mas bastou chegar à terra para transformar-me no monstro do garfo. Quando trata-se de finanças, a comida é a minha ruina. Não sei qual é a sua fraqueza, mas para a mesma, tenho apenas uma palavra: moderação. Não apegue-se demasiado ao dinheiro, mas também não esbanje. Crie um budget mensal e respeite esse bugdet. Tenha autocontrole e adquira, primeiro, aquilo que realmente precisa.

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4. Traçar prioridades e metas

O tempo de estadia dos humanos no planeta terra é bastante curto. Logo, os humanos preocupam-se em aproveitar o máximo deste reduzido tempo (se não o fazem, deviam). As metas e prioridades são particulares à cada um. A minha prioridade, por exemplo, é viajar pelo mundo inteiro, até resgatar os qlubs. Mas para humanos como Will, por exemplo, a meta e o sonho pode ser fazer o tal “doutoramento”, passear num cruzeiro, casar, ter casa própria ou então organizar a tal “reforma”.

Estabeleça as suas prioridades e prazos realistas para atingir os seus objectivos.

5. Fazer uma poupança

A realização de alguns sonhos e metas requer planificação. Pela “poupança”, o humano guarda parte do seu rendimento para ter uma reserva que o permite mais tarde realizar os sonhos a longo prazo (ou aguentar imprevistos). Não importa o tamanho do seu salário/mesada/rendimento. O acto de poupar dinheiro, pouco que seja, ajuda a construir disciplina. É melhor poupar 10 e ao fim de um ano ter 120, do que não poupar nada. Eis alguns exemplos de como poupar:

As crianças e adolescentes (e também os adultos), podem ter um mealheiro para gerir as suas economias, criando deste modo, desde pequenino, o hábito de poupar;

– Crédito rotativo informal (xitique) – dependendo do número de pessoas a participar, é possível a curto e médio prazo ter um retorno garantido, sem estar sujeito à taxas nem comissões.

Depósitos a prazo – está a guardar dinheiro para projectos a longo prazo? Em vez de o deixar parado debaixo do colchão, porque não abrir uma conta a prazo ou uma conta poupança num banco? Assim, o seu dinheiro não só vai estar guardado, como também vai crescer e dar lucros que você pode utilizar.

6. Não se tornar um gatuno nem corromper o sistema:

Quaisquer que sejam as circunstâncias, não caia na tentação de apossar-se de dinheiro que não o pertence nem de o adquirir de forma ilegal. Isso só fara de você um vírus no sistema, que prejudica os demais.

Não imponha limites nos seus sonhos, nem nas formas de obter rendimentos para os realizar. Apenas o faça com responsabilidade e honestidade.

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Desabafo de uma qawwi, Dicas

#12| 9 coisas que devia saber antes de ir estudar fora

Desabafos de uma qawwi – 2019

 

Tēnā koutou e ngā manuhiri o te ao whānui. Saudações queridos visitantes!

É assim que se diz na Nova Zelândia! É verdade, desculpem não ter contado antes. Will, Érica e eu mudamo-nos para este maravilhoso canto do mundo!

Eu, uma qawwi, que nunca pensou apegar-se tanto aos humanos, de repente, tenho uma família. Eis-me aqui neste planeta, com um parceiro e uma filha. E o que ensinam-me estes dois humanos que tanto amo? Aprendo com eles, todos os dias, que as pessoas que gostam, fazem compromissos. Quaisquer divergências, acabam em meio termos.

Ora vejamos, Will, o meu parceiro, queria fazer um tal “doutoramento” (demorou algum tempo até eu compreender o que era isso). Eu, por outro lado, tinha de seguir a minha missão. E ambos precisávamos de pensar no melhor para a pequena Érica. Nova Zelândia foi o meio termo.

Com efeito, tem sido interessante observar a vida de Will como estudante. Para os humanos, mudar de país para estudar, pode ser um desafio. Um bom desafio, dependendo de como prepara-se para ele. É fascinante conhecer pessoas e lugares novos. Mas atenção: lidar com o stress de não ter um sítio para ficar ou descobrir que a inscrição na universidade não foi feita, não é uma experiência tão fascinante assim.

No registo de hoje, decidi partilhar 9 coisas que aprendi sobre este assunto. Lições que Will e desejávamos ter sabido, antes mesmo de viajar e espero que esta informação seja útil para você que pensa um dia, ou que já está a preparar, a aventura de estudar fora!

  1. Bolsa de estudos

 

Estudar num país diferente pode trazer benefícios para aquilo que vocês humanos chamam “CV” e “carreira profissional”. Por outro lado, esta experiência permite conviver com novas culturas, aprender/melhorar outros idiomas e desenvolver a nível pessoal.

Educação no estrangeiro, entretanto, requer planeamento e investimento (ainda não sei se o dinheiro qualifica como uma boa ou horrível invenção do humano). Quem, entretanto, precisa de ajuda financeira para realizar este plano (como era o caso de Will), também pode tentar obter algo chamado “bolsa de estudos”. Pesquise sobre isso, veja os requisitos e siga avante com a submissão!

2. Pondere com atenção o destino

Universidades. Há muitas delas e de facto é sensato escolher a melhor para o seu curso. Contudo, tenha também em consideração a localização e o clima do país. Se é asmático, por exemplo, pense bem antes de mudar-se para um país extremamente frio. Por outro lado, é óptimo poder estudar num país bem localizado, para que nas férias e feriados visite outras cidades do planeta.

3. Prepare de antemão a sua chegada

Ao chegarmos na Nova Zelândia, Will e eu ficamos num hotel provisório, aguardando a acomodação definitiva. Demorou mais tempo do que o previsto e o pouco dinheiro que tínhamos minguou a olhos vistos. Evite passar por esse sufoco. Certifique-se de que leva dinheiro suficiente para emergências. Outra coisa que pode ser útil é falar com pessoas que já estudaram ou trabalharam no país de destino. Podem dar dicas valiosas, incluindo sobre alojamento.

4. Família

Se você é um jovem estudante solteiro, pode saltar esta dica. Mas, se você tem família, então a dica é que inicie a viagem sozinho(a). Afinal de contas, você vai para um país que é, para todos os efeitos, desconhecido. Os primeiros dias tendem a ser caóticos. Vai facilitar bastante o processo se você tiver tempo para organizar-se e assentar, antes de receber a família.

5. Acomodação

Descubra se a sua universidade oferece acomodação. Normalmente costuma ser um pouco mais caro, mas se você tem uma boa bolsa e está sozinho(a), os benefícios de viver perto do ensino compensarão o valor. Se, ao contrário, você tem uma família, então considere arrendar um lugar mais espaçoso e económico, ainda que seja distante da universidade. Foi o que Will e eu fizemos.

Apenas certifique-se de que esse local tem transporte próximo e acessível.

6. Housemates

Uma das experiências mais comuns quando se vai estudar fora é ter housemates. Alguns tornam-se amigos. Mas atenção, o convívio com housemates nem sempre é fácil. Não romantize um cenário das novelas. Avalie com atenção a(s) pessoa(s) com que vai morar, os hábitos, e seja, sobretudo, tolerante às diferenças.

d929_39_084_12007. Convívio internacional

Por mais incrível que pareça, os estudantes internacionais acabam por conviver mais com outros estudantes internacionais do que com os locais. Portanto, não estranhe se a princípio não for muito fácil fazer amizades com os locais. O mais importante é conhecer pessoas. Fique atento e participe nos eventos da universidade, inscreva-se em cursos e hobbies que interessem e com o tempo, acabará integrando-se melhor.

8. Aproveite viajar

Se é estudante bolseiro, vai notar que na maioria desses países, a “bolsa/salário” é paga quinzenalmente. Use a primeira parte para liquidar as despesas, e aproveite a segunda para economizar e conhecer outros países. É certo que não dá para ir à outras galáxias, com muita pena, mas não deixa de ser maravilhoso!

gifts-studyabroad9. Não se esqueça do principal

Enquanto tira o máximo proveito de estar no estrangeiro, não se esqueça do principal. Certamente não viajou tão longe para ir chumbar em território alheio! Esmere-se. Em caso de dificuldades, peça ajuda num centro de estudos ou de apoio aos estudantes. Normalmente os humanos do corpo académico estão lá para o ajudar a triunfar no desafio a que você se propôs.

Acima de tudo, seja feliz.

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Informação extra para os humanos em Moçambique:

Bolsas de Estudo para Licenciatura e Mestrado na China – 2019

O Ministério de Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP) através do Instituto de Bolsas de Moçambique (IBE) torna público que estão abertas candidaturas para bolsas para Licenciatura e Mestrado, oferecidas pelo Governo da República Popular da China para o ano académico 2019 – 2020.

As candidaturas decorrerão em todo o território nacional, via ON-LINE no www.csc.edu.cn/studyinchina ou www.campuschina.org.

Todos os documentos submetidos em on-line deverão ser descarregados, impresso e submetidos ao IBE.

1. Requisitos para licenciatura

• Ser cidadão (ã) moçambicano (a);
• Ter idade máxima de 24 anos;
• Ter concluído a 12a classe ou equivalente com a media igual ou superior a 12 valores;
• Possuir, pelo menos 12 valores nas disciplinas básicas do curso para o qual se candidata;
• Não estar a beneficiar de outra bolsa de estudo;
• Apresentar plano de estudo ate 200 palavras.

2. Requisitos para o Mestrado

• Ser cidadão (ã) moçambicano (a);
• Idade máxima de 35 anos;
• Ter concluído a licenciatura;
• Ter domínio da língua inglesa e/ ou inglesa falada e escrita;
• Apresentar plano de estudo com ate 800 palavras.

Prazo:

O prazo da entrega de todos os processos físicos submetidos, via on-line, é até às 15h30m do dia 05 de Março de 2019.

Para mais informações aceda ao link:
http://cloud.mctestp.gov.mz/clo…/index.php/s/2yDk5vc8h63Jwdc

Cinema (Filmes / Séries), Opiniões

Cinema | 5 Filmes para assistir neste natal|

O famoso natal está às portas! Já percebemos que esta época é bastante apreciada pelos humanos, especialmente as crianças que entusiasmam-se com os presentes. Para uns, tal como a nossa qawwi, o natal é um conceito muito estranho. Para os religiosos, é dia de celebração do nascimento de Jesus Cristo e para outros, é apenas mais um dia. Seja como for, estabelecem-se certas rotinas para esta época, incluindo a ceia de natal, o convívio em família ou maratonas de filmes adequados à ocasião. Neste post, seleccionamos 5 filmes para o acompanharem, seja por ser uma tradição que você adoptou ao longo dos anos, ou simplesmente pelo facto de sentir-se entediado e precisar de entretimento para ajudar a passar as horas.

Vamos conferir?

5. A Christmas Prince (Um príncipe de Natal) – 2017

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Imagem via Netflix

Alguns filmes natalícios da Netflix são um bocado (para não dizer muito) estereotipados, mas este tem um toque suave e romântico, próprio para quem busca inspiração no amor, em histórias mais cor de rosas (quase possíveis, se nos lembrarmos do príncipe Harry e de Meghan Markle). Bom para assistir em família. Se quiser, pode fazer a ligação com a sequela do mesmo, lançada em Novembro deste ano. Confira o trailer:

  1. Love actually (O amor acontece) – 2003

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Imagem via The Independent

Não sabemos o que mais gostamos neste filme: Colin Firth a falar português, o charmoso silêncio de Rodrigo Santoro, ou a versão natalícia de “love is all around you”. O certo é que o elenco de luxo e as histórias das personagens que cruzam-se ao longo da trama vão com certeza derreter-lhe o coração. Clássico imortal definitivamente recomendável.

  1. 13 going on 30 (De repente nos 30) – 2004

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E já que a ideia é entrar na onda nostálgica de voltar a sentir-se criança, nada como esta deliciosa comédia com a Jennifer Garner e o Mark Ruffalo. Os dois estão muito queridos neste clássico que não cansa, e que faz-nos repensar nos valores da amizade e do amor, e sobretudo de como é importante dar valor à cada fase da vida. Amantes de boa música dos anos 80 vão adorar a trilha sonora deste filme. “Because its thriller…”

 

 

  1. Christmas Calendar (Calendário de Natal) – 2018

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O filme foi lançado pela Netflix no mês passado, e não tem grandes movimentações, mas os fãs de Kat Graham (Bonnie – Vampire diaires), vão gostar a vê-la ao lado Quincy Brown. Fazem um bonito par, num cenário onde tudo parece perfeito demais para ser credível. Todavia, a película tem cores apelativas, e um enredo próprio para incentivar a nunca desistirmos dos nossos sonhos. A magia acontece, se dermos uma ajuda ao nosso próprio destino.

 

 

  1. The Holiday (O amor não tira férias) – 2006

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Além de ser uma trama super adequada à época, este filme é óptimo para ajudar a dar uma outra perspectiva para aqueles que estão com o coração partido. Que outra forma de começar o ano, senão com esperanças renovadas no amor?