O nosso homólogo vonordiano (com ajuda do autor Matt Haig em “os humanos”), deu os seguintes conselhos:
Na terra, a nova tecnologia é uma coisa da qual te vais rir dali a 5 anos. Valoriza aquilo de que não te rirás no espaço de 5 anos. Como o amor. Ou a boa poesia. Ou uma canção. Ou uma refeição excepcional. Ou um bom amigo. Ou o céu.
Existe apenas um género na ficção. Tem o nome de “livro”.
Com efeito, ao chegar à este planeta, a qawwi apaixonou-se pelos livros. Afinal de contas, os mesmos ensinam, entretém, fazem-nos companhia, transformam-nos, e sobretudo, fazem-nos sonhar. A pensar nisto tudo, a qawwi e a sua tripulação decidiram sortear 9 livros para os leitores do blog.
Tivemos concorrentes de Moçambique e do Brasil e agradecemos desde já a participação! Gostamos imenso dos nossos leitores e se pudéssemos, presenteávamos a todos os participantes (sabemos que todos queriam ganhar!!). Mas não sendo possível e na ausência de tecnologia do planeta da qawwi, recorremos a plataforma https://www.sorteiogo.com/en/draw/names, para fazer uma escolha aleatória.
No mais, com ou sem sorteios, esperamos que estejam todos a gostar de fazer parte desta jornada pelo planeta terra e pelas suas maravilhas. Sintam-se à vontade para deixar sugestões ou comentários, para que no próximo ano as nossas aventuras sejam ainda melhores!
Passemos então a conhecer os vencedores do sorteio de 2018:
Os livros a escolha de Eron, o inspector de Xinzdimila e o medo De Virgilia, da Editora Selo Jovem e que faziam parte do pacote IV vão para Ana Dulce Ximenes.
O livro Before – antes de Tessa (em breve sai adaptação cinematográfica desta obra) e o livro em busca do mar certo – do pacote III, vão para Suzana Ubisse.
O Inspector de Xindzimila e o canto dos contos, vão para Larissa Santos.
Por fim, vai levar para casa recados da alma e intempéries d’amor numa baía adormecida, Edson K-Brain.
Muitos parabéns aos vencedores do sorteio e para todos, votos de um feliz natal, um próspero ano novo e sobretudo, boas leituras!
Para o ano haverá novas e excitantes aventuras. Aguardem!
Um abraço qawwiano, de toda a tripulação.
Extra, um minuto!
Esperem! Linan acaba de dizer que para além destes vencedores, o blog irá oferecer brindes adicionais, para alguns dos leitores que muito encorajam e inspiram os episódios “desabafos de uma qawwi”. É pelo carinho e apoio de leitores como vocês que a nossa nave continua a navegar a todo o vapor! E agora? Serás tu um desses leitores? Fica atento, pois a qualquer momento pode aparecer a nave de Stefanotis depositando um brinde enviado pela nossa qawwi.
Animados com este lindo conceito que não existe no reino de Stefanotis, e em apreço aos amigos que embarcaram na aventura, a qawwi e a sua tripulação gostariam de desejar um feliz natal a todos os seus leitores! Para isso, organizaram este presente simplesmente bombástico!!
Quer ser uma das 4 pessoas a levar para casa estes maravilhosos livros e ler na época festiva? Então participe no sorteio e habilite-se a ser um dos vencedores!
Para concorrer é só seguir as duas instruções abaixo:
Se ainda não seguiu a página do diário de uma qawwi no facebook, entre na página e faça like;
Se ainda não seguiu, siga o blog diário de uma qawwi (basta colocar o seu email no campo de subscrição).
Para os já inscritos tanto no facebook como no blog, é só partilharem este post ou deixarem um comentário 🙂
E pronto, já está a concorrer.
Termos e condições:
Os livros (listados mais abaixo) serão enviados para 4 leitores, de Moçambique, Portugal e do Brasil.
O sorteio abre hoje (dia 1 de Dezembro) e encerra dia 12 de Dezembro de 2018.
O sorteio será realizado no dia 13 de Dezembro e os vencedores serão conhecidos até o dia 17 de Dezembro!
Os leitores de Moçambique e de Portugal concorrem aos seguintes fabulosos pacotes:
Pacote I.
Recados da Alma, de Bento Baloi (saiba mais sobre o livro aqui)
Intempéries d’amor numa baía adormecida, de Malikezi Wa Tiane
Pacote II.
O Inspector de Xindzimila, de Virgília Ferrão (clique aqui para saber mais sobre o livro)
O Canto dos Contos, antologia com curadoria de Daniel Moraes (clique aqui para saber mais sobre o livro)
Pacote III.
Em busca do mar certo, de Cri Essencia (clique aqui para saber mais sobre o livro)
Before – Antes de Tessa, de Ana Todd (clique aqui para saber mais sobre o livro)
5. Os leitores do Brasil concorrem ao seguinte fabuloso pacote:
Pacote IV.
A escolha de Eron, de Ad Chaves (clique aqui para saber mais sobre o livro)
O Medo de Virgília, de Rosa Mattos (clique aqui para saber mais sobre o livro)
O Inspector de Xindzimila, de Virgília Ferrão (clique aqui para saber mais sobre o livro)
A cada dia que passa, nós do diário de uma qawwi descobrimos que afinal de contas existem muitas semelhanças entre o planeta terra e o planeta da nossa qawwi.
Quem nunca caiu em desespero ao notar que o ferro de engomar queimou a nossa roupa favorita, ou então que o nosso acessório preferido está todo velho, coçado, ou rasgado? Grande desgraça, não é verdade? Acontece em muitos planetas.
Antes de deitar fora artigos velhos ou rasgados, reconsidere. Há várias formas de recriar os seus acessórios favoritos e hoje falaremos de uma delas.
Aliás, ouvimos falar do conceito dos 3 R da sustentabilidade (reduzir, reutilizar e reciclar) em algumas partes do planeta, acções que visam minimizar o desperdício de materiais e produtos. Achamos que esta ideia encaixa bem com este conceito.
Fonte:
É desta forma que hoje trazemos dicas de como reaproveitar e transformar os seus acessórios favoritos, a custo baixo, utilizando a capulana (print wax/canga).
A capulana[1] é usada nos países africanos de diferentes formas. Em Moçambique, por exemplo, as mulheres usam-na no seu dia-a-dia e principalmente em cerimónias tradicionais como funerais, casamentos, ritos de iniciação, cerimónias mágico-religiosas, e outras. Também chamada de “pano” em Angola, “Kitenge” ou “Chitenge”, na Zambia, Namíbia, e “Canga” no Brasil, o seu uso vai muito além da moda.
Na verdade, actualmente, a capulana está em voga em todo o mundo. Há várias peças e diversos acessórios úteis que podem ser feitos com este tecido.
O filme Black Panther, blockbuster do cinema mostrou a versatilidade na moda da capulana.
Pois bem, vejamos então exemplos de como a capulana pode salvar os seus acessórios favoritos:
Uma bolsa rasgada
Olhe bem para esta bolsa de napa.
A faixa feita pela estampa verde foi inserida para cobrir o rasgão que ela tinha. A bolsa não só ressuscitou, como ganhou um certo toque original. E isto não custou mais de 150 Meticais (cerca de 2 Euros / 11 Reais). E pronto, a bolsa voltou a estar em circulação!
2. Blusa, casaco, ou camisa – (ferro de engomar atrevido)
As vezes o ferro de engomar passa-se da carica e nos estraga a roupa (há que atribuir a culpa ao ferro). Antes de deitar fora a roupa queimada, considere recortar a parte estragada e substituir por um pedaço de capulana. A foto aqui ilustra um exemplo.
3. Pasta de Notebook
O que lhe vem a cabeça ao olhar para este magnifico acessório? Pois é, a pasta não era assim. Como já estava um pouco desgastada, foi forrada com capulana e o resultado é este: uma nova pasta, única e original.
Compre artigos de capulana
Se a sua peça não tiver recuperação, sempre pode optar por adquirir um novo acessório. Os artigos de capulana são óptimos, não só pela beleza e originalidade, mas por também serem ambientalmente amigáveis. Veja, por exemplo, os sacos e pastas da Kassunga. Vai apaixonar-se pelos lindos e ecológicos artigos.
Em conclusão, antes de deitar fora uma roupa ou um acessório, veja se não pode reciclá-lo, usando umas das dicas acima.
Ah, e já que estamos a falar de dicas para o dia a dia, recomendamos que espreite o blog Pitacos e Achados, plataforma que o diário de uma qawwi tem seguido, e que dá ideias verdadeiramente inspiradoras na área do bem-estar.
E claro, não se esqueça de subscrever ao nosso blog e ao nosso facebook para ficar a par das nossas resenhas, opiniões literárias e histórias da nossa qawwi.
Quando o dia terminar e, o sol tropical não tiver mais cores para projectar, na imensidão de todas as superficies e montanhas , nos lagos e baías, nas florestas e nos Palmares, não nascerá somente um novo dia, mas a vontade de lutar e vencer de quem faz da vida uma bandeira, do estudo um trunfo, das oportunidades um espelho. Gostaria de ter dito estas e outras palavras a Mércia. Jovem menina da UP Maxixe, estudante de leis e interpretações jurídicas, que acredita em Deus e, entende que Deus jamais escreve torto por linhas direitas ou ,igualmente, torto em linhas tortas.
Ninguém é perfeito. Frase secular que, nem por isso, revela o tamanho da perfeição. Existem milhões de pessoas que não tendo deficiência, alguma e aparente, possuem outras deformações. Mas, existem os que tendo uma deficiência, sequer são notados e parece viverem sem nenhuma. Vivem como batalhadores e, se auto- superam a cada dia e minuto de suas vidas. Vivem como se o dia fosse o último e só sabem fazer bem e assertivamente!
Mércia , essa jovem estudante natural da Massinga e estudante de Direito, nossa estudante, já no quarto ano e com metas bem definidas, veio para o mundo sem os braços. Complicações congênitas. Nunca se intimidou e, vitoriosa, escreveu sua própria trajetória. Agradece a Deus pela graça e dom da vida e, supera as adversidades, como se a vida não tivesse obstáculos.
Trato fácil, sorriso desmedido, franzina, e caprichosamente questionante, Mércia nos ensina que os sonhos não tem limites, que os atributos mais nobres serão sempre o carisma, a inteligência e o charme. Fala de tudo um pouco, quer visitar a Itália, aprender italiano, trabalhar e ajudar outras crianças para que a educação inclusiva seja educação e não projecto. Mércia quer ser solidária e activista de causas. Solidarizar o natal de todos os meninos e, como recompensa, apenas quer um sorriso.
Conviver com um estudante, faz de nós aprendizes. Com dois estudantes, nos transforma em seus admiradores, porém vivenciar e testemunhar o percurso de perto de 60 mil estudantes, de todas as origens e desejos, nos transforma em verdadeiros seguidores. Caçadores de talentos e profecias. Dos meus estudantes eu aprendo, a cada dia, muito mais que o sentido hermenêutico das palavras, mas o valor das suas ações, o fascínio dos seus sonhos e o delírio das suas convicções. Vivo nesta escola cujo sumário parece ser o mesmo, porém, o recital nunca se faz com o mesmo refrão.
Por estes dias vivi, com intensidade as graduações e as vontades de triunfo, de buscar, de trabalho, de afirmação profissional. Escutei juramentos e centenas de recados. Jovens de um país, onde 60% da população tem menos de 25 anos de vida. Intelectuais que travam uma luta tenáz contra as oportunidades e as tecnologias. Mércia, Foi das que mais me impressionou. Entendo, também, que o Chefe de Estado a tenha visitado na sua própria residência e oferecido um laptop, que ela usa com orgulho. Aliás, Mércia dispensa apresentações, mas, acredito, que conhecemos uma jovem de Facebook e não de alma, uma lindíssima menina de notas brilhantes, mas desconhecemos a profundeza do seu talento.
Os livros nos ensinam o sentido da idade, razão, identidade e o mundo. Não podem ensinar tudo. A experiência e o tempo são outros professores. Livros e vida combinados são imbatíveis gestores da nossa trajetória! Estou grato pelo que pude apreender da Mércia. Ela já é um símbolo incontornável da UP, mas, breve, será esse mesmo símbolo para os jovens da sua idade e com as deficiências das quais padecem! Mércia será a líder do passado que quisemos construir, do presente que ajudamos a transformar, e desse futuro de sonhos e realizações e de lutas e sonhos realizáveis!
Quem acompanhou o episódio de estreia do “desabafo de uma qawwi” aqui no blog, sabe que Moçambique foi o primeiro lugar onde a nossa qawwi aterrou. O país está localizado no Sudeste de África e é banhado pelo oceano índico. Fala-se dele. Muito e pouco. Coisas boas. Outras nem tanto. Mas hoje, reunimos factos e curiosidades, que provavelmente você não saiba sobre este país. E se sabe, vale a pena revê-los 🙂
Iniciemos então o ranking do nosso top 12 de hoje?
12 – Joana Balaguer morou em Moçambique
Alguém lembra-se da Jacqueline de malhação (temporada de 2005)? Em determinada altura, a ex-actriz de malhação morou em Maputo, capital de Moçambique. O artigo abaixo descreve a rotina dela durante essa época e as impressões que teve.
Graça Simbine Machel, política e activista dos direitos humanos, foi a primeira-dama de Moçambique, quando casou-se com Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique, morto em 1986 e foi a primeira dama da África do Sul, quando casou-se com Nelson Mandela, em 1998, o primeiro presidente negro da África do Sul, falecido em 2013. Pelos casamentos, segundo o Guinnes Book, Graça Machel tornou-se a única pessoa no mundo a ser primeira-dama de dois países diferentes.
9 – Tema de músico moçambicano fez parte da trilha sonora de “The Pledge”
O tema “Nwahulwana” do músico Wazimbo é mundialmente conhecido. Entre outras razões, o mesmo foi escolhido para fazer parte da trilha sonora do filme americano “The Pledge” (A Promessa), de 2001. Veja a cena onde corre a música:
8 – Beyoncé é fã dos Tofo Tofo
Parece um fairytale. A cantora norte americana Beyoncé viu no youtube a dança dos Tofo Tofo e ficou deslumbrada. Jurou para si mesma que tinha de ter aquela coreografia no videoclip de “who runs the world”. Custasse o que custasse. Para isso, mandou chamar os melhores coreógrafos do país, mas nenhum deles foi capaz de reproduzir a mágica coreografia. Sem grandes opções, colocou a sua equipe em busca dos Tofo Tofo, e por fim encontrou-os. Em Moçambique.
“What’s your name?” – perguntaram eles à anfitriã, quando chegaram aos Estados Unidos.
“I’m Beyonce” – respondeu simpática, a estrela do R&B.
“My English is bad, but my will is good”[1] – foi um dos comentários do representante dos dançarinos que levou os internautas ao rubro. Não é para menos, é muito talento e muita graça!
[1] O meu inglês é mau, mas a minha intenção é boa.
7 –Moçambique mencionado em musical da Broadway
Imagem via Trib.com
Trata-se de “the Addam’s Family”, um maravilhoso musical da Broadway, estreado em 2010, que conta a história da família mais esquisita de todos os tempos. Um dos temas do musical, intitulado “Crazier Than You”, tem algo bastante interessante na letra. Provavelmente mais para fins estéticos e de rima, mas mesmo assim, não é todos os dias que o nome do país escala à Broadway.
“I wanna climb Mt. Everest go to Mozambique”[1]canta o personagem Lucas à namorada Wednesday, num palco repleto de estrelas, luas e mãos que se movem sozinhas. Querido Lucas, nós também queremos!
Confira a música aqui:
[1] Quero escalar o monte Everest, ir à Moçambique.
6 – Moçambique serve de cenários para vários sucessos de bilheteria de Hollywood
Filmes como “Ali” (Will Smith), “A Intérprete” (Nicole Kidman) e Blood Diamonds (Leonardo Dicaprio) tiveram cenas filmadas em Moçambique. Aliás, os actores protagonistas não são as únicas celebridades da TV que visitaram o país. Reinaldo Gianecchini, Alexandre Borges, Priscila Fantin e Bruno Lopes, actores brasileiros, também estiveram muito recentemente em Moçambique.
Imagem via Sapo
5 – Cineasta moçambicano foi nomeado júri nos Óscares
Imagem via jornal o país
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pela atribuição das estatuetas Óscar, convidou este ano (2018) o cineasta moçambicano, Pedro Pimenta, a ser membro do júri. Saiba mais no artigo abaixo.
4 – Anantara Medjumbe Island Resort – hotel de ilha mais bonito do mundo
Imagem via CNN Travel
E por falar em Leonardo Dicaprio, dizem que quando ele visita Moçambique, passa férias numa ilha discreta, sem que ninguém se sequer se aperceba. Verdade ou não, o facto é que algumas praias do país são simplesmente espetaculares. O resort de uma das ilhas do arquipélago das Quirimbas, no norte do país, foi listado em 2º lugar, no top 15 da CNN, de resorts de praias mais bonitos do mundo! Confira as restantes ilhas no artigo abaixo.
Já imaginaram um lugar, nos dias de hoje, inexplorado e intacto pelos humanos? Esse lugar existe. Trata-se de uma floresta virgem, encontrada este ano (2018) por cientistas e pesquisadores. A floresta está escondida no topo do monte Lico, na Zambézia, província de Moçambique e foi descoberta pelo professor Julian Baylis, da Universidade de Oxford, através do Google Earth.
Então? Alguém está a pensar em visitar Moçambique? Sabem de outros factos e curiosidades que deviam estar aqui? Deixem os vossos comentários e não se esqueçam de seguir-nos no facebook: https://www.facebook.com/qawwi.reviews
“O Let´s do It é um movimento cívico, pacifico e não político, baseado na cooperação entre povos, comunidades, organizações e indivíduos de todo o planeta, através do exercício de cidadania activa. Com origem na Estónia, em 2008, e cerca de 50 mil voluntários, espera-se que 150 países participem no Dia Mundial da Limpeza. Na África Austral dezenas de países, incluindo Moçambique, estão a organizar mobilizações massivas contra os focos de lixo.” – In Jornal Notícias – Março de 2018.
O evento mencionado no texto acima aconteceu no sábado passado, dia 15 de Setembro de 2018. Tinha feito planos para acordar cedo, mas como humana cheia de pecados que sou, falhei por completo e quando saí de casa o sol já se ria de mim, demasiado malvado para perdoar o atraso. À medida que avançava pela estrada, via-os surgirem como pipocas por todos os lados: estudantes, amigos, pais, filhos, membros de organizações e entusiastas, todos envergando t-shirts “world clean up day”. Estavam unidos, pela mesma causa. À mim, tinham sugerido aderir à frente Miramar, mas como estava perdida, arrisquei-me a infiltrar-me no primeiro grupo que encontrei: a frente Polana – da União Europeia. Exaustos, mas animados, deram-me as boas vindas. Afinal, o que queriam de verdade era ajuda para o que realmente importava: limpar e tornar a cidade mais respirável, viesse de onde viesse o voluntário. Luvas e sacos pelas mãos, a minha irmã e eu descemos pela área da praia onde ainda estava a cartar-se lixo. Já muito tinha sido tirado, mas restavam coisas fora do lugar, como beatas de cigarro, tampinhas de garrafas e plásticos.
“E como vai ser amanhã? É triste pensar que virão outras pessoas sujar tudo de novo” – comentou a minha irmã, depois de aceitar apoio de um jovem para carregar um saco de lixo cujo peso astronómico mal cabia nos seus bracinhos.
Sim, uma legítima preocupação. Iniciativas deste tipo normalmente têm um cunho mais simbólico e não pretendem ser pílulas milagrosas. Mas podemos pensar nelas como uma terapia, ou melhor, como aquele anjinho que nos cai nos ombros para soprar na consciência. E foi esse véu que o evento descortinou, com toda uma arrebatadora circunstância: a chegada de uma épica consciencialização. As crianças que fizeram parte à escala mundial, têm agora tatuada na consciência a ideia de que tal como a casa, as ruas, as cidades e o planeta, só valem a pena quando limpos. E quanto a nós adultos, apesar de não vivermos em cavernas, nunca é demais termos um motivo para repensar e mudar de atitude, toda a vez que nos virmos tentados a derrubar um lixo fora do lugar. E para facilitar, claro, são sempre precisas boas infra-estruturas para acompanhar esses esforços. Por estas razões, o diário de uma qawwi dá aqui os parabéns a todas as pessoas e organizações que fizeram o evento acontecer.
Foto tirada ao grupo da frente Miramar. “por um planeta mais limpo” era o que gritavam no momento do registo.