Outras maravilhas humanas, Resenhas

Maravilhas humanas | A Vingança do Mítico Pangolim

Por Jorge Ferrão

Os nexos que se estabelecem entre os animais selvagens, em vias de extinção, e os esforços para sensibilizar sobre a importância de sua conservação, têm conduzido os organismos internacionais e as principais agências responsáveis pela gestão da fauna, a estabelecerem datas especiais para celebrar os pequenos sucessos na preservação destes animais. Todavia, parece cada vez mais evidente a existência de uma preocupação em relacionar o consumo de diferentes espécies de animais, nomeadamente, cobras, morcegos, ratos, escorpiões, lagartos e pangolins, com as várias epidemias e pandemias, que criam um desassossego às economias e às sociedades, um pouco por todo mundo.

O pangolim (Manis Temminckii) tem, também, agora um dia especial, 15 de Fevereiro. Deste modo, Moçambique e o mundo celebram os poucos pangolins, ainda vivos, e os milhares que foram sacrificados e que deixaram de dar o seu contributo aos diferentes ecossistemas e às economias agrícolas familiares.

Desde o começo desta semana, especialistas, estudantes, amantes da fauna, curiosos e, até, leigos, tem a oportunidade de visitar um dos mais míticos e cobiçados animais da nossa fauna, por vezes tão descuidada e perseguida, outras vezes, tão relegada ao abandono e ao seu próprio destino. Estamos em festa e celebramos o pangolim.

Pangolim, a espécie mais ameaçada do mundo

Em 1999, a legislação moçambicana estabeleceu o pangolim (Manis Temminckii) como uma das espécies protegidas, e cujo consumo e venda foi vedado. Entretanto, esta proibição apenas foi decretada pelo CITES (Convenção sobre o Comercio Internacional das espécies em perigo de Extinção) em 2017. O pangolim tem sido uma das espécies que, à semelhança dos elefantes e dos rinocerontes, tem sido, invariavelmente, traficado e já colocado como uma espécie em vias de extinção no país. O pangolim caminha, assim, para um precipício iminente e sem retorno.

O comércio ilegal do pangolim aumentou consideravelmente desde 2008 em África e, um pouco por todos os relatórios mundiais de preservação da fauna, os dados confirmam o tráfico de, pelo menos, um milhão (1.000.000) de pangolins para China e Vietnam, os países que mais consomem e influenciam o contrabando dessa espécie na ultima década, porém, este numero foi já ultrapassado apenas num único ano, isto é, em 2019 com cerca de mais de 1.200.000. Aliás, as mesmas redes de contrabando que operam no tráfico de marfim, cornos de rinoceronte e madeira, são as que, aproveitando-se de esquemas de suborno e corrupção, traficam pangolim vivo, congelado ou as suas escamas as toneladas.

Estas redes melhoraram, inclusivamente, o seu modus operandi, através do uso de redes sociais como o Facebook, para anunciar a venda de seus produtos e estabelecer cadeias de preço.

O tráfico se justifica e intensifica pelo facto de as escamas serem utilizadas para o “tratamento” e prevenção de várias doenças e patologias, nomeadamente, a disfunção sexual, as doenças cardíacas, câncer e até as deficiências de lactação da mulher. Os médicos mesmo na China rejeitam estas propriedades mas as farmácias continuam a vender aos seus clientes. Não obstante, as crenças continuam mais fortes do que as evidências científicas e o número de usuários não pára de crescer.

Se, por um lado, temos estas pouco provadas e testadas evidências de propriedades medicinais, que geram alta demanda, por outro lado, continua preocupante o consumo da carne do pangolim, muito apreciada na restauração, nos principais restaurantes de luxo na Ásia. Em determinados restaurantes, o prato de pangolim, pode chegar a um custo aproximado de 500 dólares norte americanos ou equivalente. Aliás, nestes locais, o animal é vendido ainda vivo, e é degolado na presença do cliente para que este possa também comer ou beber o sangue.

Entre a superstição e a verdade

Ao longo de milhares de anos, foram identificadas oito (8) espécies de pangolim nos continentes asiático e africano. O pangolim é um mamífero escamoso da ordem Pholidota, por sinal a única espécie existente, também, designada Manidae, que possui três géneros.

Na Ásia, o pangolim está quase extinto e em alguns países desapareceu ainda no século passado. Em África, ainda, são encontradas quatro (4) espécies de Manis, nomeadamente, Phataginus, Smutsia, Tricuspis e Temminckii, espalhadas um pouco por todo o continente. A espécie Temminckii, eventualmente a mais representativa, pode ser encontrada na África Austral, Oriental e até na região do Corno de África, para além do Norte de África. As restantes encontram-se na África Central e Ocidental.

Estes mamíferos chegam a pesar entre 1,5 quilos até os 20, 25 quilos ou mesmo 35 quilos. Porém, em média, eles possuem entre 3,5 a 10 quilos, e podem ser encontrados em todo Moçambique, próximo das termiteiras e ou em locais cuja presença de formigas seja abundante.

O pangolim consome cerca de 190 mil formigas, por dia, o equivalente a 70 milhões de formigas, por ano. Lento, e que vive enrolado no interior destas termiteiras, o pangolim é considerado, pelos agricultores, como o mais eficaz controlador de pragas e térmitas que devastam os campos agrícolas do sector familiar.

Com a língua que é mais comprida que o próprio corpo, o pangolim tem um vasto conjunto de benefícios para o ecossistema e reduz, igualmente, os habitantes dos morros de muchém, que são devastadores para os agregados familiares, que sofrem com os efeitos das térmitas até no espaço habitacional, apodrecendo, de forma precoce, os aros das portas, das janelas e até as estruturas das casas.

O pangolim é mítico e gera sentimentos obscurantistas e da mais pura ignorância. No nosso país, ele tem diferentes nomes. No norte do país, o Pangolim é designado Ekha, na região de Tete o nome é Xiphalualo, no centro, Manica e Sofala é conhecido por Xikwari e, no sul, por Halakavuma. O seu surgimento suscita controvérsias e diferentes interpretações. Acima de tudo, ele é o mensageiro e tanto pode anunciar a desgraça, como a bonança. No Norte de Moçambique, a chegada do pangolim representa uma época de chuvas regulares, excelentes colheitas e um ano de muita prosperidade. No Centro, Idem. Porém, no sul, a chegada do pangolim anuncia desgraças, períodos de cheias, secas e várias pandemias. São os curandeiros, regra geral, aqueles que são chamados para interpretar a mensagem e comunicar os conteúdos ao resto da população.

Se, por um lado, o pangolim sofre do obscurantismo e de ignorância, por outro, é vítima de arrogância e de ganância desenfreada. As pessoas tem medo de se aproximar e de segurar as suas escamas, e são educadas a nunca olhar de frente para este animal. Aliás, continua célebre a preocupação de que tocando no animal, os casais terão três filhos.

Mas tem sido a ganância o maior mal de que o mamífero sofre. 2019 foi o pior ano no tráfico do pangolim, em Moçambique e no mundo. Em Hong Kong foram descobertas 8 toneladas de escamas e mais de 1000 pontas de marfim, enquanto na Malásia foram descobertos 3 mil toneladas de pangolim congelado e mais de 400 quilos de escamas. Em Singapura, mais de 24 toneladas de escamas foram descobertas, de forma sucessiva. Todo este volume se destinava à China e ao Vietnam.

As rotas envolviam diferentes intermediários e diferentes países. Em média, 159 rotas diferentes foram usadas pelos traficantes entre 2010 e 2015, com médias anuais de 24 toneladas, ou seja, 1,5 milhão de pangolins abatidos.

A Vingança do pangolim

A vingança do Pangolim poderia ser o nome de um filme de ficção, com um roteiro previamente estruturado e com películas gravadas em diferentes sites e continentes. Porém, não é ficção e nem pura e ingénua imaginação. É uma tragédia anunciada. Estudos mais recentes, ainda em fase de pesquisa, conclusivos ou não, indicam que o consumo do pangolim pode estar associado ao mortífero vírus do corona, que desgraça a China e retira o sono e o sossego de todo mundo.

Caso se confirme que o pangolim é o verdadeiro hospedeiro do coronavírus, uma nova atitude e postura terá que surgir em relação ao pangolim. Importa referir que estes e outros animais selvagens são portadores de diferentes vírus e que novas estirpes podem desenvolver, escapando-se das defesas do organismo humano e apanhando de surpresa o pacato cidadão. Ultrapassa a fasquia dos 1000, o número de vítimas e, já se superou o número de vítimas do vírus das aves (SASR) que teve o seu epicentro na Ásia e que, por sorte, não gerou efeitos mais devastadores no continente africano.

Enquanto isso, celebremos o pangolim e todo o misticismo que ele representa nas nossas vidas e nos nossos espíritos.

Outras maravilhas humanas

Crónicas de uma viagem anunciada

Por Jorge Ferrão

MSC Orchestra 

Vamos iniciar o percurso. Cruzar os oceanos que Vasco da Gama e Luis de Camões só passaram próximo. Não poderíamos imaginar a grandeza do Orchestra. Para dificultar, o nosso camarote fica na viola. Nono andar. Estibordo. Tem todo o tipo de gente. Camisetes e chinelos. Corpos desnudados e indiscretos. Cadeirantes e apressados. Imensidão de sonhos. Desejos e vontades. Presépios e árvores natalinas. O Índico recebe-nos de braços abertos, sem sol. Por enquanto, também, sem marés. Até agora só ondulamos os espíritos. Depois, serão as almas. A esta altura, e condicionados no décimo terceiro andar de um prédio flutuante, parece um mar nunca antes navegado. Este é o lugar onde terminam todos os medos. Não sabemos se contemplamos as pessoas ou as águas. Já sem os passaportes, somos transformados em números. Quem disse que os negreiros eram só para os exilados? Fica a promessa. Seriam 12 dias de águas e ventos. Suspiros e doces desordens. O primeiro de 12 aventuras numa viagem anunciada.

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Depressão tropical Calvinia, na rota do Orquestra (4 dias de oceano Índico)

Esta manhã o Orchestra atravessou o trópico de Capricórnio. Para celebrar, Neptuno foi designado o padroeiro e promotor da festividade. Cercado de bandeiras e crianças, Neptuno sugere que todos se sentem à volta da piscina, para que possam desfrutar dos banhos de champagne, tomate, leite e outros.

Mas, pelo coração destes 2869 cruzeirantes, as preocupações são outras. A depressão tropical Calvinia ganhou força e está em direcção às Ilhas Reunião e às Maurícias. Todos os radares e atenções se centram na Calvinia. O instinto do capitão diz que o ideal será atrasar a chegada por um dia. Viajamos a 70 nós, mais ou menos, 32 km/h. Assim, só teremos de prover auxílio a quem necessita.

Mais logo, será o final de um longo 2019. Renovam-se as esperanças, como sempre, para um 2020 de bonança, prosperidade e felicidade. Queremos a magia do novo ano transformando as nossas vidas mas não fazemos nada para sermos essa mudança. Celebraremos a ladainha de um ano melhor, mas continuaremos iguais, inflexíveis, pouco tolerantes. Champagne ajudará a afogar as mágoas e o Cruzeiro seguirá em frente, algures no meio do oceano dos sonhos.

Esta manhã as sirenes tocaram. Aconteceu o insólito. Um jovem de 19 anos equipou-se de colecte salva-vidas e atirou-se ao mar. Passava das 04:00 da manhã. Todos acordaram e, por pouco não nos cruzamos pelos corredores, tal como viemos ao mundo. Uma massiva operação de resgate fora encetada. Jovem menino são e salvo…. mas ninguém ganhou para o susto. Recuperou junto de seus familiares. Teria que abandonar o navio e regressar via aérea. As multas já estavam definidas. Ia pagar pelos demônios que se apossaram dele e pelos anjos que o salvaram.

Possession- Le Port et Saint Dennis

Os portugueses foram os primeiros europeus que visitaram esta ilha. Não admira. Era inabitada desde 1513, e apelidaram-na Santa Apolónia. Aqui localiza-se a mais alta montanha de todo o oceano Índico. 3069 metros de pura altitude. Mount Piton Des Neiges. Basta levantar a mão para saudar Deus e Jesus Cristo. Vulcânicas, com dois vulcões ainda activos, Aumenta de cada vez que as larvas fazem-se à superfície. Ao longo da história foi pertencendo a diferentes protectorados, entre Holanda, França e Inglaterra, mas, em definitivo, actualmente, pertence à França e tem a bandeira da França e da União Europeia. Um pouco maior que as Maurícias, as famosas ilhas gêmeas têm 980 milhas quadradas com mais de 40 km de praia. Estas montanhas são pura sedução. Agora, voltamos ao mar puro sem mais ameaças de ciclones e com uma saudade creola de morna e coladeira.

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Onshore

Finalmente, terra firme. Como diz o poeta. “… ao longo da muralha que habitamos há palavras de vida, palavras sem vida. Palavras imensas, que esperam por nós e, outras, frágeis, que deixaram de esperar. Há palavras acesas como barcos e há palavras homens, palavras que guardam o seu segredo e a sua posição! Há palavras diamantes, palavras nunca escritas, palavras impossíveis de escrever!

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Outras maravilhas humanas, Resenhas

Maravilhas Humanas| Artistas inspiradores: Calema, a importância da originalidade

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Imagem fonte: RTP

Ondas. Elas podem ser calmas, melódicas, propícias a embalar. Ou furiosas, absorventes, rápidas a arrasar. Os Calema são uma mistura de ambas as facetas. Talvez por essa razão a dupla de irmãos tenha escolhido este nome, que tão bem os representa. Calema significa isso mesmo “Ondas”. O mais velho chama-se Fradique. É 5 anos mais velho que o outro, António. Nasceram em São Tomé e Príncipe, descendem de cabo-verdianos, portugueses e angolares. Nutriam desde novos uma forte paixão pela música e lançaram o primeiro álbum em 2010. Actualmente são uma das grandes referências e um dos maiores fenómenos musicais em Portugal.

Enquanto António tende a liderar os vocais, ocupando-se do microfone que não deixa antever uma certa sombra de timidez, Fradique interage com o público, lançando toneladas do seu carisma. Ambos têm vozes vibrantes, são humildes, e juntos deixam-nos abismados pelo infinito talento. Mas mais do que talento, na resenha de hoje, um tanto pessoal, gostaria de relembrar o que aprendemos com os Calema. Uma premissa fundamental para o nosso dia a dia: quem define o que somos, somos nós.

Nos concertos a abarrotar por milhares de fãs, Fradique e António fazem a questão de frisar: “a probabilidade de falharmos era de 99%. Mas foi ao 1% de chance que nos agarráramos”.

É verdade. Antes de triunfarem e transformarem o seu conto de fadas em realidade, eles tiveram muitos percalços e alguns nãos. Duros nãos. Em 2013, por exemplo, altura em que ainda não eram tão conhecidos como hoje, subiram ao palco do programa The Voice na França, com os olhos brilhantes de esperança. Cantaram um tema do brasileiro Gustavo Lima. Aliás, a influência da música brasileira no trabalho dos Calema é notável, especialmente em alguns temas dos primeiros dois álbuns (Ni Mondja Anguené e Bomu Kêlê). Há quem diga que foi por terem escolhido a música errada. Seja como for, a verdade é que o jurado do The Voice não apertou o botão. Nenhum deles virou a bendita cadeira. E isso deve ter sido difícil para a dupla. Era como se naquela noite lhes dissessem que não eram bons o suficiente. Sem falar das adversidades que são naturalmente expectáveis para quem escolhe este tipo de percurso.

Mas os irmãos não baixaram a cabeça. E ainda bem que o jurado do The Voice não apertou o botão! As forças do Universo tinham outros planos para os dois rapazes. Eles estavam destinados a fazer algo que mais ninguém no mundo havia feito.

Em 2015, lançavam o segundo álbum Bomu Kêlê. Em português significa Vamos Acreditar. Foi então que começaram a ganhar mais notoriedade. E foi por acaso, nessa altura, que os ouvi pela primeira vez, na rádio. Julguei que fossem bem mais crescidos, por tanta carga emocional e experiência que imprimiam nas suas cancões. Comprei o álbum e de pronto tornei-me fã. Amole Mu tonrou-se tema de inspiração. Sentia um contentamento melancólico ao escutar Coro Coço, dançava (e farto-me de dançar) ao som de Mama Ê, divertia-me com Qual será, e ai de mim não poder assobiar com o Vou viajar. Decidi escrever à dupla, nas redes sociais, contando que tinham uma grande fã em Moçambique. Pela resposta, pareceram positivamente surpresos. Disseram que adoravam o povo moçambicano, agradeceram por acreditar neles e pediram que continuasse a divulgar o seu trabalho junto aos meus amigos, para que mais depressa pudessem vir a Moçambique. Teria o feito na altura (o que agora faço), mas a verdade é que não foi preciso. Depressa os Calema já dominavam as rádios, as colunas das discos e das farras por todo o país. Ficamos a saber que tinham vencido o STP Music Awards de 2015 (gala de música da República de São Tomé e Príncipe) em quatro das cinco categorias.

Bomu Kele album

E que deleite foi poder vê-los em 2017, a actuar na discoteca do Main.

O tempo passou e os Calema continuaram a trabalhar. Veio o álbum A nossa Vez (A.N.V) com temas ligeiramente diferentes dos anteriores, e que depressa tornaram-se espantosamente populares como o Vai, Ciúme, e o próprio A Nossa Vez. O álbum foi certificado com o disco de ouro. E adivinhem o que é que hoje em dia se canta nos palcos dos “the voice” da vida? As músicas dos Calema!

A nossa vez calema

Em Dezembro de 2019, a dupla anunciou o lançamento do seu mais recente trabalho: Yellow. Um dos temas (intitulado “abraços”) já está disponível no youtube (será que se inspiraram na campanha australiana dos abraços?). Mal posso esperar para conhecer este novo trabalho e claro, fazer uma resenha sobre o mesmo. Todavia, é mesmo Bomu Kêlê que ficou no coração e sobre o qual gostaria de repisar. Afinal de contas, sempre que penso em desistir dos meu próprios sonhos, tento lembrar-me destes meninos, que transformaram os nãos que ouviram em alavanca para o seu sonho. O que muito brilhou e os tornou especiais? Julgo que algo um tanto pessoal, frágil, que uns têm, e outros não: a originalidade. Em Bomu Kêlê, os dois irmãos tiveram participação em tudo, desde a composição de todas as músicas, até a produção. “Sinceramente achamos que os são-tomenses e não só, vão adorar. Porque fizemos os possíveis de cantar para o mundo sem no entanto, perdermos a nossa identidade, ou seja a nossa cultura. Nós acreditamos que a música são-tomense bem produzida tanto na vertente letra como também na melodia pode ter sucesso em todo o mundo” (FNAC) disseram eles na altura. Amém à isso.

É fácil vermos artistas, em todas as vertentes, perderem a sua originalidade. Nas demandas do mercado, entram numa louca e desvairada corrida, seja nos palcos, nos meandros literários, na TV ou ou passerelles, para adaptarem-se a um conteúdo mais comercial, mais “trending”, ou mais de acordo com os “standards” de quem os gere. E lá se vai a tal originalidade, sem a qual, o artista passa a ser apenas mais um número popular.

Quando vi o cantor brasileiro Zezé Di Camargo (certamente mais entendido que eu na matéria) partilhando o mesmo palco com os Calema e a pedir-lhes que cantassem o tema coro coço, por ser uma das coisas mais lindas que ele já ouvira até hoje, soube que era infalível. Há alguma magia nesta originalidade a que me refiro e que deve ser preservada.

Que os Calema (e todos artistas no geral) continuem a conquistar o mundo, sem nunca perderem o toque de magia que os impulsiona. E que voltem, muito em breve, aos palcos de Moçambique.

Por Virgília Ferrão

(Da tripulação da Qawwi)

Outras maravilhas humanas

Concursos Literários – Língua Portuguesa

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Caros escritores e amantes da escrita,

Sobre as maravilhas humanas, hoje escolhemos falar de alguns concursos literários (língua portuguesa) com inscrições ainda abertas. Concursos deste género são boas plataformas para alavancar a carreira de um escritor, sem falar do enorme prestígio que dos mesmos advém, não é verdade? Além do mais, através de um concurso literário é sempre mais fácil:

  • Finalizar uma obra (nada mais motivador do que o prazo de um concurso para terminarmos aquele projecto, certo?)
  • Melhorar pela crítica construtiva (alguns júris de concursos dão feedback e é sempre bom usar esta crítica para melhorar o nosso trabalho)
  • Tornar-se um melhor escritor (através da prática constante da escrita)

Dito isto, vamos olhar para alguns concursos literários abertos à inscrição?

  1. Prémio Literário UCCLA (5ª edição)

Promotor: Editora A Bela e o Monstro, Movimento 2014, Câmara Municipal de Lisboa.

Modalidade: Prosa de ficção (romance, novela, conto e crónica)

Elegibilidade: pessoas singulares, de qualquer nacionalidade, fluentes na língua portuguesa.

Prémio: o autor vencedor será convidado a participar no Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), promovido pela UCCLA, com oferta de todas as despesas relacionadas com a deslocação e alojamento durante o mencionado Encontro.

Prazo de submissão: até o dia 31 de Janeiro de 2020, por correio electrónico, para o endereço premioliterario@uccla.pt

Prazo de divulgação de resultados (ou entrega de prémio): 5 de Maio de 2020

Consulte o regulamento em:

https://www.uccla.pt/sites/default/files/regulamento_premio_literario_2019_2020.pdf

2. Prémio Eugénio Lisboa 2019 (3ª Edição)

Promotor: Imprensa Nacional – Casa da Moeda

Modalidade: Prosa

Elegibilidade: todos cidadãos moçambicanos (a residir em Moçambique ou no estrangeiro) ou estrangeiros residentes em Moçambique há pelo menos 10 anos.

Prémio: edição da obra e 5.000 Euros

Prazo de submissão: Entre 1 de Agosto e 27 de Setembro de 2019

Prazo de divulgação de resultados (ou entrega de prémio): 30 de Novembro de 2019

Consulte o regulamento em: https://www.incm.pt/portal/arquivo/el/regulamento.pdf

3. Prémio Literário Fundação Fernando Leite Couto – 2019

Promotor: Fundação Fernando Leite Couto

Modalidade: Poesia

Elegibilidade: autores moçambicanos sem obra publicada ou com apenas uma obra publicada no espaço de dois anos até à data de abertura desta edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto

Prémio: edição da obra e 150.000 MT

Prazo de submissão : Entre 20 de Maio a 31 de Agosto de 2019

Prazo de divulgação de resultados (ou entrega de prémio): Dezembro de 2019

Consulte o regulamento em:

http://fflc.org.mz/index.php/por/Destaques/2019/Maio/Premio-Literario-Fernando-Leite-Couto

4. Prémio 10 de Novembro – 2019

Promotor: Conselho Municipal da cidade de Maputo e AEMO

Modalidade: Prosa

Elegibilidade: escritores moçambicanos residentes na cidade de Maputo

Prémio: 100.000 MT

Prazo de submissão : Até 20 de Outubro de 2019

Prazo de divulgação de resultados (ou entrega de prémio): 10 de Novembro de 2019

5. 5ª Edição do Concurso de Tradução Literária (Alusivo ao Dia Internacional da Tradução)

Promotor: Editora Trinta Zero Nove

Modalidade: Traduções de obras literárias (romance, conto, poesia)

Prémio: edição da tradução na coletânea “No Oco do Mundo”; certificado e valores monetários

Prazo de submissão : Entre 29 de Julho a 30 de Agosto de 2019

Prazo de divulgação de resultados (entrega de prémio): 30 de Setembro de2019

Consulte o regulamento em: https://www.facebook.com/editoratrintazeronove/?epa=SEARCH_BOX

6. Edição Do Njinguiritane – Prémio Literário De Contos Infantis (1a Edição)

Promotor: AEMO, Fundação Fé e Cooperação (FEC, INGD) e União Europeia

Modalidade: contos infantis inéditos em língua portuguesa

Elegibilidade: autores com idade entre 10 e 17 anos, em singulares ou grupo de até três

Prémio: livros didácticos e de ficção para os vencedores, no valor monetário equivalente a 21.000,00 MTN (Vinte e um mil meticais),

Prazo de submissão: Entre 6 de Agosto e 26 de Setembro de 2019

 

Leia com atenção os regulamentos e muito boa sorte!

Outras maravilhas humanas

Evento|“Eita Casei”, de Whindersson Nunes em Moçambique| Opinião

Aconteceu no dia 6 de Abril, no centro cultural da UEM, na cidade de Maputo. A promessa era de iniciar às 19:00 horas, mas o palco só iluminou-se por volta das 20:20. Pode ser, talvez, porque o artista estivesse ainda a preparar-se, ou então, por causa da organização e logística para albergar a audiência, já que a fila de pessoas que foram ver o show do humorista e youtuber brasileiro Whindersson Nunes, parecia interminável.

O atraso, entretanto, acabou sendo compensado pelo carisma e simplicidade de Whindersson que foi logo conquistando e arrancando calorosas gargalhadas do público.

Whindersson Nunes trouxe à Maputo o seu novo show “Eita, Casei”, inspirado no seu casamento com a cantora Luísa Sonza, que aconteceu em Fevereiro do corrente ano. O stand –up comedy faz parte de uma turné internacional que culminou em Moçambique.

Whindersson interagiu com o público com facilidade, trazendo um cesto de piadas agradáveis e despretensiosas, que revelaram um quotidiano particularmente seu, que entretanto, não deixa de reflectir vários aspectos da sociedade, sobretudo no que se refere a diferenças sociais e à vida normal de um recém casado. O show de Whindersson é repleto de referências a outras celebridades brasileiras, tais como o apresentador Luciano Hulk e o jogador Neymar.

Alguns artistas não conseguem distinguir a barreira entre a pura brejeirice e o sublime humor, mas esse não parece ser o caso de Whindersson, pese embora, quem o conheça melhor, diga que ele esteve muito comedido e avaliou de antemão o público, refreando-se no quesito palavrões.

Os efeitos sonoros e a iluminação foram simples, mas bem executados. A organização, entretanto, deixou algo a desejar.

Em suma, ficamos com a impressão de que o público moçambicano vibrou e aprovou o show de Whindersson.

O comediante nasceu em Piauí e foi recentemente eleito pelo Google como a personalidade mais influente do Brasil. Whindersson é um dos youtubers mais conhecidos do mundo e já alcançou a marca de 35 milhões de inscritos no seu canal do YouTube, almejando agora a placa de rubi, para a qual precisa de 50 milhões. Se alcançar, ele será o segundo youtuber com a placa de rubi, a seguir ao sueco Pewdiepie.

Canal de Whindersson

A nossa classificação: 4 de 5 estrelas

Histórias, Outras maravilhas humanas

Somamos 20 capítulos no diário de uma qawwi!

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Para os novos visitantes do blog, e também para os actuais amigos, gostaria de partilhar e esclarecer o conteúdo aqui veiculado. Estamos no ar há sensivelmente 6 meses. Desde então, foram publicados cerca de 60 textos, dentre os quais, resenhas de livros, filmes, e o diário da história da minha vida como extraterrestre no planeta terra, na rubrica “desabafos de uma qawwi”. Neste momento, a minha história possui 20 capítulos, todos eles numerados. O mês de Março esteve voltado ao tema “casamento”, porque efectivamente casei-me com um humano. Agora regressamos a realidade.

Muito obrigada pelas visitas, e sobretudo, por serem bons amigos! Um beijo enorme,

Linan, a qawwi

Cinema (Filmes / Séries), Outras maravilhas humanas

Vencedor sorteio – DVD

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Quase perdiamo-nos se na Via Láctea, mas felizmente regressamos. Um pouco atrasados, estamos aqui para anunciar o vencedor do sorteio do DVD, alusivo ao dia dos namorados.
O vencedor encontrado aleartoriamente pela caixa automática exclusiva de Stefanotis é Malikezi Wa Tiane! Parabéns Malikezi!

A todos, um abraço do tamanho da terra e continuem ligados ao diário de uma qaawi!

Outras maravilhas humanas

As monções e os templos do amor

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 Por: Jorge Ferrão

Índia aproveita a suavidade do inverno tropical, para alinhar os seus ideais, metas e objectivos. Estes períodos de transição, grosso modo, se imbuem de espíritos benignos, esperanças renovadas e certezas de um presente, que não pode ser futuro e muito menos passado.

Visitar India, não importam as razões, parece um sonho, longo e inacabado. Todos, sem excepção, queremos, um dia, desfrutar desse misticismo dos templos, contemplar a grandeza Gandhiana, mergulhar na sétima maravilha do mundo, imponente Taj Mahal, arrepiar com o inacreditável Ganges, lacrimejar as papilas gustativas com sabores picantes de caril dos ventos, reverenciar  a diversidade e a espiritualidades das línguas. Todos queremos provar o chá, com ou sem Massala, que não é apenas uma bebida, mas uma cultura milenar.

A Índia está segura que será o país mais populoso do mundo nos anos dois mil e vinte e dois mil e vinte e cinco. Igualmente, fará parte das cinco maiores economias do planeta. Estas perspectivas já remexem as posições políticas estratégicas geo-políticas. As monções se configuram generosas. A natureza tem sido benevolente. A India não procura parceiro, são estes que vasculham os caminhos que vão dar as Índias, como foi a rota milenar das sedas e especiarias.

Um pouco mais de 93 países e 600 convidados desdobram-se em explicações e conjecturas, sugerem modelos e roteiros para assegurar que não ficarão excluídos das rotas e círculos finais. Assegurar que as novas geometrias os incorporem. São sonhadores, políticos, governantes, estudiosos, generais e peritos que se antecipam a aurora do novo gigante.

Os mares foram os responsáveis e a principal via de ligação entre os nossos povos e países. O oceano Índico serviu de berço e estrada de civilizações, segredos, partilhas e amizades. Os ventos, em particular, as monções, facilitaram as rotas e interações.

Mares e ventos, com todo o secretíssimo que os tipificam e com os misticismos que os rodeiam, são a base de uma sociedade de conhecimento, ancestral, porém eficaz e perene. Portanto, mesmo que não conheçamos a Índia física, a conhecemos de forma cultural, nutricional, espiritual e comercial. Conhecemos a Índia como nos conhecemos a nós mesmos e, só os indianos, conseguem falar, com tanta fluência, as nossas próprias línguas.

Moçambique representa a sexta maior diáspora indiana no mundo, com cerca de vinte e cinco mil (25.000) cidadãos de origem indiana residentes no interior e litoral do país.

Este longo percurso respalda as actuais relações diplomáticas, comercias, formação e de cooperação entre os dois povos e países. Os povos indianos aqui residentes, não serão, jamais, tidos como uma diáspora, mas como uma extensão das restantes comunidades que aqui se instalaram e constituem a matriz étnica, cultural e racial moçambicana. Só em 2016 a Índia investiu cerca de dois biliões de dólares, colocando-se como o terceiro maior parceiro de exportação de Moçambique e, sétimo maior parceiro de importação.

Moçambique e Índia também se associaram a duas questões estratégicas na actualidade. Em primeiro lugar a questão demográfica e, em segundo lugar as mudanças climáticas. Estes são os desafios da actualidade, pois, as economias, num período de grandes mudanças tecnológicas, precisam de se adaptar. A estabilidade social dos nossos povos e países, depende da melhoria das condições sociais e, do bem-estar dos jovens e dos nossos povos.

Neste período caracterizado pela constitucionalização da ordem global, a Índia também nos ensina a manejar as ferramentas da interdependência, multilateralismo, cooperação regional e Internacionais. Tudo sem clichés. Tira o maior proveito da ciência, não apenas para a governação, mas e principalmente, para a própria segurança nacional e bem-estar societário.

No final, Taj Mahal, esse majestoso mausoléu, localizado na cidade de Agra, foi construído em mármore branco, entre os anos de 1630 e 1652. Neste período mais fresco recebe mais de 50000 visitantes diários.

Todos ganham desse turismo de grande intensidade e baixo rendimento. Porém, ganham mais ainda os intermédios. Esse segmento que fica alheio a tudo e todos e encaixa receitas fabulosas.

Neste pós-neoliberalismo, sobrevivem os visionários e audazes. Porém, só se tornam eternos, os que amam o próximo, seus familiares e seus povos. As monções carregam amor e os amores são sinónimos de novos tempos.

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Outras maravilhas humanas

Moçambique Top 8: se ainda não ouviu – vale a pena ouvir

Aquando da compilação de algumas curiosidades sobre Moçambique (veja aqui 12 Factos que você desconhece sobre Moçambique) o primeiro país onde aterrou a nossa qawwi, muitos leitores trouxeram à nossa atenção um aspecto que ficou por ser ressaltado: a qualidade e as circunstâncias de algumas músicas que prestigiam o país.

Com efeito, os leitores relembraram-nos que Moçambique serviu de inspiração para músicos como Bob Dylan, com o tema que leva o mesmo nome e que pode considerar-se uma serenata ao país (álbum Desire – 1976):

Mile Davis, que criou “Catembe” para o álbum Amandla, de 1989:

https://www.youtube.com/watch?v=c8hqk2zF2G4

Bob James e David Sanborn, que fizeram o tema “Maputo”, para o seu álbum “Double Vision”, lançado em 1986:

Avante.

No post de hoje, iremos partilhar alguns temas produzidos por artistas do país, contemporâneos, alguns não tão conhecidos como os acima mencionados, mas igualmente fabulosos. Ou seja, se por alguma estranha razão cósmica você ainda não os conhece, prossiga com a leitura para matar a curiosidade.

Continuando: problemas cósmicos a parte e sujeito à apreciação subjectiva de cada um de vocês, acreditamos que os temas abaixo compilados, também exaltam a qualidade musical e de facto, valem a pena ser escutados.

Vamos conferir?

  1. Wene – Banda Kakana

A banda Kakana há muito que conquistou os corações dos moçambicanos. Temas como “Xiluva” e “Serenata” tornaram-se hinos de referência. A música “Wene”, um pouco mais recente que estas outras, continua a espelhar-se no estilo que cativou os apreciadores da banda. Confira:

  1. Apelamos a paz – Ronny Felipe

Para além do facto de ter um vídeo clip bastante emotivo, ressalta neste tema a relevância do apelo que não deve ser esquecido e a linda guitarra acústica. Confira:

https://www.youtube.com/watch?v=-4b8MPDL0N8

  1. Te Kizombar – Dom Kevin

Relativamente novo no espaço musical, Dom Kevin já promete arrancar suspiros dos amantes deste género. Confira:

  1. Mozambique – Selma Uamusse

A voz maravilhosa desta artista e a intensidade dos instrumentos nesta contagiante música, não permite nenhum coração ficar parado. Toca a vibrar o som do belo Moçambique.

https://www.youtube.com/watch?v=pvFk6l-TK6A

  1. Egumi Yah África – Emerson Ft Mazu

Poesia e reflexão, rimas e contrastes, são os pontos que convergem nesta agradável melodia com forte presença de instrumentos locais. O tema é interpretado pelo advogado e cantor EmerSOM, em colaboração com Mazu. Confira:

  1. Wansati – Rodhália Silvestre

Não é por acaso que a cantora venceu há pouco o prémio de melhor voz no festival Ngoma Moçambique 2018. É uma voz para lá de potente! Confira:

  1. Without you – Betto Jason

É difícil não nos apaixonarmos pelo saxofone neste tema. Para não falar do subtil, mas intenso coro de apoio. “Without you” é óptima para ouvir num momento mais descontraído, de preferência com um copo de vinho ao lado. Definitivamente das nossas preferidas. Ouça:

  1. Moya – Isabel Novella

Com a carreira lançada a nível nacional e internacional, Isabel Novella tem uma das vozes mais doces do país. A mistura de estilos e de línguas neste que é um dos seus primeiros temas, confere-lhe bastante originalidade. Nunca cansa. Ouça:

Gostou das nossas sugestões? Deixe os seus comentários e não se esqueça de subscrever ao blog ou de seguir-nos via facebook para acompanhar as novidades: https://www.facebook.com/qawwi.reviews

Outras maravilhas humanas

Anúncio! – vencedores do sorteio literário – 2018

O nosso homólogo vonordiano (com ajuda do autor Matt Haig em “os humanos”), deu os seguintes conselhos:

  1. Na terra, a nova tecnologia é uma coisa da qual te vais rir dali a 5 anos. Valoriza aquilo de que não te rirás no espaço de 5 anos. Como o amor. Ou a boa poesia. Ou uma canção. Ou uma refeição excepcional. Ou um bom amigo. Ou o céu.
  2. Existe apenas um género na ficção. Tem o nome de “livro”.

Com efeito, ao chegar à este planeta, a qawwi apaixonou-se pelos livros. Afinal de contas, os mesmos ensinam, entretém, fazem-nos companhia, transformam-nos, e sobretudo, fazem-nos sonhar. A pensar nisto tudo, a qawwi e a sua tripulação decidiram sortear 9 livros para os leitores do blog.

Tivemos concorrentes de Moçambique e do Brasil e agradecemos desde já a participação! Gostamos imenso dos nossos leitores e se pudéssemos, presenteávamos a todos os participantes (sabemos que todos queriam ganhar!!). Mas não sendo possível e na ausência de tecnologia do planeta da qawwi, recorremos a plataforma https://www.sorteiogo.com/en/draw/names, para fazer uma escolha aleatória.

No mais, com ou sem sorteios, esperamos que estejam todos a gostar de fazer parte desta jornada pelo planeta terra e pelas suas maravilhas. Sintam-se à vontade para deixar sugestões ou comentários, para que no próximo ano as nossas aventuras sejam ainda melhores!

Passemos então a conhecer os vencedores do sorteio de 2018:

  1. Os livros a escolha de Eron, o inspector de Xinzdimila e o medo De Virgilia, da Editora Selo Jovem e que faziam parte do pacote IV vão para Ana Dulce Ximenes.
  2. O livro Before – antes de Tessa (em breve sai adaptação cinematográfica desta obra) e o livro em busca do mar certo – do pacote III, vão para Suzana Ubisse.
  3. O Inspector de Xindzimila e o canto dos contos, vão para Larissa Santos.
  4. Por fim, vai levar para casa recados da alma e intempéries d’amor numa baía adormecida, Edson K-Brain.

Muitos parabéns aos vencedores do sorteio e para todos, votos de um feliz natal, um próspero ano novo e sobretudo, boas leituras!

Para o ano haverá novas e excitantes aventuras. Aguardem!

Um abraço qawwiano, de toda a tripulação.

Extra, um minuto!

Esperem! Linan acaba de dizer que para além destes vencedores, o blog irá oferecer brindes adicionais, para alguns dos leitores que muito encorajam e inspiram os episódios “desabafos de uma qawwi”. É pelo carinho e apoio de leitores como vocês que a nossa nave continua a navegar a todo o vapor! E agora? Serás tu um desses leitores? Fica atento, pois a qualquer momento pode aparecer a nave de Stefanotis depositando um brinde enviado pela nossa qawwi.

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